22 de fev de 2010

Metal Hammer: Álbuns da Década – Sipknot, Vol.:3



Uma vez por semana na Metal Hammer, terá uma revisão de um dos melhores álbuns dessa década, e compartilharão a história por trás do CD, vídeos relacionados e alguns links. Para começar a saga, deram uma olhada na marca registrada e grande álbum do Slipknot, o ‘Vol.3: (The Subliminal Verses)’.

Seguindo o album ‘Iowa’, o Slipknot foi tachado como uma banda em transtorno. Ou melhor dizendo pelo lado clichê, a impressa o declarou como uma banda em guerra.

É fato que todos da banda foram crescendo individualmente como pessoa; entrevistas da turnê de ‘Iowa’ continham alguns membros fuzilando uns aos outros de todos os ângulos, e quando Joey Jordison e Corey Taylor começaram a obter grande sucesso com seus projetos paralelos (The Murderdolls e Stone Sour), o futuro parecia em clima desértico para a máquina de dezoito pernas de Des Moines.

Com Corey Taylor falando sobre Stone Sour ter uma estrada mais longa do que a do Slipknot e seu problema alcoólico atingindo um estado crítico, a banda se mudou para a mansão-estúdio de Rick Rubin, para trabalhar com a própria lenda barbuda em seu terceiro projeto. Rubin usou a sua técnica de produção de deixar a banda sozinha por alguns dias, e às vezes até semanas para darem o melhor de si em seu novo material, e a decisão acabou sendo um risco que correram da banda acabar terminando.

Mas muito pelo contrário, o Slipknot criou um álbum que ainda permanece como um dos melhores lançamentos do metal dessa década.

Enquanto era esperado que os membros do ‘Knot arrancariam os braços uns dos outros e muitos já estavam até anunciando o provável final da banda, eles combateram suas diferenças, se solidificaram como um grupo e escreveram um álbum que é considerado por muitos o melhor de sua carreira. Intencionalmente ou não, Rubin alegou uma falta de participação inadvertidamente contribuída para esse grande projeto enquanto a banda direcionou suas melodias a alturas que talvez que nenhuma outra banda de metal já atingiu antes.

O tempo que Taylor passou em sua banda mais melódica, Stone Sour, contribuiu para isso? Isso pode definitivamente ser discutido. A coisa mais impressionante do ‘Vol.3’ é que há tantas linhas ótimas de vocal, e a banda não teve de tocar num tom mais leve do que a marca registrada furiosa deles.

Quer uma evidência? Escute a multidão no Download Festival gritando ‘Clau-stro-pho-bic!’ e ‘Cat-o-stro-pic!’ durante ‘Before I Forget’. De fato, quando o Slipknot lançou o álbum Selft-titled em ’99, nós nunca achamos que eles conseguiriam travar outro hino como ‘Wait And Bleed’. A introdução de ‘Duality’ no Download Festival desse ano nos conta como estávamos enganados. A evidência dessa combinação de beleza e brutalidade? Escute 80 mil pessoas gritando “nothing is what it seems!” da mesma performance.

O Slipknot também zombou de algumas acusações feitas pelo lançamento da música ‘Vermilion Pt. 2’ do ‘Vol.3’, de que era uma faixa acústica assombrada que lembrava os melhores momentos do acústico do Alice In Chains, clamando que Corey Taylor é um dos melhores vocalistas do rock dessa geração. Algo interessante também, o ‘Vol.3’ foi o primeiro CD do Slipknot a não carregar o selo de orientação (‘Parental Advisory’) por Taylor querer dispersar qualquer tipo de preconceito de que suas letras envolviam blasfêmias.

Simplesmente, isto é sobre como o metal moderno pode se tornar perfeito. Da banda mais pesada dessas que chegou até o mainstream, esse é o melhor momento do Slipknot.

* Thanks: MetalHammer.co.uk

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