26 de ago de 2009

Entrevista de Corey para a WAAF em Boston

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Corey Taylor foi entrevistado por Mike Hsu da rádio WAAF de Lowell antes da apresentação do Slipknot em Boston, MA, no dia 06 de Fevereiro. A entrevista é divida em oito partes. Veja algumas frases de destaque nessa entrevista:
“Eu fiquei lisonjeado por termos chegado em primeiro lugar com este álbum. Nós pretendíamos tocar no Madison Square Garden, nós queríamos, mas se os fãs não tivessem nos apoiado, nós estaríamos tocando numa sala vazia. O meu álbum solo será de melodia pura, Travis Barker e Dave Navarro demonstraram interesse em participar, e espero que eu consiga fazer algo com Dave Grohl. Este não é o último álbum do Slipknot, já estamos idealizamos algo para o próximo álbum, que envolverá todo tipo de mídia no mundo.”

Em cada vídeo, Corey responde a basicamente uma pergunta.Acima todos os videos.

PARTE 1: Como foi a produção do álbum 'All Hope Is Gone'?

PARTE 2: O Slipknot é um fenômeno cultural?

PARTE 3: Como vocês encaram as conquistas da banda?

PARTE 4: Quem você escolheria como genro: Charles Manson ou um parceiro seu de banda?

PARTE 5: Como você pretende fazer seu álbum solo?

PARTE 6: O que você preferiria descobrir em seu rosto: Um furúnculo ou um bócio?

PARTE 7: Essa é a última turnê e o último álbum do Slipknot?

PARTE 8: Se você tivesse que comer um ser humano, começaria por qual parte?
O que você acha que seria mais torturante: Um julgamento em Iowa ou um show do Coldplay?
(thanks slipknotbr)

The Eye Of a Clown: Timeless




O percussionista do Slipknot Mr. Shawn "Clown" Crahan ficou mole depois de uma fotos dessas? Dificilmente. Ele só está aprendendo a apreciar o mundo em sua volta, bom e mal, lindo e oculto. Clown se separa um pouco de sua visão apocalíptica do mundo para nos entregar essa linda estátua com seus pensamentos sobre ela e suas imaginações

Isso é o tipo de coisa que eu estou fazendo bastante ultimamente. Estou realmente tentando entrar nos detalhes da fotografia, onde o experimento inteiro é ser capaz de ter algo em frente a você e tendo esse campo de fundo sendo todos em círculos atrás. Então, tem uma arvore logo atrás com folhas, mas eu estou tão perto dela, que toda luz entre as folhas deixa tudo em uma coisa circular.

Quando é sobre fotografia, eu quero aprender tudo e estar apto para fazer tudo. Eu quero estar acerca de tudo e estudar sobre tudo, então isso é um experimento que eu não tenho que contar com a distorção ou camadas ou manipular a imagem para criar algo perturbador. É mais sobre achar o objeto, analisá-lo, apontar, fotografar e ser completamente feliz com isso. Boom, ai está uma imagem.

Ela foi tirada em Sydney, Austrália num parque em frente ao hotel que ficamos. É um lindo, lindo refugio para esses morcegos. E em todo anoitecer, eles voam para o oceano e é simplesmente surreal. E ela está sentada no mundo por um longo tempo, eu simplesmente senti que ela era linda com o musgo crescendo nela, até agora o nariz é completamente livre de tudo isso.

Eu sempre tive esse pensamento que tem coisas na vida que são decididas com o tempo. Eu irei ver rostos nas calçadas ou na parede e eu vou falar, “Bem, esse cara deve ter sido mal por que ele vai ficar preso aqui nessa parede por 70 anos até essa rua ser demolida então, ele vai estar livre do purgatório”.

Bem, eu sempre me perguntei "Por que ela está ali?" Então, eu tenho uma pequena pira e tento me colocar nessa coisa e pensar "Deus, ela está aqui quando chove, e quando está frio e quando tem ventania e quando a noite chega." É por isso que eu a escolhi para a foto, por que eu pensei que ela era bonita e eu tenho visto muito dela na vida como estrutura.

Entrevista de Chris Fehn para a Metromix de Greenville






Chris Fehn foi entrevistado pela Metromix por telefone antes da apresentação do Slipknot dia 11 de Fevereiro na cidade de Greenville, SC. Veja abaixo a tradução do resumo da entrevista.

Descreva a sua percussão.

Chris: É semelhante a um simulador de aviões. Ela se move rápido em todas as direções, é como se fosse um touro mecânico. Toms de 24", 22", 15" e 17", e um barril de cada lado. E agora nós também usamos aquelas caixas que carregamos no corpo, mas deixamos atrás do palco e pegamos quando chega a parte da música.

O 'All Hope Is Gone' foi o primeiro álbum a atingir o topo, como vocês comemoraram essa conquista?

Chris: Nós não nos reunimos e festejamos. Mas ficamos muito felizes com isso, era um objetivo que queríamos alcançar. Pra mim é mais importante do que um Grammy. Isso mostra o apoio dos fãs e que somos um conjunto considerável no mundo.

Você já esqueceu sua máscara num hotel ou na casa de alguma garota, e teve que voltar pra buscá-la?

Chris: Nós temos uma regra nessa banda: "Você perde sua máscara, você está morto." Então eu guardo num armário enquanto estamos em turnê.

Qual foi a inspiração pra sua máscara? Algo relacionado ao filme 'Laranja Mecânica' de Stanley Kubrick?

Chris: Não. Claro, tem uma parecida lá. Mas quando eu entrei na banda, um pouco antes do primeiro álbum, já tinham aquela máscara feita. Então eu não dei muito palpite nisso, eles disseram, "Você vai usar essa." E eu falei, "Bacana, cara. Tanto faz, vamos lá." Eu gostaria de ter alguma história bacana sobre como surgiu a idéia da máscara, mas na verdade foi assim que aconteceu.

25 de ago de 2009

Corey fala sobre quadrinhos e sobre ser ator

Da Pulse of Radio: O vocalista do Slipknot, Corey Taylor, vai ser um dos milhões de fãs que vão ao cinema esse fim de semana pra ver a tão esperada adaptação de "Watchmen", o quadrinho best-seller, que foi considerado um dos melhores de todos os tempos. Mas enquanto Taylor é um grande fã de Watchmen, ele ainda gosta mais de uma série de quadrinhos chamada "The Preacher".

"É basicamente uma história que se passa na estrada com um pouco de reiligão, um pouco de ficção científica e um toque de Quentin Tarantino" ele disse. "É um dos melhores quadrinhos do mundo. É engraçado, inteligente, grotesco, ofensivo, é brilhante. É uma ótima história. Leia que eu garanto que vocês vão gostar"

Taylor também é um grande fã de "Dark Knight" e faz uma ótima imitação de Heath Ledger, o Coringa. Mas ele diz que não tem muto interesse em atuar. "Não tenho nenhuma aspiração em atuar, eu sempre quis escrever filmes sabe, sempre quis escrever e escrevi alguns no passado. Mas se acontecer... aconteceu. Não é algo que eu pretendo."

MTV Worldstage





No dia 13 de março, a MTV vai exibir um show do Slipknot como parte da nova série, "MTV World Stage". O programa mostrará a performance devastadora da banda no Hammersmith Apollo dia 3 de dezembro de 2008, e vai ser transmitido em mais de 160 países pela MTV.

Como todo espectador de um show do Slipknot pode confirmar, isso é algo imperdível! Os brasileiros poderão ver o programa pela MTV Brasil às 22:30h do dia 13.

Confira um teaser de 20 segundos clicando aqui. É uma sexta feira que nenhum fã de metal deve perder!

A banda fez a turnê no Reino Unido para a divulgação do álbum "All Hope is Gone" que alcançou as paradas no segundo lugar e ganhou disco de ouro. A banda ainda foi confirmada para o Download Festival desse ano, que acontece nos dias 12/14 de Junho, no Donington Park.

Entrevista na Revolver Magazine




Na edição de Abril, a Revolver Magazine entrevistou o Slipknot, a respeito da turnê com as bandas Trivium e Coheed and Cambria. Segue abaixo a tradução.

Essas três bandas trazem um sentimento de 'dane-se as normas, dane-se as porcarias.'

Nos Estados Unidos é surpreendente ver uma banda como o Coheed and Cambria sendo atribuída no gênero 'metal', mas na Europa acontecem festivais a todo momento onde conjuntos de metal, pop e hip-hop tocam juntos, e ninguém ousa reclamar.

Shawn: É, acho que comecei a querer muito ter esse tipo de turnê depois de participar daqueles festivais. Tocamos nos festivais Reading e Leeds, e eu fiquei no palco pra assistir o Queens of the Stone Age tocar, e o Rage Against the Machine se apresentou antes da gente, e então nós tocamos e em seguida o Placebo subiu. A Europa tem essa coisa, porque todos vão a estes festivais e todos saem com a mente repleta de todas essas coisas diferentes.

Devido ao ecletismo dessa turnê, você acha que os fãs metaleiros serão mais abertos a novos sons no futuro?

Corey: Espero que sim. Eu sempre disse que o metal tem o potencial de ser muito abrangente. Os fãs são muito apaixonados, e se eles olharem para as bandas que são apaixonados e abrirem suas mentes, eles poderão quebrar muitas, muitas barreiras musicais.

Bandas como o Slipknot e Lamb of God seriam consideradas inadmissíveis há 20 anos. Mas agora a extremidade se tornou quase uma norma.

Shawn: Acho que as bandas que parecem fazer a coisa certa estão fazendo o belo trabalho de abrir as portas, e não se importar com o que todos os críticos patéticos têm a dizer. É por isso que é um pré-requisito ser uma banda pesada, porque a realidade exige isso. Vivemos em tempos extremos. As pessoas são extremas. Coisas extremas estão acontecendo pelo mundo e existe uma boa arte, uma arte extrema que ajuda a todos.

Todos vocês têm estado em turnê com pouquíssimas pausas. Isso é essencial para o mercado da música atualmente?

Corey: Bem, é assim que costumava ser. Desde que estamos modernos, nossa mentalidade tem sido sempre "fazer o trabalho".
Nós começamos em 1999 não paramos de verdade por dez anos. Infelizmente, parece que muitas bandas têm vontade só de por os pés na porta e assinar com a gravadora, e pronto é só o que eles todos realmente têm que fazer. Eles acham que simplesmente merecem ser bem sucedidos.Eles não põem a mão na massa, então saem de lá e começam do zero e constroem uma base de apoio de fãs. E agora estamos vendo esse essas bandas meio que sumirem, e as bandas que tem feito o seu trabalho se fixando por muito mais tempo. E eu acho que as pessoas estão começando a perceber isso e estão voltando a fazer o seu trabalho com ética.

Vocês estão curtindo a turnê?

Shawn: Eu não aguento isso. Me sinto tão entediado, tenho vontade de bater com a cabeça.Mas eu tenho que concordar que isso parece ser tudo que eu sei como fazer. E provavelmente eu continuarei fazendo isso até o fim, até que eu esteja morto. Mas direi isso, eu estou aqui para me apresentar, não para fazer gravações, não para dar drogas de entrevistas ou gravar vídeos. Eu estou nisso para me apresentar ao vivo, para ser capaz de me livrar da dor. E depois de 10 anos fazendo isso eu tenho me curado. Todos nós sabemos como é duro estar em turnê e isso pode te derrubar, mas eu preciso disso. Quando estou no palco e as luzes se apagam e eu vejo minha irmandade e ouço aquelas notas e sinto aquela dor, eu sei que nasci para fazer isso. Eu só não queria ter que estar fora por tantas semanas por conta disso.

Corey: Quando estamos em turnê, os primeiros seis meses são ouro pra mim, depois disso as coisas mudam. Viajar pelos Estados Unidos é um pouco mais fácil porque você não se sente tão distante de casa. Quando você vai para lugares como Austrália ou Japão - qualquer lugar que há um dia inteiro de distância entre você e sua família - é aí que começa o aperto. E você sendo um pai faz disso ainda mais duro. Eu tenho viajado em turnê a vida inteira do meu filho, então ele sabe que quando eu tenho que trabalhar, eu vou ficar longe por algum tempo.

Então Shawn, como você se sente por estar arrasando na estrada novamente nessa turnê?

Shawn: Tudo que eu posso dizer é que o Knot acabou se tornando essa coisa, esse experimento de tolerância, e isso continua seguindo e seguindo e ficando mais difícil, e todo mundo quer acabar com isso, mas todos permanecem. E isso é louco e frustrante e definitivamente isso tem ficado mais violento e mais insano. Mas é estranho, porque nunca tinha me divertido tanto quanto estou agora. E mais, se eu quiser uma casa, posso comprar uma em um Greyhound e isso só me custará 69 Dólares, e não terei que atravessar o oceano por 11 horas. Saber que posso financionar por 69 Dólares a qualquer momento me faz sentir bem, então eu mal posso esperar para estar numa.

The Eye Of a Clown: Plugged In








A Banda de Minneapolis American Head Charge é pura destruição e caos, logo a banda quis fazer uma sessão de fotos com o percussionista do Slipoknot, Mr. Shawn "Clown" Crahan.

A banda American Head Charge veio para Des Moines para uma sessão de fotos e quando eu apareci eles praticamente viraram essa sala de cabeça para baixo num jeito indescritível. Era uma situação linda. Eu senti que todos eles estavam em um ritual espiritual, e foi por isso que eu os fotografei juntos entre uma corda de borracha e conectando-os em apenas um processo.

Quando eu fotografo, eu me esforço para sentir o que está acontecendo e vou com meu extinto. Nesse caso, eu senti que tinha que amarrá-los juntos em uma coisa só. Eu sei que todos eles são individuais e eles são todos espiritualistas em um diferente sistema solar, mas nesse momento eles eram um estado só.

Infelizmente, um desses senhores está morto, e eu me sinto feliz por tê-lo conhecido e fotografado. É difícil para mim, olhar isso e ver alguém que não está mais aqui, e isso simplesmente me impulsiona no que eu faço e no que eu tenho que fazer às vezes. E é por isso que eu amo arte. Você pode viver para sempre.




© M. Shawn Crahan

Slipknot pretende fazer um novo álbum

Corey Taylor foi entrevistado pela rádio WAAF antes da apresentação do Slipknot em Boston, MA, dia 06 de Fevereiro. Na entrevista revelou alguns planos do Slipknot para daqui a alguns anos. A entrevista tem oito partes e nossa equipe está atualmente legendando todas elas. Mas veja de antemão a declaração de Corey que certamente anima a todos nós.

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Corey e Clown na Fuse

O Slipknot novamente apareceu na Fuse, desta vez no programa Nº1 Count Down Rock, apresentado por Juliya. Quem conversou com nossa já conhecida apresentadora foram Corey e Clown, comentando inclusive sobre o clipe do single 'Dead Memories'. Veja abaixo a sequência legendada de três vídeos.

(thanks slipknotbr)

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Entrevista de Corey Taylor para a rádio TK101 de Pensacola, FL

Momentos antes da apresentação do Slipknot em Pensacola, FL, dia 19 de Fevereiro, Corey Taylor foi entrevistado pela rádio local TK101.

“As máscaras são o espírito da banda. Pra nós sempre significou mais do que simplesmente máscaras, tem todo um conceito nisso. Muita gente jamais vai entender o que significa essa banda. Não existe chances de um dia subirmos no palco sem as nossas máscaras. Se um dia chegarmos no ponto de considerar essa idéia, eu não farei. Eu iria embora antes.”


Veja os vídeos abaixo:



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Novas fotos no Outside The Nine

Existe agora uma nova galeria exclusiva para os membros do Outside The Nine. A galeria contém algumas fantásticas fotos tiradas pelo fotógrafo Mouce, amigo da banda.

Lembre-se que não se pode compartilhar os conteúdos exclusivos do OT9, e adicionar essas imagens ao seus perfis do Myspace ou algo do tipo implicarão no fim de sua conta! Dito isso, vá até a pagina da galeria e veja as novas fotos!

Pra quem não sabe, o Outside The Nine é o fã-clube oficial do Slipknot, e você pode se cadastrar pagando apenas US$ 19,99 ao ano. Acesse o site abaixo para saber todas as vantagens para quem é do fã-clube.

* Fonte: www.outsidethenine.com

Sid Wilson especula sobre novo álbum do Slipknot

Em recente entrevista para a Artisan News, Sid Wilson disse que se todos os nove membros se mantiverem vivos até que seja hora de escrever um novo álbum, sim, haverá um novo álbum do Slipknot. Veja o vídeo abaixo:
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Clown com novas músicas no Myspace

Clown adicionou três novas músicas e algumas novas fotos em seu perfil pessoal no myspace. Acesse aqui e ouça as novas e psicodélicas músicas de Shawn, na faixa "I'm Sorry" podemos até ouví-lo cantar.

Corey Taylor com o Steel Panther

Corey Taylor fez uma participação especial na faixa "Death To All But Metal" do grupo Steel Panther. Ouça no player abaixo, Corey aparece cantando no refrão e canta um verso completo por volta dos 50 segundos.

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Entrevista de Chris Fehn em Council Bluffs, IA

Bryan Odell entrevistou Chris Fehn na noite de 25 de Janeiro, minutos antes da apresentação do Slipknot em Council Bluffs, IA.






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Nota: Um fã chamado Cory Nickels de 29 anos morreu após essa apresentação de acordo com a KETV Omaha. Ele teve um ataque cardíaco, segundo os investigadores.

Mensagem de Shawn Crahan

Música
“Hora de falar para aqueles que devem querer ouvir. Parece que faz muito tempo desde que eu tirei um tempo pra usufruir do potencial da internet, mas por causa de tudo estar mudando eu achei que prosseguiria assim, pois eu adoro a mudança e todos nós sabemos que a mudança é boa. Ultimamente podemos sentir o aquecimento do mundo como nunca. Está ficando difícil para todos os humanos permear sobre a água. A temperatura está nas alturas e as coisas estão completamente diferentes no mundo em que vivemos. Eu sempre imagino quanto tempo isso pode durar e se já não duramos muito tempo ou simplesmente estamos atravessando a fase da vida como todos fizeram antes de nós. Uma coisa é certa, só vai melhorar daqui pra frente, porque as coisas estão muito estranhas atualmente. Eu gostaria de falar sobre uma coisa que eu amo e a única coisa que está na minha vida todos os dias, MÚSICA. A música tem sido uma coisa na minha vida que abriu portas e sempre esteve lá quando eu precisei de algo. Todo mundo fala sobre o fracasso da indústria musical e como as coisas estão afundando. Eu não discordo que o negócio do Rock 'n' Roll está fracassando, mas a única coisa que eu tenho certeza é que o amor pelo Rock 'n' Roll está maior do que nunca e mais forte do que nunca. A música pode nos fazer passar pelos momentos mais difíceis e ser sua única amiga quando ninguém quer ouvir. Você pode sempre confiar na música e sempre acreditar na arte da música. Ela sempre esteve lá pra mim e como eu disse, eu fui muito abençoado por ter a vida que vivo, porque tudo que eu sempre quis foi viver minha vida em torno da música e que isso me ajudasse a ter uma família e uma vida que eu gostasse enquanto eu servia minhas horas nessa realidade conhecida como vida. Em tempos como este, deveríamos mudar tudo para a arte, pra abrir o verdadeiro potencial da mudança. Mudança é o que nós precisamos e por quê não começar isso com música? A música está sempre lá pra você e não tem nada a ver com o valor das coisas no mercado. Faça sua própria arte, toque sua própria música, sinta-se seguro com seus pensamentos. Compartilhe-os se puder com um amigo e talvez juntos nós poderemos mudar o rumo das coisas. Obrigado por tudo que você faz na minha vida da música que eu vivo. Eu sinceramente não sei o que eu faria sem isso. Pra mim é tão importante quanto o ar que eu respiro, então vamos respirar juntos e assistir a mudança do mundo bem na frente dos nossos olhos. Se prepare, faça sua própria música, faça sua vida.”

- Shawn
25/02/09

* via MySpace

The Eye of a Clown: Goat

"Eu sabia que queria esse bode na capa do Iowa, só faltava achar a imagem certa. Então isso é uma revisão de algo que eu fotografei várias vezes. E no fim eu não acabei fotografando a imagem que saiu na capa. Depois de semanas tirando fotos do Eyeore - era assim que a gente chamava o bode - eu vi que não estava achando o que representava a música, então meu mentor, Stefan Seskis, fotografou a imagem que nós usamos.

Essa foto teria muitas chances de ganhar a capa do Iowa. Dava pra ter o prateado nela, e todas as partes cinza e ainda assim seria digno do Iowa. Mas depois de tirar 200 fotos eu acabei entregando o Eyeore para o Steffan, porque eu já não estava feliz com aquilo. Eu acho que, se você é um artista você precisa confiar nos seus instintos, ainda mais quando você está representando milhares de pessoas. Nossos fãs são tão importantes pra gente, e eu preciso entender o que acontece pra conseguir expressar minha criação.

Claro que eu poderia ter usado essa foto, e provavelmente teria sido a imagem que todos iriam ver pra sempre, mas não batia com os meus sentimentos. Na arte, eu pratico todos os dias pra não ser egoísta. O engraçado foi que eu literalmente dei a cabeça do bode pro Stefam, ele levou pra fora, acendeu um cigarro e tirou três ou quatro fotos. E quando eu cheguei no estúdio naquela noite ele disse: 'tenho algo pra te mostrar'. E escolheu a número dois entre as quatro fotos.

Eu olhei pra ele e disse, 'Eu venho tirando foto dessa coisa por semanas e você conseguiu a imagem' e ele respondeu: 'É, tudo depende da iluminação'. E foi aí que eu comecei a levar essa coisa de iluminação a sério. Ele me explicou que a luz não sabe que aquilo é a cabeça de um bode. Então, eu aprendi que a luz é extremamente importante na fotografia e você precisa estudar muito sobre a iluminação pra conseguir capturar o que você vê."

* Fonte: Headbangers Blog

Clown faz Remix para o Coheed and Cambria

Clown remixou uma música do Coheed and Cambria - banda que abriu os shows do Slipknot junto com o Trivium nessa turnê - a música se chama "Welcome Home" e pode ser ouvida no Myspace da banda.

* Fonte: Metal Hammer

The Eye Of a Clown: Concept 16




"Quando eu vou fazer algum trabalho para a banda ou para o Slipknot, eu vou procurando por conceitos. Eu tenho centenas e centenas de fotos que eu reviso e vou olhando. E quando eu estava trabalhando no Vol.3: The Subliminal Verses, tinha um tema que eu precisava descobrir. No momento tinha um clima estranho entre a banda, estávamos nos reunindo e nos reabilitando depois da época do Iowa. Então eu fiquei me perguntando "O que nos mantém unidos"? E a resposta sempre foi: os nossos fãs. Não estaríamos aqui se não fosse pelos fãs. Então achei que tinha que ter uma capa representando isso, e foi assim que eu acabei descobrindo a máscara dos Maggots, que nós acabamos usando. Essa foto foi uma das imagens que eu fiz antes de chegar no produto final.

Essa obviamente não foi a escolhida, mas me ajudou a chegar onde eu devia; e é uma das milhares e milhares de tentativas que eu continuava fazendo. Sempre levam dias, nunca consigo fazer em um dia só. Mas eu amo isso porque tem muitas coisas que dá pra se ver ali. Em uma primeira olhada, você pode não ver nada, e olhando de novo você pode começar a juntas as partes na sua cabeça. Você pode ver um zíper ali. Acho que uma coisa que sempre teve muito simbolismo nas máscaras do Slipknot foi o zíper que sempre usamos como boca. Então é por isso que o zíper está ali, e você pode ver os dentes por dentro como um raio-x. Essa foto em particular tinha que representar a vista completa da máscara, mas é tão obscura que você pode olhar e ver um mapa aéreo de algum país.

O que importa é chegar na peça final. Essa é uma revisão da imagem pronta, e tem uma depois dessa, e outra e outra até que eu finalmente consegui a claridade que precisava. Então pra mim representa o fato de nunca desistir até conseguir o que você procura e não se conformar com outra coisa. E eu sempre sei - com o Slipknot em particular - quando eu consigo. E se eu não tiver aquele sentimento de conquista, então não serve."

* Fonte: Headbangers Blog

24 de ago de 2009

Corey Taylor no controle da rádio Q101.1




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No último dia 30 de Janeiro, a rádio Q101.1 de Chicago, apresentada por Alex Quigley, realizou uma diferente entrevista com Corey Taylor. O vocalista recebeu a proposta de participar do programa e por mais de uma hora ter o controle total da programação. Corey selecionou 18 músicas diretamente de seu iPod e colocou no ar. Como de costume, a entrevista foi memorável e muito engraçada. O programa completo tem 1h e 20min de duração e foi totalmente traduzido por nossa equipe.

Pra você que gosta de ler e ouvir a entrevista ao mesmo tempo, adicionamos algumas marcações de tempo ao longo do texto para facilitar a localização. Ouça a entrevista no Player abaixo, e leia em seguida a tradução completa.



Alex: Q101.1 é a rádio alternativa de Chicago, eu sou o Alex Quigley e hoje tenho um convidado muito especial, Corey Taylor do Slipknot. [Aplausos]

Corey: Ênfase no "especial". Ah, obrigado. Eu não tinha percebido todas essas pessoas invisíveis aqui. Muito obrigado por essa maravilhosa e adorável salva de palmas. Vocês fazem um homem se sentir muito bem com ele mesmo.

Alex: De nada, bem vindo a Chicago.

Corey: Eu fico muito bem com essa calça.

Alex: E também a camisa escrito "I'll punch you in the taint" (Eu vou te socar no períneo).

Corey: É, culpe ela por isso. Foi um presente de Natal muito especial.

Alex: Eu sei de algumas músicas que você vai querer tocar por uma hora, porque provavelmente você vai ter que fazer a checagem de som e tal.

Corey: É.

Alex: O que você quiser tocar, nós vamos deixar você tocar.

Corey: Com certeza. E você não pode fazer nada contra isso. Então isso é como pura comida gordurosa. Pode ficar puto comigo o quanto você quiser, mas você vai ouvir. Então não importa muito, sabe?

Alex: Manda ver, o que você quiser, cara.

Corey: Beleza. Vamos começar com uma das melhores músicas de rock já compostas por uma das melhores bandas de todas, de todas mesmo. Essa é a 'Unchained' por Van Halen na 101. [01:22]

[Van Halen - Unchained]

Alex: Essa foi 'Unchained' por Van Halen na Q101.1, Corey Taylor comandando nossa rádio. Cara, você está no controle e vai tocar o que quiser.

Corey: Com certeza, cara. Nós teremos muita bizarrice hoje [Risos].

Alex: Corey também está bem na frente da tela de um computador, 99161, você pode mandar uma mensagem pra ele, e ele vai literalmente ler ao vivo.

Corey: É.

Alex: Alguma garota chamada Kallein te conheceu no Hooter's em Iowa há sete anos atrás. E disse que é bom te ver e você está muito bem.

Corey: Ah, bacana. [Risos] Ok. Acho que fazem sete anos que eu não vou ao Hooter's, então é isso aí. É... legal ouvir isso de você!? [Risos]

Alex: Se você escrever algo ele vai ler ao vivo.

Corey: Isso é bem verdade.

Alex: O que você vai pôr pra tocar agora?

Corey: Agora, ainda não tocaremos a música especial, mas essa música está... está acima de nós. É a 'Seasons in the Abyss' do Slayer. [05:38]

[Slayer - Seasons in the Abyss]

Corey: Esse foi o Slayer na única 101 que eu consigo me lembrar. Corey Taylor aqui, trazendo pra você nada mais do que boas baladas. E ao lado de... qual o seu nome mesmo?

Alex: Alex Quigley.

Corey: Meu grande amigo Alex. Cara, alguma dessas mensagens são ridículas, eu... [Risos]

Alex: Alguém do código de área 630 enviou a seguinte mensagem pra Corey Taylor, aliás, alguém desperdiçou a mensagem de texto nessa pergunta: "Se você estivesse num comercial de Herpes Genitais, você teria que ter Herpes Genitais de verdade?"

Corey: Eu vou dizer não. É tipo uma coisa de propósito geral. Mas eu diria que não. [Risos] É isso que... é o que... eu acho que... é isso que eu diria.

Alex: Tem alguma outra pergunta pro Corey Taylor do Slipknot?

Corey: Eu sei que tinha um garoto perguntando como surgiu o nome 'Slipknot'. O nome do garoto é Jhonny. Bem, o nome foi decidido em conjunto. Na verdade o nome já estava decidido antes de eu entrar na banda, então isso é algo que você tem que perguntar pro Clown. Isso se ele se lembrar, porque ele tá muito velho. É um idoso. [Risos]

Alex: E pra lembrar, hoje à noite no ginásio Allstate Arena, Coheed and Cambria abrirá o show do Slipknot.

Corey: É.

Alex: E agora Corey vai tocar o que ele quiser. E ele está prestes a te provar...

Corey: Eu estou prestes a te provar que... ah, e todo mundo precisa se lembrar que tudo isso é diretamente do meu próprio iPod. Então eu vou mandar uma das músicas mais bacanas e sensuais de todos os tempos, Michael Jackson, senhoras e senhores, 'Rock with You'. [13:25]

[Michael Jackson - Rock with You]



Alex: Q101.1, Corey, você quer explicar o que está acontecendo? [Risos]

Corey: Acho que nós enfezamos metade de Chicago. [Risos] Algumas pessoas estão muito desapontadas e as outras estão pensando, "O que está acontecendo?"

Alex: Corey Taylor do Slipknot está amando cada segundo disso aqui. Essa hora inteira pertence a ele.

Corey: É isso aí, é isso mesmo. Tem gente que precisa perceber que eles me pediram pra participar disso. Eu que estou escolhendo, beleza? Eu peço desculpas, mas se você não consegue sentir aquela música, você não tem alma. Estou te falando. Tem um cara escroto reclamando. Ei, é uma grande canção, eu não estou nem aí com o que ninguém tem a dizer.

Alex: E eu acredito que provavelmente haverá um vídeo postado em algum lugar no Q101.com.

Corey: Eu dançando. Eu não estou com dor, deixe-me só explicar isso agora. Eu não estou com cãimbra nem nada. Foram movimentos, eu os realizo em todos os minutos da minha vida. Ah, de qualquer forma, você não sente essa música? Nós temos problemas. Nós temos muitos problemas.

Alex: Eu adoro ver você se divertindo. [Risos] Isso é demais.

Corey: Ah cara, eu viria aqui pra ser chato e escroto? Pra quê eu faria isso?

Alex: Você ficaria surpreso.

Corey: Não, eu não ficaria. Acredite. Porque tem muita gente por aí que não sabe se divertir, sabe? Principalmente esse tal de Early. Fala sério.

Alex: Cara, estou vendo a próxima música que você vai escolher, e...

Corey: Deixe-me ver qual é a próxima músi... oooooopa, opa! Senhoras e senhores, eu vou anunciar dizendo que é uma das maiores canções de rock de todos os tempos. Essa é do todo poderoso Motorhead, é a 'Iron Fist'. [18:16]

[Motorhead - Iron Fist]

Corey: Tãn tãn, tãn tãn tãn. Grande final de música, cara. Estou amando isso.

Alex: Motorhead, 'Iron Fist'. Selecionada diretamente do iPod de Corey Taylor, na Q101.1.

Corey: É verdade. Eu não sei os seus, mas os meus mamilos nesse momento podem atravessar um vidro.

Alex: Isso também estará em vídeo no Q101.com. [Risos]

Corey: É isso que vamos fazer? Daqui a uns 20 minutos, enquanto estiver dirigindo, você estará atravessando os vidros com os mamilos de Corey Taylor. [Risos]

Alex: 99161, você pode mandar pra ele a mensagem que você quiser. Alguém do código de área 773 perguntou, "Corey Taylor, que sabor de sorvete você diria que te descreve como pessoa?"

Corey: E eu disse passas ao rum, porque isso faz qualquer um vomitar imediatamente depois de comer. Faz sentido, certo?

Alex: O Slipknot vai tocar no Allstate Arena hoje à noite, [Risos] Corey vai ficar até quando for possível, porque ele tem que ir fazer a checagem de som.

Corey: E agora, essa tem tipo aquele estranho e empolgante balanço lunar e... ah, eu só vou tocar, essa é... [Risos] eu deveria só colocar pra tocar, né? Essa é 'I'd Really Love to See You Tonight' por England Dan e John Ford Coley. [Risos]

Alex: Q101.1. [22:27]

[England Dan and John Ford Coley - I'd Really Love to See You Tonight]

Alex: Q101.1. Corey, você não estava brincando...

Corey: Ei, ao me chamar para vir ao estúdio você estava correndo esse risco. Eu não peço desculpas pelo quão estranho ou eclético é o meu gosto musical. Acho que antes de mais nada nós devíamos esclarecer que, se você não quiser ouvir, vá em frente, mas eu fiz essa seleção como se eu estivesse sentado e ouvindo as minhas músicas, então está tudo bem, tá? [Risos]

Alex: Corey Taylor do Slipknot está no comando da nossa rádio. Temos agora uma mensagem do código de área 847, "Agora eu sei quais são as influências do Slipknot."

Corey: É isso aí. Eu não consigo nem lembrar de quantas vezes eu limpei minha cozinha ouvindo essa mesma música diversas vezes, no repeat. Eu gostaria de dizer que é mentira, mas tudo bem. [Risos]

Alex: Põe pra tocar o seu iPod.

Corey: Ah, você quer mais?

Alex: Manda ver.

Corey: Beleza. Essa banda se chama Bay City Rollers [Risos], e você vai mexer o esqueleto com o Bay City Rollers, certo? Essa é uma grande música e eu desafio qualquer um a não cantar, ela se chama 'Saturday Night', vamos lá. [26:03]

[Bay City Rollers - Saturday Night]

Corey: S - A - T - U - R - D - A - Y [Risos]

Alex: Q101.1, sim aqui ainda é a Q101.1. Eu sou Alex Quigley e estou ao lado de Corey Taylor do Slipknot.

Corey: Eu amo isso. Eu estou deixando Chicago inteira puta da vida, as pessoas estão perdendo a cabeça. [Risos]

Alex: Estávamos preparados para uma pequena bizarrice. Eu não acho que ninguém poderia prever a natureza eclética do seu iPod.

Corey: Cara, se você não consegue curtir o que você gosta, então por quê se importar com a música em primeiro lugar?

Alex: Próxima mensagem do código de área 708. Timmy disse, "Até meu cachorro tá me olhando com cara de 'que porra é essa?(WTF)'"

Corey: [Risos] Ah, mas a gente recebeu uma outra que o cara disse, "Obrigado por fazer valer a pena minha viagem de duas horas." Ele está amando, e isso foi bem bacana.

Alex: Outra pergunta, "Corey, qual é a melhor música pra tocar no violão pra pegar meninas?" É uma pergunta importante.

Corey: Uuuuuh. Na verdade depende da garota. Se for uma mina mais indie, é sempre bom mandar um Ramones. Porque isso é punk de primeira. Se for uma mina mais do metal, é bom mandar logo a 'Iron Man' do Black Sabbath, porque isso sempre impressiona. Se você quer mandar alguma coisa que pareça mais difícil do que realmente é, toca 'Smoke on the Water'. Porque você só precisa de três cordas pra tocar, e pronto. Mas essa é só minha opinião.

Alex: São três grandes sugestões.

Corey: Se você está tentando impressionar uma mina, NÃO pegue uma guitarra de Guitar Hero, beleza? Qualquer babaca consegue apertar botões, beleza?

Alex: É isso mesmo.

Corey: Tem que ser homem de verdade pra começar a tocar uma guitarra de verdade. [Risos] Só estou comentanto. E isso não vem de um cara que não consegue tocar Guitar Hero ou Rock Band, beleza?

Alex: Verdade.

Corey: Eu sou bem realista quando se trata disso, mas eu consigo tocar 3/4 das músicas que estão naqueles jogos numa guitarra. Então eu não estou perdendo o sono por essas coisas.

Alex: Eu tenho que dizer, eu tenho que admitir que eu consegui cinco estrelas na 'Before I Forget' no nível Expert.

Corey: Você está me matando, cara. Você está acabando com o seu pai aqui.

Alex: Meu pai ficou muito desapontado comigo.

Corey: Deve ter ficado mesmo. [Risos] Ele deve ter dito, "Porquê essa guitarra estranha aí tem uns botões de cores diferentes?"

Alex: Ele fuma, então tá tudo bem.

Corey: É isso aí. Deveríamos tocar outra música?

Alex: O que você vai tocar?

Corey: Essa aqui deve... essa aqui VAI me ajudar a fazer as pazes com algumas pessoas. Eu não sei o que as pessoas acham de Ratt, ou o segundo álbum deles. Mas acho que o pessoal vai gostar dessa, é um grande sucesso, e eu te desafio a não dirigir em alta velocidade ao som dessa música, é 'Round and Round' do Ratt. Está pronto? Vamos ouvir. [31:38]

[Ratt - Round and Round]

Corey: Ai meu Deus do céu, Corey Taylor aqui na Q101. [Risos] As pessoas estão ficando loucas, cara. Eu tenho que dizer que tem muitas mamães por aí que estão na minha.

Alex: Acho que você fez alguns amigos hoje.

Corey: Acho que sim. Bem, acho que fiz alguns inimigos também. [Risos]

Alex: É, provavelmente fez. [Risos]

Corey: Mas tá tudo bem. Porque eu esperei por isso, falando sério, isso vem do coração. Peço desculpas a todos aí, eu sei que Ratt é meio brega para algumas pessoas, eu sei que houveram menções à mullets nas mensagens que estamos recebendo aqui. Mas nós vamos tocar agora uma das músicas mais pesadas de todos os tempos, e podemos nos complicar fazendo isso.

Alex: É melhor eu conferir se podemos tocar com o chefe.

Corey: Eu acho que...

Alex: Ele disse que sim.

Corey: Acho que nós vamos quebrar tabús hoje. Nós vamos fazer um marco. Eu nem vou dizer que música é, acho que deveríamos apenas começar. Está pronto? [36:57]

[New Kids on the Block - The Right Stuff]


Corey: Huuuh, The Right Stuff. [Risos] É isso aí.

Alex: Q101.1, essa é a hora de Corey Taylor. [Risos] O cara do Slipknot está mandando um estilo diferente.

Corey: Com certeza. Eu não sei o que dizer... uhuu estou adorando.

Alex: Mensagem de texto da área 815, "Isso é errado num nível moral."

Corey: É. Nós tivemos uma mensagem que dizia, "Eu imagino quantas pessoas baniram a Q101 pelo resto do dia."

Alex: [Risos] Aeeeee.

Corey: Aeeee uhul. [Risos]

Alex: O Slipknot vai tocar no Allstate Arena hoje. Corey vai ficar aqui até quando der.

Corey: É. Até uma multidão aparecer aqui e começar a esmurrar a janela esperando pela minha cabeça. [Risos] Ah, e temos aqui uma mensagem da área 815, "Tá ligado que eu sei que você é viado." É, você enquadrou um pôster da Ásia, é por isso que você sabe. (nota: Corey fez uma menção ao filme 'Um virgem de 40 anos') [Risos] Ah, e agora nós vamos mandar um clássico, a música que eu vou tocar é um clássico. Eu já adianto que é AC/DC, mas não é música típica de rádio. Essa é uma ótima música de rock, vamos tocar? Essa é 'Touch Too Much' na 101. [41:26]

[AC/DC - Touch Too Much]

Alex: Q101.1, Alex Quigley ao vivo com Corey Taylor do Slipknot, você curtiu AC/DC, uma música que não costumamos ouvir nas rádios.

Corey: Isso é bem verdade. E foi por isso mesmo que eu toquei ela, cara, eu adoro. É uma grande música do rock. Infelizmente, a música que eu vou tocar em seguida, eu percebi que contém ofensas.

Alex: Opa.

Corey: É, não podemos tocá-la.

Alex: Beleza.

Corey: Estou pasmo. Eu ia colocar um Metallica, mas tem xingamentos na música, que bosta! Deixe-me ver... Nossa, que sorte, eu tenho aqui também a 'Guerilla Radio' do Rage. Peraí, você tem aí a 'Stone Cold Crazy'?

Alex: Eu posso tentar encontrar aqui pra você.

Corey: Você tem a versão de rádio dela? Porque a minha é completamente suja. Eu não ouço nada censurado. Vamos tentar tocar ela mesmo. Tem gente aí que quer ouvir um bom metal, então vamos dar a eles uma boa música de metal. É uma grande música também. Eu amo essa música. Metallica na 101, gente. [47:11]

[Metallica - Stone Cold Crazy]

Alex: Q101.1. Excelente música.

Corey: Ahhhhhh! Eu fiquei desesperado quando chegou na parte da censura, eu pensava, "Ai meu Deus, ai meu Deus, 50 mil dólares, 50 mil..." [Risos] Eu estava ficando louco, cara.

Alex: Corey Taylor está no comando, e nós vamos deixar você tocar até quando você quiser, cara. O Metallica tocou no Allstate Arena no começo dessa semana.

Corey: É.

Alex: O Slipknot vai se apresentar hoje à noite, com a abertura do Coheed and Cambria, os portões abrirão às 19h.

Corey: Vai ser às 19h ou às 18h? Vai ser às 18hrs? Pra falar a verdade acho que os portões abrirão às 18h, cara.

Alex: Beleza, deixe ela falar no microfone.

Corey: Ok. Ei você, venha cá.

Steph: Os portões abrirão às 18h.

Corey: Quem disse isso foi a mulher misteriosa que todos estavam comentando na rede. [Risos] Alguém ainda chama de "A Rede"? Tipo aquele filme estranho da Sandra Bullock de 1994? Quando ainda era o assustador "uuuuh A Rede". Ela tem o pé imenso, ELA É PÉZUDA! Você já viu o pé da Sandra Bullock? Minha nossa, é do tamanho de uma régua. [Risos] Não tô zoando, cara. Ai caramba, tem uma câmera bem ali.

Alex: Nós disponibilizaremos um vídeo de Corey Taylor falando sobre o grande e horroroso pé de Sandra Bullock.

Corey: Eu não disse que eles são horrorosos, pra ser sincero acho que eles tem uma aparência deliciosa. Não tem nenhuma joanete nem nada, você não precisa ficar esfregando o cascão. [Risos]

Alex: Sandra, se você estiver ouvindo...

Corey: Se você estiver ouvindo, Jeff Head é um grande fã seu. Só queríamos te arranjar um encontro. [Risos] Beleza, agora nós vamos pular essa próxima música, porque nós falamos muito entre as músicas. As pessoas estão surtando e querem ouvir logo. Então aí vai o príncipe do Funk, é o Prince. [51:22]

[Prince - You Got the Look]

Corey: Senhoras e senhores, este foi o Prince na única Q101. E eu estou vendo o cérebro de muita gente explodir por aí, eu estou amando isso. [Risos] Estamos recebendo muitas reclamações, algumas pessoas estão perdendo a cabeça, outras pessoas estão se divertindo. Então eu vou dar o controle para as pessoas: Por mais quanto tempo você gostaria de me ouvir escolhendo músicas? Porque, sinceramente, eu posso remover muitas músicas, eu tenho uma lista inteira de músicas. Uma seleção maravilhosa de baladas.

Alex: Daqui eu vejo mais de trinta músicas que ainda estão na lista.

Corey: Exatamente. Eu posso fazer isso por mais muito tempo. E você tem que entender que eu amo fazer esse tipo de coisa. Então vou deixar vocês escolherem. Eu adoraria ficar, então deixem-me saber se vocês querem me ver fora daqui. Vamos receber algumas ligações.

Alex: 99161 é o número das mensagens de texto e 5918300 se você quiser ligar.

Corey: Vocês que decidem, beleza? Estou colocando o poder em suas mãos. Mas agora eu vou mostrar pra vocês uma grande canção de uma banda chamada Skid Row, o Skid Row original, não aquela porcaria que a banda está hoje. Ela é do segundo álbum que se chama Slave to the Grind. [56:39]

[Skid Row - Monkey Business]

Corey: Ai meu Deus do céu.

Alex: Corey Taylor no controle da Q101.1.

Corey: E a surpreendente decisão foi que eu deveria ficar e fazer isso por mais um tempinho. Então vamos para a próxima música da minha lista, nós vamos para um pequeno intervalo, e espero que vocês continuem conosco pra ver que diabos eu vou tocar em seguida....

Alex: Cara, parece que você fez programas de rádio pela vida inteira.

Corey: Com certeza. Eu vivo falando, o que você esperava? Se tem alguém que fala demais, sou eu. [Risos] Mas nós vamos tocar um Foo Fighters, porque eu amo o Foo Fighters, a maior banda americana dos últimos 10 anos, eu digo seguramente com pura heterossexualidade, porque ele é um homem bonito. Eu adoro dar em cima dele. Eu já falei demais, vamos tocar a música então, essa é 'Best of You' do Foo Fighters. [01:02:10]

[Foo Fighters - Best of You]

Alex: Q101.1 é a rádio alternativa de Chicago, você ouviu Foo Fighters, 'Best of You'. Eu sou Alex Quigley, e veja só como as coisas estão acontecendo agora, Corey Taylor disse, "Cara, eu realmente preciso fumar. Já volto." [Risos] E saiu pra fumar um cigarro. Então já já ele volta, a hora de Corey Taylor ainda não terminou. E agora, outra música que ele selecionou direto do seu próprio iPod. [01:06:50]

[Justin Timberlake - Rock Your Body]

Corey: [Risos]

Alex: Q101.1, eu sou Alex Quigley, Corey Taylor controlando nossa programação e ele não está indo embora.

Corey: Não mesmo. Eu realmente não estou indo embora, cara.

Alex: Mensagem de texto da área 630, um cara chamado Tim: "Não minta, Corey. Você dança no seu camarim ouvindo essa música né?"

Corey: Sem dúvida nenhuma. Você não faz idéia do que nós ouvimos no backstage, mano. Tudo desde Justin Timberlake a... enfim.

Alex: Slipknot, uma das bandas mais pesadas do mundo ouvindo Justin Timberlake. Ninguém imaginava isso. Eu me espantei.

Corey: Ouça o que você curte. Não fique perturbado por isso, cara, sério mesmo. Ouça o que você curte. Se você não consegue fazer isso, a gente senta aqui, eu raspo minha cabeça, a gente senta aqui e toma um café pra você. O que acha disso? Podemos fazer isso? Transformar isso aqui numa celebração de velório? Eu toco músicas de oito minutos do Depeche Mode pra você o dia inteiro, o que acha disso? Vou anunciar tipo, "E agora, Depeche Mode. Eu espero que vocês curtam. Eu estou me divertindo muito." [Risos] Tá brincando comigo? As pessoas precisam abrir a cabeça. [01:10:06]

Alex: 99161, Corey está lendo tudo.

Corey: Estou mesmo, e tô me divertindo como uma garotinha. Eu estou adorando. Outra mensagem, "Tira isso, sua puta!" - Sério? Tirar o quê?

Alex: Acho que sua camisa. E depois as pessoas assistirão o vídeo desse maníaco nú.

Corey: Ninguém quer ver isso, seria uma tragédia. [Risos]

Alex: O que você vai tocar agora?

Corey: Tom Morello, um grande amigo meu dessa cidade. Se eu disse que iria tocar tudo que estou ouvindo, seria uma desconsideração não tocar Rage Against The Machine, não a do meu iPod, porque a versão que eu tenho é sem cortes. Então essa é a versão com cortes, essa é 'Guerrilla Radio'. [01:11:00]

[Rage Against the Machine - Guerilla Radio]

Corey: ...hell can't stop us now.

Alex: Q101.1 com Corey Taylor.

Corey: É isso aí, eu estou tocando o que eu quero, quando eu quero, como eu quero, onde eu quero e... Existe alguma outra coisinha pra incluir "eu quero" na frase? [Risos]

Alex: As pessoas estão enviando mensagens, eu vi algumas propostas que não podemos contar.

Corey: Cara, estamos tendo imagens? As meninas estão vendo imagens? É loucura, elas estão travando o site. Vocês estão travando o site, ninguém consegue entrar porque todo mundo está acessando sem parar, isso é loucura.

Alex: E é por isso que você veste uma camisa que diz, "Eu vou te socar no períneo."

Corey: Eu vou te socar bem no períneo. Com certeza. Acima ou em volta do seu períneo, o que acha disso? [Risos]

Alex: Vamos deixar o Corey continuar escolhendo, eu estou gostando disso.

Corey: Sem dúvidas, eu estou me divertindo. Eu vou anunciar essa, eu vou anunciar dizendo que essa é uma banda obscura que...

Alex: Você pode fazer uma bela voz de radialista?

Corey: E agora na Q101.1, outra banda européia obscura que nós não tocamos há um tempo, aqui é Corey Taylor, nós vamos tocar agora pra vocês, eu nem vou te dizer o que é, mas acompanhe comigo. [01:15:44]

[Rick Astley - Never Gonna Give You Up]

Corey: É isso aí Chicago, peguei vocês. [Risos] Eu peço desculpas à todos, e que Deus tenha piedade da minha alma.

Alex: Esse é Corey Taylor do Slipknot, eu sou Alex Quigley e...

Corey: Sabe o que é engraçado? Eu fui expulso do estúdio por ter feito isso, eu tenho que sair agora. Isso é bem bacana.

Alex: Nosso chefe tem sido...

Corey: Ele tem sido muito paciente. Ele tem sido muito paciente comigo.

Alex: Acho que o Rick Roll foi o último pedido. [Risos]

Corey: É engraçado, se você perguntar se sou muito convidado pra fazer isso, não, não sou. E é exatamente por isso.

Alex: Se as pessoas curtem ou não acho que eles não se lembram.

Corey: Eu não me importo.

Alex: Eles não se lembram.

Corey: Exatamente. Então eu tenho só mais uma música pra escolher, gente.

Alex: Hoje é sexta-feira, e agora são 16:45h.

Corey: Sexta-feira, 16:45. Eu vou te deixar preparado para o fim de semana. E só tem um jeito de fazer isso, que é com Loverboy, 'Workin for the Weekend'. Obrigado por me receber, Quigs, eu amei isso. [Risos]

Alex: Q101.1, toca aí. [01:19:58]

[Loverboy - Workin for the Weekend]

Alex: Agora que suas orelhas já estão de saco cheio, obrigado novamente à Corey Taylor do Slipknot por ter destruído completamente nossa rádio por uma hora e meia, da melhor forma possível. Ele teve que ir embora porque precisa fazer checagem de som para o show que o Slipknot fará daqui a pouco. Acredito que teremos um vídeo do que aconteceu aqui. Adam, você filmou? Valeu, cara. Antes de Corey sair do estúdio, ele pediu pra tocar a última música, que é de uma banda chamada Black President. Então ouça a seguir e obrigado, se você conseguiu ouviu o programa inteiro, você é um ser humano corajoso.

[Black President - Not Enough]



Q101.com

11 de ago de 2009

Entrevista com Corey para a Creative Loafing

Máscaras, macacões e uma atitude assustadora, o Slipknot conquistou reconhecimento e críticas dos fãs e dos especialistas em música. Os fãs estão dizendo que eles estão muito comerciais, enquanto os críticos dizem que é tudo marketing. O vocalista Corey Taylor que também canta no Stone Sour, acredita que chegar aos 10 anos de existência – uma marca que muitas bandas falham em alcançar – é suficiente para mostrar que eles estão aqui, e não vão a lugar nenhum. Eu falei por telefone com Taylor antes do show de abertura da turnê em St. Paul, Minnesota, sobre a turnê, a evolução da banda, a recente notícia de um álbum solo e todos esses rumores.

Vocês só têm poucas horas antes de entrar no palco. Como está o clima no backstage?
Na verdade é um clima bem calmo. Todo mundo está bem empolgado. Nós ensaiamos ontem à noite, o que foi bom porque nós precisávamos desenferrujar algumas músicas que vamos tocar hoje. Foi estranho pra dizer o mínimo. É muito bom começar a turnê tão perto de casa. Nós sempre tentamos começar as turnês no centro oeste porque é daqui que nós viemos.

Como essa turnê vai ser diferente das outras que vocês fizeram no passado?
É muito boa. A gente se livrou da pirotecnia e essas coisas. Vamos com algo visual que vai além das luzes. Tem vídeo também mas isso é uma coisa do Clown. Musicalmente falando, essa set list vai ser uma das melhores que já montamos. Temos todos os hits – isso se nós realmente tivemos alguns hits (risos) – e é uma celebração do primeiro álbum. Estamos tentando de verdade entrar em todos esses lados diferentes para mostrar a diversidade da banda.

Eu ia perguntar em quanto o seu set se foca no novo álbum em contraste com os outros.
Com certeza nós vamos tocar coisas do álbum novo. Vamos tentar e tocar com essa set nas cidades diferentes também, e tentar colocar o máximo de coisas possíveis. Com o primeiro álbum, sem querer estragar a surpresa, nós vamos ter “Me Inside” e trazer “Purity” de volta. Vai ser muito bom.

Você está surpreso que a banda durou 10 anos?
Eu não acredito que as pessoas nos aturaram por tanto tempo, é ridículo. Isso soa cansativo mas é verdade – nós quebramos as expectativas em questão de quanto tempo as bandas populares podem durar. Logo quando você pensava que iríamos fazer algo para destruir a carreira, nós continuamos crescendo e crescendo. Para uma banda que não deveria nem chegar ao primeiro lugar, eu acho que somos muito sortudos. Eu fico impressionado com o patamar que nós chegamos e isso se tornou histórico. Isso é especial. Quando você é pequeno e está sonhando em ser um artista, um músico e um compositor, você se inspira em bandas com o Zeppelin, Metallica e bandas que duraram. Eles são imortais, e eu acho que nós temos um toque disso. Nós continuamos a fazer coisas que são vitais para as pessoas e eles amam isso.

Toda vez que vocês fazem um álbum ou terminam uma turnê, aparecem rumores de que vocês vão se separar. Já chegou perto alguma vez?
O mais perto que chegou foi no processo de criação do Vol. 3. Talvez até antes disso, quando nós estávamos na época do Iowa. Era ruim e nem era tudo nossa culpa. Algum de nós estava tendo momentos difíceis, mas a gente tinha as pessoas controladoras em nossa volta o tempo todo. Para uma banda nova que estava tendo muito sucesso, nós meio que tivemos nosso momento de “Behind The Music” o que foi bom. Se tivesse que ter acontecido, seria ali. O Vol. 3 foi uma celebração por estar nessa banda. Por mais que a gente se irrite um com o outro, a gente tira umas férias, volta e se diverte muito. Tem uns egos e atitudes brutais nessa banda, mas por alguma razão nós combinamos e damos certo. Os rumores vão persistir até o dia que a gente se separar, e aí vão ter rumores de que a gente não se separou (risos) vai ser ridículo.


Você ficou surpreso que o novo álbum, All Hope is Gone conseguiu o primeiro lugar?
Eu estava e não estava. Quando estávamos fazendo o álbum, eu já tinha falado isso no estúdio. Era um pouco de medo disfarçado e um pouco de esperança. Quando você está nessa área, você traça um objetivo, e quando isso aconteceu, eu fiquei perplexo. Claro que tivemos que lutar por isso e usar uns argumentos. Foi bom ver que 10 anos de trabalho trouxeram resultados e que os fãs nos apoiaram. Mesmo sabendo que eu saí e fui pro Stone Sour durante ter anos, todos eles voltaram. O melhor disso, um efeito colateral, foram as pessoas do gênero vindo nos agradecer. Virou um objetivo pra eles. Você não precisa ser uma banda pop ou de hip-hop ou alguma bandinha indie de sucesso semanal para ter seu álbum em primeiro lugar agora. Sempre batalhamos para mostrar um caminho para muitas bandas. Quando a área se mostra ruim no nosso gênero, sempre lutamos pra mostrar que tem talento ali. Então quando as pessoas dizem “obrigada” eu realmente levo a sério.

Você atribui o sucesso ao fato da banda ter ficado um pouco mais melódica no Vol.3 e diversificado a base de fãs? Foi uma decisão pensada aumentar a diversidade musical da banda?
Corey: nunca quer virar o cara que fica fazendo sequências sabe? Pra gente, se não estamos nos desafiando, é porque não estamos desafiando os fãs. Todos os quatro álbuns são muito diferentes e isso pra mim é o objetivo dessa banda. Muita gente teve a idéia errada de que esse seria um álbum mais suave, e é na verdade mais pesado que o Vol. 3 de muitas maneiras. Melodicamente, você quer tentar coisas novas. Pra mim foi importante tentar essas coisas, exatamente como fizemos no Vol. 3. Conseguimos isso com “Snuff” e “Dead Memories”. É sobre criar atmosferas diferentes para as músicas e ao mesmo tempo mostrar a maturidade de como andam as composições e as performances. É mais do que 9 minutos de “Olhem pra mim”. Era mais sobre a composição e nós conseguimos isso.

Quando você colocou “Snuff” perto de “This Cold Black” são duas coisas totalmente opostas.
Exatamente. Essa banda nunca teve medo de mostrar todos os lados do que somos capazes de fazer. Acho que é uma outra razão do porque nós não vamos a lugar algum, se você é bom em algo, continue fazendo.

É difícil colocar nove pessoas no mesmo ritmo quando você está escrevendo algo?
Hahaha! Sabe... é e não é. Teve gente que torceu o nariz pra “Snuff” no começo, mas quando você coloca seu amor ali se tornou uma música nova. De verdade. Ouvi uns fãs falando que era uma música do Stone Sour. Hum, na verdade não. Eu escrevi “Snuff” especialmente para o Slipknot. Lembro de ter tocado pro Paul e pro Joey e eles adoraram. Eu me lembro de ouvir tudo que os outros tinham feito e eu fiquei impressionado. Eu não costume derramar umas lágrimas sempre, mas aquilo… eu me senti muito feliz de ter ouvido porque é uma música muito importante pra mim. De novo, é pensar que as pessoas vão agir de um jeito mas ver que elas agem ao contrário. É a metáfora dessa banda (risos)

Falando em escrever músicas como “Snuff” para o álbum novo. Quando você tira a poeira das músicas do primeiro álbum, o que passa pela sua cabeça quando você volta para aquelas músicas antigas?
É estranho cara. Eu estava pensando sobre isso ontem a noite quando estava tocando “Me Inside” no ensaio. Essa foi a primeira música que eu toquei com a banda antes de assinar com a gravadora. Quando eu entrei na banda tinha muita pressão sobre se eu iria ficar na banda ou não. Eles não tinham idéia do que eu ia fazer. Tudo que eu tinha era a música, e eu escrevi basicamente quase tudo do álbum. Então eu entrei no estúdio e o Joey e o Clown ficaram me encarando na janela do estúdio. Eu estava nervoso pra começar e achando que eles iam me bater se eu fizesse merda. Eu entrei lá e fiz tudo e eles adoraram, de verdade. Era um começo de um lindo ódio. Então fomos ensaiar aquilo no palco, o Joey fechou os olhos e disse “Essa foi a primeira.” E eu respondi “Eu sei”. E isso foi literalmente 12 anos atrás. Tem sido uma viagem insana. Tem muita história que passa pela minha cabeça quando eu canto essas músicas. Eu diria que “Wait and Bleed” é a música que eu menos gosto. É boa, mas só mostra o potencial que a gente tinha. Os fãs amam. Mas eu lembro de ter escrito aquilo um dia depois de “Spit it Out”. Todas essas memórias passam pela minha cabeça quando a gente toca essas coisas – ir do porão para uma arena enorme. Coisas mais estranhas que isso nunca aconteceram.

E essas músicas mudaram? Obviamente, você tem 10 anos de experiência agora.
É um pouco mais… óbvio, nós vemos essas músicas agora com mais maturidade. É como ouvir o Metallica tocando “Creeping Death” hoje em dia. Tem um clima diferente, mas ainda é uma ótima música.

Essa é a minha única pergunta sobre isso – você acha que as pessoas colocam muita ênfase nas mascaras?
Acho que todo mundo é diferente, as opiniões são diferentes mesmo quando eles concordam (risos). Acho que depende da sua lógica. No final das contas é: se você gosta, gosta. E se não gosta, não gosta e pronto. Pra gente sempre foi mais sobre a arte do que qualquer outra coisa. Obviamente acaba sendo uma banda muito teatral porque as máscaras nos ajudam. Ao mesmo tempo é uma peça do quebra cabeça. E não é a única peça, são várias. Elas evoluem junto com a banda, e se não evoluíssem, seria apenas uma outra banda que não se descobre. Pra gente, é parte da história.

Eu posso imaginar que deve ser uma energia completamente diferente pra você cantar com o Slipknot e com o Stone Sour.
Ah sim, com certeza. Com essa banda é muito frenético. Eu nunca me machuco tanto na vida como em uma turnê do Slipknot.


Sim, eu ouvi algo sobre uns machucados
Ouviu? Meu Deus, é o primeiro show do Mayhem Festival e o Sid quebra os dois pés. Eu fiquei meio “Cara! Ta brincando né?” É ridículo. Tem toda uma coisa física que vem com essa banda e um pensamento de invencibilidade. Você está ali com os ícones e personalidades do mundo. Você está tocando em partes da mente que as pessoas não gostam de admitir que tem. É uma experiência com certeza. O Stone Sour é mais calmo, é o lado humano disso, tem uma alma ali completamente diferente dessa. Eu me sinto bem com as duas. É um sentimento de preenchimento que ninguém no mundo pode entender. É maravilhoso.

Você está falando sobre esses dois lados diferentes e agora tem histórias sobre você trabalhar em um álbum solo. Que tipo de coisa isso pode trazer que você não conseguiria com as duas outras bandas?
É basicamente meu lado compositor. Muita coisa que eu escrevo vem de Foo Fighters, Social Distortion e The Replacements. É esse tipo de coisa, rock bom do interior. Refrões enormes, e trechos com melodias elétricas, é aí que meu coração está. Quando eu comecei a escrever músicas aos 12 anos, era ali que eu me encontrava. Eu nunca me esforçava mais no riff do que na música em si. É disso que eu gosto. E quando isso ficar pronto, vai ser uma nova maneira das pessoas olharem pra mim, e eu estou bem com isso. Você pode ter a opinião que quiser sobre mim, só não tente me afastar, porque eu não vou a lugar nenhum.

Vou querer ver isso pronto.
Espero que fique bom e que as pessoas gostem. Mas no final de tudo é um álbum que eu preciso fazer por mim, pelo meu coração. Pouco me importa se vender apenas três cópias. Pra mim é o fato de fazer que importa.

Eu li uma entrevista sobre um livro. É algo que você possa falar?
Na verdade isso é muito engraçado. Eu estava falando sobre isso uns 5 minutos antes de você ligar, eu tenho umas duas idéias que eu quero escrever. Tem interesse de umas pessoas também. Provavelmente eu faria uma historia de vida, depois talvez um livro de opiniões. É uma área que eu sempre gostei. E de novo, não me importa se eu ganhe um dólar por isso, é uma coisa que eu vou fazer por mim. Eu sempre me orgulhei da minha habilidade pra escrever e é algo que eu quero compartilhar com o mundo. Se isso me render 5 dólares e um cigarro, eu já vou ficar muito feliz. (risos)

Como você evita ficar exausto fazendo tudo isso?
Vem do coração. Eu não vejo isso como uma comodidade, mas sim como uma expressão. Acho que é aí que muita gente nesse negócio se estressa. Eles se focam em muitas áreas pelo dinheiro, mas é triste, não dá certo. Não colocam a alma nisso. Basta ouvir aquela música de merda de Chris Cornell-Timberland e pronto, é tudo o que você precisa saber. Me mostra onde está a alma naquela porcaria. Pra mim é paixão. Direto assim, eu sou guiado pela paixão. Um DJ de uma rádio perguntou hoje pra mim se um dia eu entraria na política. Eu ri demais, eu perguntei se ele tava brincando, tenho muitas opiniões e controvérsias. Eu governo pelo meu coração, é tudo que eu sei fazer. Quando eu falo sobre alguma coisa, aquilo não passa da minha opinião e como eu me sinto, como eu governaria algo assim na casa branca? Eu levantaria e falaria que era besteira desde o primeiro momento. Eu não ia conseguir. Tudo que vale a pena de se fazer é paixão, e enquanto eu tiver isso, farei as coisas do meu jeito, e que se fodam as pessoas que não gostam.

Última pergunta. Eu falei com você poucos anos atrás, logo após a gravação do Vol.3. Sua atitude naquele tempo foi meio que “espere pra ver”. Você ia fazer a turnê, outro álbum do Stone Sour e aí quem sabe. Agora você está em turnê e vai fazer um álbum solo, você pensou naquilo?
Bom, eu estou em um momento que eu fico pensando constantemente em 5 anos de estrada, eu tenho muita coisa pra fazer. Eu acabei de construir um estúdio em casa onde eu vou produzir e gravar bandas de Des Moines. Quero começar algo marcante e fazer algumas coisas como produtor de bandas no interior ou outros lugares que as pessoas normalmente não iriam, mas é onde o talento está na maioria das vezes. Estou escrevendo música para outras bandas e coisas assim, acho que consigo fazer melhor do que as porcarias que andam nas rádios hoje em dia, tem coisas que eu estou pensando em fazer que não tem nada a ver com as bandas que eu estou. Tem uma coisa que... talvez... vai ser interessante. Não vou dizer nada agora, mas vai ser muito legal. Vou me envolver com lendas e fazer umas coisas bem legais. Gravar e talvez uns shows ao vivo. Veremos.


E sobre o Stone Sour e o Slipknot?
Ah, eu e o Clown já estamos planejando o próximo espetáculo do Slipknot. Vai ser uma coisa multimídia, vão ter coisas impressionantes. Também estou pensando no novo álbum do Stone Sour, agora eu estou decidindo qual eu gravo primeiro, o solo ou o do Stone Sour... ou os dois ao mesmo tempo, que é algo que com certeza eu conseguiria fazer. Agora eu só estou tocando de ouvido e arrumando tempo pra levar e buscar meu filho na escola. Talvez ir pra Disney, sabe?

Talvez você arrume tempo pra dormir também.
Eu vou dormir quando todo mundo desligar os relógios. Simples assim.

Corey, obrigada pelo tempo
Sem problemas, foi uma ótima conversa.

Sempre um prazer falar com você.
Te vejo lá embaixo.

9 de ago de 2009

~Corey na Rádio 93XRocks!~

Em uma entrevista a rádio 93XRocks ,Corey comentou sobre uma declaração do percussionista Chris dizendo que o Slipknot ultrapassaria o Metallica.Um pequeno trecho foi disponibilizado no site da rádio.


video

Thanks Slipknotbr,93XRocks