19 de dez de 2008

Entrevista com Corey Taylor na Loveline


Corey Taylor foi entrevistado dia 27 de Agosto pela lovelineshow.com, um dia após o lançamento do All Hope Is Gone, mas o áudio foi disponibilizado na internet há pouco tempo.

O programa recebe o entrevistado e várias ligações ao decorrer da entrevista, com perguntas que revesam entre assuntos da banda em questão e assuntos de problemas sexuais dos ouvintes, tudo com muito bom humor ,a tradução segue abaixo.



Stryker: Hoje é um grande dia para o nosso convidado da noite. Você é o número 8, não é?

Corey: Espero que sim. Está escrito isso na minha cueca.

Stryker: Certo. Não sei se vocês conseguem reconhecer somente pela voz, mas ele está muito bonito, muito excitante. (Risos) O novo CD do Slipknot está nas lojas hoje. Parabéns, Corey.

Corey: Obrigado, senhor. Muito obrigado.

Stryker: Este é o quarto álbum?

Corey: Este é o quarto álbum, tecnicamente.

Stryker: Certo. E como se sente hoje comparado aos álbuns anteriores?

Corey: Não estou tão tenso. Estou animado de que ele esteja lançado, estive torcendo muito para esse álbum ser lançado, porque estou muito orgulhoso dele. E agora está aí, e todo mundo pode ouvir. Estou empolgado.

Stryker: Ouvi Psychosocial na rádio centenas de vezes, e ela é muito boa. Isso foi bom pra vocês.

Corey: Muito bom, cara. Todos estão muito focados. Todos estão amando muito isso, então eu não poderia estar mais agradecido.

Stryker: Vocês são de...?

Corey: Iowa. Des Moines, Iowa.

Stryker: Correto. Vocês já devem ter respondido isso muitas vezes, mas para os seus novos fãs, diga como uma banda de Iowa consegue ser descoberta, assinar um contrato e se dar tão bem como aconteceu com vocês?

Corey: Você tem que trabalhar umas 8 vezes mais do que as outras bandas. Sério mesmo. Quando nós surgimos, cara... 9 caras numa banda, vestindo máscaras, macacões, tocando metal... você tá me zoando? Mas nós aceitamos isso, sabe? Nós tivemos momentos de sorte e os aproveitamos. Muitas bandas acham que eles param de trabalhar quando conseguem um contrato, e não é verdade, este é apenas o primeiro passo. E nós agarramos todas as oportunidades que surgiram, todas as chances, e aqui estamos 10 anos depois.

Stryker: A gravadora pode ser a maior, mas se a banda não se empenhar, o álbum fracassa. O que acontece é que o álbum não sái tão bom e blablabla.

Corey: Exato. Você tem que pensar 10 passos adiante, literalmente.

Stryker: O primeiro single que vocês tiveram foi 'Wait and Bleed'?

Corey: Sim, 'Wait and Bleed' foi o primeiro que saiu. 'Spit It Out' foi banido da MTV (Risos), o que foi chato, porque eu caí daquela escada umas 10 vezes durante a gravação pensando "Nossa, isso vai ficar maneiro na MTV" e aí eles viram o vídeo e disseram "Negativo!". Mas sim, 'Wait and Bleed' foi tipo o inicio de tudo, mas é uma daquelas músicas que... todo mundo que está numa banda há tanto tempo tem uma música que eles param e pensam "Putz, temos que tocar essa coisa de novo", e essa música é assim pra mim. Mas continua sendo legal, sabe? Continua significando muito pra mim.

Stryker: É tipo a 'Cococabana' de Barry Manilow...

Corey: Na verdade o certo é 'Copacabana'.

Stryker: Ah, é 'Copacabana'? (Risos)

Corey: Me surpreende ter que te corrigir, Stryker.

Stryker: Você conhece Barry Manilow melhor do que eu. (Risos)

Corey: Ele escreve as músicas que fazem o mundo inteiro cantar, ok? Ele é um homem bonito. E faz letras puras. (Risos) Você já viu como ele está? Nossa senhora!

Stryker: Ele é gay?

Corey: Manilow? Hmm acho que não. Ele começou como pianista da Bette Midler.

Stryker: Nossa, dessa eu não sabia.

Corey: É, ele a ajudou a escrever algumas músicas.

Stryker: All Hope Is Gone está nas lojas, oficialmente o quarto CD. Quanto tempo levou a gravação desse álbum?

Corey: Não demorou muito, cara. Levou apenas uns 2 meses e meio pra gravar. E o gravamos em Iowa, foi a primeira vez que fizemos isso. E o estúdio era a meia hora da minha casa. Eu entrava no carro, ia até lá, trabalhava por 8 horas, voltava pra casa, brincava com meu filho, arrumava uma janta, dormia na minha cama; foi o melhor sentimento de todos. Foi maravilhoso.

Stryker: Bom pra você.

Corey: Uma grande experiência, cara.

Stryker: E quem produziu o álbum?

Corey: Dave Fortman. Ele já havia trabalhado antes com o Evanescence, Mudvayne, Superjoint Ritual; já trabalhou com muita gente, e ele é uma das pessoas mais engraçadas desse planeta. Ele é incrível.



Stryker: Temos uma chamada agora, e aí Davin de Florida?

Davin: Olá, essa é uma pergunta para Corey Taylor.

Corey: Ah não. (Risos)

Davin: Eu tenho sido um grande fã de vocês desde o Mate.Feed.Kill.Repeat. Você fez algumas turnês com o Anthrax, e aquela música 'Bring on the Noise'. Você tem algum plano para o futuro com o Anthrax?

Stryker: Não é apenas 'Bring the Noise'?

Corey: Sim, é só 'Bring the Noise'. Na verdade eu estava fazendo um álbum com eles, mas tivemos que parar no meio do caminho porque eu tinha que voltar para o Slipknot. Mas continua vago, eu fiz algumas músicas com eles, é algo que têm sido discutido mas não há nada confirmado no momento.

Stryker: Como é Scott Ian, ele é legal?

Corey: Demais! Ele é um dos meus melhores amigos. E é interessante porque eu cresci ouvindo aqueles caras, então é bem legal conhecer seus heróis pessoalmente.

Stryker: Legal. E Davin, não sei se você sabe, mas essa música 'Bring the Noise' foi criada pelo Public Enemy.

Corey: Public Enemy, exatamente.

Stryker: "Never badder than bad cause the brother is madder than mad at the fact thats corrupt as a senator. Soul on a roll, but you treat it like soap on a rope, cause the beats in the lines are so dope. Listen for lessons Im saying inside music that the critics are blasting me for..." [Trecho da música 'Bring the Noise']

Corey: Concentre-se, Stryker. Concentre-se.

Stryker: Ok, ok, vamos lá. (Risos) Gabriel!?

Gabriel: Oi.

Stryker: Você está na linha, cara.

Gabriel: Eu tenho uma pergunta pro Corey. Quando vocês começaram, quem deu a idéia de usar máscaras?

Corey: Ah cara, essa é uma pergunta pro Clown. Quando eu entrei na banda essa coisa de máscara já estava estabelecida. Mas foi algo que eles começaram a fazer nos ensaios, cara. Depois decidiram levar para o palco, e funcionou. Eu me lembro de ter ido no primeiro show do Slipknot e de ter ficado espantado de ver o quão envolvido naquilo eles estavam. E depois que eu entrei na banda, eu pude usar isso e participar também, sabe? Eu não sei exatamente o por quê, mas... funcionou.

Gabriel: Eu amo as máscaras, pra mim elas são loucas.

Corey: Elas cheiram muito bem também.

Stryker: Vocês vomitaram nelas algumas vezes né?

Corey: É, algumas vezes. Muito fluídos. Aliás, é incrível a quantidade de fluídos saem do nosso rosto. As secreções que... enfim.

Stryker: Vocês acabaram de fazer a turnê Mayhem, certo?

Corey: É, acabamos de sair dessa turnê, foi muito divertida. Provavelmente a turnê mais divertida que eu já fiz.

Stryker: Stone Sour é o seu outro projeto, e eu não quero chamá-lo de projeto paralelo, pois vocês têm ido muito bem.

Corey: É, têm ido muito bem.

Stryker: E porquê você decidiu fazê-lo?

Corey: Na época que o álbum Iowa foi lançado, eu estava meio que me sentindo incompleto musicalmente, porque eu também sou um compositor. Eu queria fazer a minha música em conjunto com a música deles. Stone Sour é uma banda que eu já estava mesmo antes do Slipknot, o primeiro álbum não deu muito certo, mas o 'Come What(ever) May' estourou, sabe? 'Through Glass' ficou no topo das paradas.

Stryker: É aquela música do clipe que foi gravado em Hollywood?

Corey: É, a 'Through Glass'.

Stryker: Aquele vídeo, cara, se você quer ver um vídeo legal de verdade, - eu sei que estamos aqui pra falar do Slipknot, mas - vá até o YouTube e dê uma olhada, ficou muito bem feito. Ficou muito, muito bom.

Corey: Ficou muito bacana, cara. Da primeira vez que eu vi o clipe pronto, eu disse "Isso é muito legal" (Risos). Porque eu não sou um grande fã de vídeos, sabe? Então quando são feitos corretamente, eu curto muito.

Stryker: Você já esteve na Loveline antes?

Corey: Eu nunca. Mas acredito que alguns dos outros caras já estiveram. A um bom tempo atrás, talvez 2, 3, 8, 10 anos atrás, não tenho certeza.

Stryker: Estou muito grato por você estar aqui conosco hoje.

Dr. Drew: Quando você estava contando os anos ali eu achei que você estava falando quem é que esteve aqui antes, "o #2, #3, #8, #10" (Risos)

Corey: É, aquele décimo integrante. Alguém que não está mais na banda.

Stryker: Não existe um décimo integrante. E você que pensou que o vocalista do Slipknot e do Stone Sour ouvia apenas músicas de balançar a cabeça, nós tivemos uma conversinha bacana sobre Barry Manilow.

Corey: Tivemos, tivemos sim.

Stryker: Eu falei 'Cococabana', você me corrigiu.

Corey: Eu te corrigi. O certo é 'Copa... cabana'. "Her name was Lola, she was a showgirl"(Risos) [Trecho da música 'Copacabana']



Stryker: Alô, Marcos?

Marcos: E aí Drew, Stryker, vocês são demais, caras.

Dr. Drew: Valeu, Marcos.

Marcos: Corey, só pra você saber, o Slipknot é minha banda favorita, mano. Comprei o álbum hoje e estou curtindo cara, é maneiro.

Corey: Legal. Manda ver, cara! Obrigado.

Marcos: Antes de mais nada, tenho uma rápida história pra contar.

Corey: Ah não.

Marcos: Eu encontrei uma velha amiga numa festa, e ela perguntou se eu gostava de fazer coisas estranhas. Eu disse que sim, e ela quis fazer sexo ouvindo Slipknot. (Risos)

Corey: Fale pra ela que ela é minha heroína.

Marcos: Eu perdi minha virgindade ouvindo a música 'The Blister Exists', e foi muito maneiro, mano. (Risos) Corey, por favor diga para o Joey que a bateria nessa música foi demais, mano. (Risos)

Corey: Nossa, cara. (Risos) Mas só pra esclarecer, você perdeu sua virgindade ao som de uma música que tem a palavra 'Blister' [bolha de queimadura] no meio...(Risos)

Marcos: Foi muito legal.

Corey: Achei interessante, vou contar pro Joey sim, pra ele saber que você foi capaz de manter o ritmo com a batida de pedal duplo. (Risos)

Marcos: Só mais uma pergunta, gostaria de saber quando vocês entrarão em turnê novamente nos Estados Unidos.

Corey: Nós planejamos retornar dia 23 de Janeiro do ano que vem. Nós vamos viajar agora, pro Japão, Austrália, Russia e Europa em apenas 2 meses. É, nós não paramos. Somos insanos.

Stryker: Alô, Brian, você está na linha com o Corey do Slipknot.

Brian: Ô.

Corey: Alô!?

Brian: Oi Corey, existe alguma chance de relançar o Mate.Feed.Kill.Repeat.?

Corey: É engraçado responder isso... eu não cantei nesse álbum, mas eu gosto muito do álbum. E nós já conversamos sobre relançá-lo daqui um tempo. Eu não sei quando faremos isso, mas é algo que está na nossa cabeça. Eu gostaria muito, porque é uma boa forma de mostrar de onde a banda surgiu e mostrar também a evolução. Nós já gravamos algumas poucas músicas daquele álbum, e continua sendo bom pra mim, sabe? Continua tendo muita vitalidade também. Se dependesse de mim eu faria. É algo que nós temos comentado sobre, então... fique ligado.

Stryker: Falando sobre nova música... nova, nova, nova música... curta esse novo álbum, Brian, por enquanto. (Risos)

Corey: É. Novo álbum.

Stryker: E aí sim, retorne para o Mate.Seed.Kill.Repeat.

Corey: "Mate.SEED."?

Stryker: Mate... o que eu disse?

Corey: De novo o lance do 'Cococabana'? (Risos)

Stryker: Sabia que o Corey está numa banda que ganhou um Grammy, Dr. Drew?

Dr. Drew: Legal, vencedor de Grammy.

Corey: É, muito legal.

Stryker: Em que ano foi isso?

Corey: Foi em dois mil e... acho que cinco, mas acho que foi em 2006. Foi em 2005? Foi?

Stryker: Todos na banda pegaram o prêmio, né?

Corey: Sim. Exato.

Stryker: Olha só isso, Drew, esse cara com aquela banda em Iowa, com 86 integrantes no conjunto, fazendo um monte de barulho... veceram o Grammy.

Dr. Drew: Vestir máscaras... nada de mais.

Stryker: É, vestir máscaras. Venderam mais de 1 milhão de cópias nos três álbuns anteriores. Vamos tocar uma música agora, 'Dead Memories'. Quer dizer alguma coisa antes?

Corey: Primeiramente, essa é acho que a primeira música do Slipknot com pegada de rock que não tem grito nenhum. É completamente melódica. Provavelmente será o segundo single, gravaremos o vídeo dela na próxima semana. E a letra é basicamente uma história dos últimos 10 anos da minha vida. É bem intenso.

Stryker: Parece legal. Vamos ouví-la agora, 'Dead Memories' na Loveline.

*Toca Dead Memories*



Stryker: Ainda está estranhando ouvir suas músicas na rádio?

Corey: É muito estranho, cara. E ainda mais estranho quando é em outra cidade, porque se eu estou em Des Moines e me ouço na rádio, eu penso "Hmmm é, faz sentido", mas se eu estou tipo em Phoenix, e alguma rádio começa a tocar 'Duality', sei lá, eu penso "Sou eu! Minha nossa senhora, sou eu! Sou eu!" (Risos)

Stryker: Essa é uma excelente música, 'Duality' é uma ótima música do Slipknot, eu gosto dela.

Corey: É muito boa.

Stryker: Eu deveria saber disso, mas... vocês continuam na Roadrunner Records né?

Corey: Sim.

Stryker: E é uma grande gravadora, certo?

Corey: Com certeza.

Stryker: Continua operando da mesma forma que nos álbuns anteriores?

Corey: Sim. Nós nunca mudamos de gravadora, eles nos apoiaram muito, eles nos ajudaram em muitas coisas, assim como nós fizemos por eles. Eu não consigo dizer muito sobre isso, é uma organização muito boa.

Stryker: Legal. E você procura bandas para assinar contrato, etc?

Corey: Eu faço algumas coisas assim, eu produzo muitas bandas. Recentemente fiz um EP com uma banda chamada Walls of Jericho, fizemos um EP acústico no meu estúdio em Des Moines com meu parceiro, e ficou muito bom. Estou começando a colocar minha mão nessas coisas. Mas continuo principalmente como compositor e tal.

Stryker: A banda que o Corey está com vários outros homens...

Corey: Delícia.

Stryker: o Slipknot, de Iowa, está com o álbum All Hope Is Gone nas lojas hoje. Você gosta de alguma música do Michael Jackson?

Corey: Eu sou um grande fã de Michael Jackson. Tenho uma tatuagem do Michael Jackson nas minhas costas.

Stryker: Sério?

Corey: Tenho sim.

Stryker: E de que tamanho ela é?

Corey: É grandinha. Quer ver?

Stryker: Eu gostaria de ver.

Corey: Beleza, eu mostro.

Stryker: Deveríamos estar filmando isso. Anderson, você tem a câmera aí? (Risos) Vamos ver.

Dr. Drew: Meu Deus.

Stryker: Ele tem o Michael Jackson numa pose das antigas naquela foto contra o muro de tijolo.

Corey: 'Off the Wall' é o melhor álbum!

Stryker: Você acha que é o melhor álbum?

Corey: É o melhor álbum! 'Thriller' é uma farsa! (Risos)

Stryker: É o único homem famoso que você tem tatuado?

Corey: Não, eu tenho o Heath Ledger bem aqui. Que acabou de ser feito.

Stryker: Uau!

Corey: Foi feito por um cara chamado Shane O' Neill. Se você está querendo tatuar um retrato, ele é o cara. Shane O' Neill.

Stryker: Corey do Slipknot tem o Heath Ledger, como o personagem do 'The Dark Knight' no braço dele.

Corey: Isso, o 'Joker'.



Stryker: Beleza, vamos falar com a Valerie, como vai, Val?

Valerie: Olá. Corey, meu Deus do céu, eu preciso te dizer, ouvindo sua música agora há pouco, eu tive um orgasmo. Sua voz é uma tentação, sabia?

Corey: Oh (Risos). Obrigado Valerie. Tenho isso estampado na minha cueca. Patrocinada por coreytaylor.com, vai lá (Risos)

Valerie: Já pensou em fazer um álbum só de faixas como aquela que você fez no álbum do Stone Sour?

Corey: Aquela coisa falada? Omega.

Valerie: Exatamente. É lindo.

Corey: Eu tenho muita coisa como aquela, na verdade estou planejando fazer um álbum solo. Provavelmente daqui a um ano e meio terei alguma coisa pronta.

Valerie: Você é como se fosse o Jim Morrison da nossa geração, eu realmente acredito nisso.

Corey: Oooh! Eu nasci no mesmo dia que ele.

Stryker: Sério?

Corey: É, 8 de Dezembro.

[Depois de uma longa conversa sobre assuntos sexuais da Valerie...]

Valerie: Antes de você sair do estúdio, você poderia dar um grito?

Stryker: Ahhhh. Não sei se temos microfone pra isso. Mas o álbum está nas lojas. (Risos)

Corey: Vamos ver. Vou fazer um teste de microfone depois.

Stryker: Última pergunta, você já foi no redtube.com ?

Valerie: redtube? Não.

Stryker: Ok, é um bom site pra você dar uma olhada.

Corey: Passe uma noite nele.

Valerie: Eu vou.

Corey: Ou pornhub.

Valerie: Vou passar uma noite ouvindo a gravação desse programa, estou gravando. Corey, você é demais.

Corey: Oh, obrigado. (Risos)

Stryker: Verdade. Vamos falar com Eduardo. E aí, cara?

Eduardo: Olá, tenho uma pergunta pro Corey.

Corey: Oi.

Eduardo: Primeiramente eu gostaria de te mandar uma mensagem do outsidethenine, queremos dizer "Olá" pra você.

Corey: Olá - só pra dizer, outsidethenine é o nosso fã clube.

Eduardo: Nós estamos com saudades, nós o amamos e queremos saber como estão Sid e Joey.

Corey: Muitos ferimentos na turnê Mayhem. (Risos) Na primeira noite em Seattle, Sid pulou do alto da estrutura do palco e quebrou os dois calcanhares.

Dr. Drew: Isso é mau, cara. Isso é mau.

Corey: Ah é sim. Por sorte ele quebrou de uma forma que não precisou de pinos, não precisou de cirurgia, apenas colocaram essas botas nele e ele precisou ficar preso numa cadeira de rodas até o final da turnê. E faltando uma semana pro fim dessa turnê, Joey torceu o tornozelo no backstage. Nós achamos que era só uma coisa leve, colocamos gelo e tudo mais, mas ninguém olhou de perto. E ele continuou tocando, mas como não estava melhorando, nós chamamos alguém pra ver, pois estava começando a piorar. E os médicos descobriram que estava quebrado, então ele ficou se apresentando com um pé quebrado. (Risos)

Foi loucura. Mas, Sid está melhorando muito rapidamente e vai estar de pé e caminhando em muito breve, e o pé de Joey também não precisou de cirurgia e já está se recuperando muito bem, vai fazer uma fisioterapia e voltará melhor do que nunca. Então ambos estão se recuperando muito bem.

Stryker: Beleza.

Corey: Então são notícias muito boas, eu gostaria de mandar um "oi" pra todos no Slipknot, bom, eles provavelmente não estarão ouvindo, mas...

Stryker: Joey tocou com o pé quebrado em quantos shows?

Corey: Cinco. (Risos) Tocou com o pé quebrado por uma semana. Ele é louco, cara, e o curioso é que ele tava tocando mais rápido com um pé só. Foi insano, cara, velocidade dobrada; eu dizia pra ele "Você é uma máquina, cara."

Stryker: Drew, você sabe que eles ganharam um Grammy né?

Dr. Drew: Sim.

Stryker: Mas eles foram indicados para cinco ou sete outros Grammys.

Corey: Nove. Fomos indicados nove vezes.

Stryker: Nove Grammys? E ganharam uma de nove, certo?

Corey: Na verdade eu fui indicado nove vezes, duas ou três vezes pelo Stone Sour e seis ou sete pelo Slipknot. Então somos tipo a Susan Lucchesi do metal.

Stryker: Mas vocês ganharam um.

Corey: Ganhamos um, mas um de nove.

Stryker: Não está mal.

Corey: Eu seria demitido de qualquer time profissional de futebol. Se eu ganhasse uma de nove.



Stryker: O novo CD do Slipknot está nas lojas hoje, e eu amei o artwork, amei essas máscaras gigantes, aliás.

Corey: Os cabeções. (Risos)

Stryker: Vocês estão com novas máscaras para a banda?

Corey: Sim, alguns de nós estamos. A minha por exemplo, eu evoluo com o passar dos anos, sabe? Mas o Mick encontrou a dele e está feliz com ela. Ele tem algumas novas já prontas, mas... todas elas passam por mudanças e tudo mais. É legal evoluir com isso, sabe? Particularmente, eu queria algo que você visualmente muito simples, mas ao mesmo tempo perturbador. E pra falar a verdade eu estou assustando mais adultos do que crianças, o que eu acho muito engraçado.

Stryker: Bacana. Eu ainda não consigo acreditar que deu certo.

Corey: O quê?

Stryker: Você é tão esperto, e eu acho que a pessoa tem que ser esperta pra estar numa banda de sucesso, porque se você for estúpido, não acho que estará numa banda de sucesso. Pessoas estúpidas deixam escapar. Mas vocês ficaram tão loucos quanto uma plantação de bananas e... sei lá, é legal. (Risos)

Corey: É... obrigado? (Risos)

Stryker: Sei lá, foi uma metáfora. Foda-se o que eu disse também.

Corey: Não, tô brincando, obrigado. Tem um provérbio chinês que diz "Antes de parecer brilhante, precisa-se parecer tolo." - E por alguns anos as pessoas não nos entendiam. Mas tem muito pensamento envolvido na banda, tem muita arte, muito conteúdo, muita positividade. Tem muita coisa que envolve o Slipknot, não são só máscaras bizarras e chocar os outros a todo momento. As coisas que nós dizemos são muito reais, entende? Então tem muito conteúdo, cara, então eu fico grato de receber isso de você.

Stryker: Bom.

Corey: Eu gosto das suas comparações.

Stryker: Muito obrigado. Você foi muito pior que eu (Risos).

Dr. Drew: William!?

William: Sim.

Dr. Drew: Obrigado por esperar uma hora e meia no telefone. (Risos)

William: Porra, cara, achei que nem iam receber mais minha ligação. Beleza, em Junho, meu pulmão direito deu problema, não foi muito grave, mas bem quando eu estava num show do Slipknot em Fresno, meu pulmão esquerdo falhou. E não voltou até a manhã seguinte. Eu tive que operar e fiquei 2 semanas num hospital. Fiquei com uma cicatriz do lado esquerdo do peito que vai me fazer lembrar daquele show pra sempre. E agora eles querem que eu volte para operar o lado direito, eu só queria saber, pois sou um cantor de heavy metal, como isso vai afetar minha performance? Porque isso me restringe muito palco, etc.

Dr. Drew: Você tinha alguma pré-disposição a sofrer esse tipo de coisa?

William: Eles disseram que era por causa de uma vesícula.

Dr. Drew: Sim, são vesículas, mas existem algumas condições que pré-dispõem a isso.

William: Pelo que eu saiba, eu não tinha nada. Mas eu fumava muito cigarro e maconha, mas já parei com os dois.

Dr. Drew: Certo, isso é o principal agora.

William: Então eu gostaria de saber se deveria parar, e quanto tempo você acha que vai levar para que eu possa voltar aos palcos, porque eu ainda sinto um incômodo do lado esquerdo quando eu tento inalar.

Corey: Boa pergunta. Meu ponto de vista como cantor, minha filosofia sempre foi "Vá de acordo com sua condição", você impõe seu limite, praticamente. Então se você sabe que vai explorar seu corpo, deve ter certeza que fisicamente você pode fazer isso. Mas se você continua sentindo isso, eu diria pra ficar em estado de alerta e fique parado por um tempinho. Pegue o máximo possível de conselhos médicos antes de até mesmo pensar em subir no palco.

Se fosse comigo, eu ficaria treinando pra tentar manter e tudo mais, mas tem muitas coisas cardiovasculares em questão, se você é um cantor, essa é sua ferramenta, sabe? Seus pulmões e suas cordas vocais. Então a primeira coisa que você deve fazer é saber como seu corpo está fisicamente. Meu conselho é: Faça o que deve ser feito no hospital, converse muito com os médicos e depois você decide.

Stryker: Boa sorte com os pulmões estragados.

Corey: É isso aí. Não sei se isso responde ou não sua pergunta, mas... pelo menos pra mim, sendo um cantor e estando em turnê, acho que você fica em sintonia com seu corpo, você sabe quando está doente, quando não está se sentindo bem, sabe quando será capaz de fazer tal coisa. Então a primeira croisa que você deve fazer é deixar seu corpo normal e cuidar disso.

Stryker: Corey, muito obrigado por vir na Loveline.

Corey: Obrigado vocês por me receberem, cara, nem acredito que já se foram duas horas. Que coisa!

Stryker: Pois é, obrigado por vir aqui. All Hope Is Gone está nas lojas e nós nos vemos em Las Vegas no show do Barry Manilow.

Corey: Com certeza.

Stryker: Corey, Stryker, Drew, Loveline, tchau.


*Erros de gravação*

Stryker: Leia e depois diga seu nome.

Corey: Haha, "e meu nome". Mas... cara, eu não consigo ler em russo. Que...hieróglifos... que coisa é essa? Cara, olha pra essa letra desse roteiro. Você viu isso? Você consegue ler isso? Olha só! Tá brincando comigo? Cara, meu filho escreve melhor do que isso. (Risos) Vocês estão gravando? Ah, que caralho.

"Olá, aqui é o Corey do Slipknot, o melhor convidado de todos, e você acompanhou a Loveline com Stryker e Dr. Drew. Espero que estejam bem." - olha, em um take só.

Stryker: Isso foi muito engraçado.

Corey: Foi divertido, cara.
Veja o video aqui:
http://flog.clickgratis.com.br/slipilove/247526

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