26 de out de 2008

Corey Taylor na Beat Magazine







A revista australiana Beat Magazine fez uma entrevista com Corey Taylor. No dia 15 de Outubro a matéria foi ao ar na internet, e você pode acompanhar a tradução completa logo abaixo:

Pode ajudar a atrair legiões de fãs e associar uma certa anonimidade no mundo das celebridades, mas vestir uma máscara de terror não é só vantagens. Pergunte a Corey Taylor, vocalista do Slipknot.

"Elas são muito, muito desconfortáveis, e tendem a fritar e cortar sua cara." - diz o cantor de 34 anos.

São moldadas por um profissional e presas com um monte de cintas apertadas, então "elas não saem voando". O noneto de Iowa esteve evoluindo as máscaras desde que começaram em meados dos anos 90. Para Corey, existe também uma envolvimento teatral paralelo ao estranho artifício de marketing.

"Elas sempre representaram muito do lado artístico, do lado expressivo. Certamente há um choque à princípio, mas depois você começa a entender a realidade por trás daquilo. Nunca as vestimos para nos esconder em primeiro lugar, isso foi algo que veio com o tempo e os fãs nos forçaram. Pra mim, era uma coisa pra me manter em contato com o meu interior, que precisa ser ouvido, pois todos nós temos diferentes lados. Eu acumulei muita raiva e muita revolta por muito tempo, então pra mim é o melhor jeito de extravasar isso."

Slipknot lançou recentemente o quarto álbum "All Hope Is Gone".

"Veja, eu acho que este álbum é bem mais pesado do que o Vol.3" explica Corey, em sua casa em Des Moines. "Aquele álbum foi muito mais melódico e leve, no álbum atual tem muito mais atitude. Acho que as pessoas esperavam que este álbum fosse ainda mais leve, não sei de onde tiraram isso. Claro, temos músicas como Snuff e Gehanna, mas estas são as únicas mais lentas do álbum; enquanto que no Vol.3 tínhamos 4 músicas assim. Acho que fizemos a produção de um jeito muito bom. Quando você não tem nada quebrado, você não tenta consertar. Todos nós nos afastamos e escrevemos um punhado de coisas e depois levamos para o estúdio e começamos a montar. Foi muito empolgante quando eu ouvi a música."

O álbum foi gravado no estado de Iowa, fugindo da tradicional Los Angeles, central das distrações, especificamente "bebida, drogas e mulheres".

"Quando se está numa banda como essa, tudo é muito extremo, você precisa mergulhar de cabeça nas coisas. Quando estamos em Los Angeles é difícil se concentrar assim. Então desta vez pudemos nos focar na música e na gravação. As músicas continuam com o mesmo entusiasmo e com a mesma energia frenética. Conseguimos fabricar uma coisa que, sabe, já se passaram 4 meses e eu continuo ouvindo! Eu tentei me envolver mais neste álbum; Fiz muitos dos arranjos e queria marcar presença e estar lá para a banda. Dessa vez eu tentei ter mais iniciativa e ajudar a comandar o projeto, foi provavelmente a melhor performance vocal e também as melhores letras que eu já fiz."

E parece que os fãs concordam. All Hope Is Gone e o single Psychosocial levaram o Slipknot ao topo da tabela Billboard nos Estados Unidos.

"É uma das coisas que você espera na vida, mas nunca somente com o jeito que a indústria é. Nós fomos o número 1 em muitos lugares, e pra mim, isso é maior do que qualquer Grammy, é maior do que qualquer American Music Award. Isso significa as pessoas levantando e dizendo 'Nós realmente gostamos disso'. Foi uma das conquistas que eu fiquei muito orgulhoso de dizer que conseguimos alcançar. Essa banda fez muito mais por mim do que eu esperava. Me permitiu arcar com os custos dos meus filhos, despesas da faculdade, me permitiu comprar e ter minha própria casa e comprar uma casa pra minha mãe - foi a primeira coisa que eu comprei. Então me permitiu cuidar das pessoas que eu me importo."

A banda ficou parada por um tempo por causa de uma fratura do baterista Joey Jordison, sobre o intervalo, Corey disse: "Estou tentando aproveitar cada segundo que tenho porque você nunca sabe a direção que isso vai seguir. Você pode chegar amanhã e pensar que eu não estou mais envolvido nisso - e terá que encontrar alguma outra coisa pra fazer. Então eu não levo nada disso como privilégio."

Slipknot se apresentou no Japão e agora seguirá rumo à Austrália, onde fará diversas apresentações.

Slipkast #4 no deadmemories.com

Um comentário:

Anônimo disse...

e isso ai ! alcontrario do ke varios falam slipknot nao e satannista igual uma reportangem de um pasto ke ele falo ke era !!!


maggot!

Stay(sic)