5 de fev de 2009

Chris:"O Slipknot gosta de causar terror nas pessoas"



Chris Fehn concedeu mais uma entrevista na qual fala sobre os primórdios da banda, da má impressão que algumas pessoas têm sobre o Slipknot, de como o tédio em Des Moines contribui para sua criatividade, entre outros assuntos. Segue abaixo a tradução da matéria completa: Eles usam máscaras ameaçadoras durantes suas performaces e durante as entrevistas. Os fãs deles são conhecidos como "Maggots" (Vermes). Os shows deles tem sido conhecido como algumas horas de anarquia, com mosh pits insanos dos fãs, membros da banda espreitando o palco com tacos de baseball.Chris Fehn, um dos dois percussionistas do Slipknot, gosta da idéia de que algums fãs possam estar apreensivos devidos as loucuras da banda."Eu acho foda que eles fiquem assustados" disse Fehn numa entrevista dada por telefone enquanto estava em Minneapolis. "Isso é um teatro, saca? Isso é arte, isso é música, é tudo isso numa coisa só. Embora as pessoas possam estar assustadas ou sei lá o que, isso não quer dizer que somos Satanistas"A banda de nove integrantes está por aí desde 1995, formada nos suburbios de Des Moines, em Iowa, lugar que, segundo Fehn, não era exatamente um eixo cultural. Mas a paisagem árida do meio-oeste pode ter contribuído para sua criatividade."Um monte dessas coisas tem a ver com o clima" disse "A metade do ano nós estamos por lá e não tem nada pra você fazer, então acho que você se torna mais criativo quanto mais entediado fica. Aquele tipo de coisa que aciona um pouco de psicose. É daí que a agressão do metal e etc realmente vem. Isso meio que me deu alguma energia em uma atmosfera de pouca energia"A imagem do Slipknot foge do padrão das demais bandas do metal. Eles usam máscaras perturbantes, vestem macacões industriais e etc. Essa imagem geralmente irrita algumas pessoas que moram em alguns lugares em que eles tocam. "Têm uns lugares que as pessoas religiosas chegam e ficam pregando pro pessoal" disse "Em Salt Lake City eles tiveram que recorrer ao exercito pra controlar as pessoas e tudo mais. Mas eles não fazem mais isso. E isso é uma coisa triste. Se eles nos conhecessem, provavelmente diriam 'Meu Deus, vocês tem mais espiritualidade do que nós'. Mas, tudo bem"Fehn, que diz ter sido um atleta no ensino médio, cresceu ouvindo músicas com o pai - The Doobie Brothers, Queen, Bread. Em 1980 ele estava na onda das músicas de Boy George e Michael Jackson.Então, ele descobriu o metal, devorando "Bonded By Blood" do Exodus e "Show No Mercy" do Slayer. "Já era" disse "Eu amei o lado obscuro da coisa, amei o misticismo, amei o poder que aquilo parecia me dar" O sucesso de hoje é um forte contraste entre início da banda, quando os integrantes tocavam no calor, num lugar apertado, estragando os instrumentos ou quando tinham que misturar líquidos inflamáveis e tacar fogo para agitar os fãs."Eramos loucos nessa época" disse "Mas nós crescemos. Não fazemos mais isso - pode até acontecer a qualquer momento - mas não como naquela época. Era difícil para viajarmos. Nove caras, todos os técnicos, toda a equipe em um ônibus. Era como uma lata de sardinha. Mas dessa vez, temos consciência de que poderemos ter alguma longevidade no mundo da música, então cuidamos de nós mesmos, cuidamos uns do outros e só nos espancamos... superficialemente"Embora algumas pessoas possam nunca entender o que impulsiona a banda, Chris Fehn insiste que, embora não seja sempre lindo, isso tem mais a ver com arte do que qualquer tática evaziva de comoção.E enquanto Fehn tiver a energia de agitar a galera, ele sempre estará no palco."Nós amamos a música, amamos o que fazemos. Não é como se estivéssemos em cima do palco tipo 'Oh, Deus. Tenho que tocar "Sweet Emotion" (Doce Emoção) DE NOVO'. Ainda não chegou à esse ponto. Pode até sentir-se assim durante o dia, porque a estrada é tão entendiante, mas logo que começa a introdução do show e nós vemos aquelas crianças, é como...(refletindo) é."
Fonte: Galesburg.com

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