1 de jan. de 2009

Noises from the Big Mouth




A revista Rocksound publicou esse mês, uma coluna em que Corey Taylor escreve sobre a vida, entre outros assuntos. O espaço chama-se "Noises from the Big Mouth".

"Se eu fosse um hippie, sossegado em uma loja de maconha ecologicamente correta em algum lugar dos Estados Unidos, provavelmente eu tragaria no meu "cachimbo medicinal", me deitar, inspirar naquele ar infestado de incenso e gaguejar alguma coisa como "Os anos 90 cara. Aquela época era boa pra se viver." Graças a deus eu não sou uma merda de um hippie, mas o sentimento ainda é o mesmo. Os anos 90 em todos os sentidos era realmente a melhor época para se viver. Tinha um senso de otimismo que eu nunca tinha sentido antes daquela década, e não senti mais até hoje. A música era fantástica, nós tínhamos um presidente que pelo menos fazia alguma coisa (entre o sexo oral) e as pessoas eram verdadeiramente mais felizes; eram tempos diferentes. Oito anos nessa época e eu iria preferir estar de volta no colegial.

Talvez porque era minha hora de crescer? Hora de errar, amar, aprender e errar mais um pouco. Talvez porque as maiores mudanças da minha vida aconteceram nessa época? Ou talvez porque era um momento especial de verdade - um tempo em que se sabia que não importa o que acontecesse, sempre teria uma saída. Eu fiz 21 anos em 1994, no ápice da minha fase "alternativa". Tinha música nova vindo de todos os lados. Era tudo muito diferente sabe? Era uma junção de frustração com status, a raiva o que sobrou do rock e muitas noites esperando o Axl Rose subir na merda do palco. As cores eram vibrantes, a alegria que aquilo levava era real, e não tinha uma gota de spray de cabelo em lugar algum. Não que isso fosse ruim, mas estava ficando demais. Você não devia se vestir como Traci Lords para estar em uma banda, isso devia ser bom.

Eu me vi viajando pelo país, sozinho, me descobrindo e destruindo a arrogância da juventude. O crescimento da mente e a vitalidade da alma estavam cozinhando a mistura fria de consciência, e eu estava vivo de uma maneira que eu nunca tinha sentido. Não importava se eu não tinha dinheiro nenhum e tudo que eu queria fazer era tocar guitarra e escrever minhas músicas. Não importava que eu me apaixonasse por toda garota que eu via. Tudo que importava era o próximo momento, a próxima aventura, o próximo suspiro.

Eu perdi tudo isso logo na virada do século, o que para alguns, não foi grande coisa. Eu lembro de ouvir no rádio em 1984 enquanto comia meu cereal, que o grande milênio seria daqui a 16 anos. Aos 11 anos de idade, poderia ser daqui a 100 anos, então quando finalmente aconteceu, senti uma tristeza enorme. Não sabia o porque mas foi profundo e significativo. Era o fim de uma vida e o começo de outra. Minha vida profissional estava começando mas a boa vida estava terminando. Eu não consigo imaginar como é ser jovem hoje em dia, eu ouço histórias horríveis nos noticiários e as pessoas contam o tempo todo. Ouço sobre a brutalidade da vida diária dos fãs e todo o desespero de se ligar a uma coisa boa, sem importar o que isso seja. Eu vejo histórias na TV que fazem minha alma chorar porque, como um ser humano decente pode tratar as outras pessoas dessa maneira? Acho que é por isso que estou um pouco nostálgico hoje, mas sei que essas coisas não duram pra sempre. Sei disso porque 15 anos atrás eu estava no ápice de uma grande aventura, em tempos que todos sorriam um pouco mais que hoje e mais freqüentemente. Tenho um pouquinho de esperança ainda eu acho. Nunca parei de acreditar que o barco vai na direção certa e nos livra da tempestade. Acredito que todo mundo acha um pouquinho de felicidade no final, é o que me motiva a continuar, a sorrir e a ajudar as pessoas o máximo que eu posso. Não existe uma resposta absoluta, nenhum grande segredo pra se tirar disso. É apenas o que eu sei e o que eu quero fazer, lá do fundo da alma.
Posso não ser uma bosta de um hippie, mas eu tenho fé... em todos nós.

Corey"

30 de dez. de 2008

Mensagem de fim de ano do Corey

O vocalista do Slipknot, Corey Taylor, está tirando uma folga de 9 dias para aproveitar o fim de ano com a família. Mas antes de voltar pra casa depois da turnê pela Europa, ele mandou para a revista 'Kerrang!' uma mensagem:

Para todos os leitores da Kerrang!,

Cuide das pessoas que você ama. As vezes, não precisa sempre se colocar em primeiro lugar - pode ser mais gratificante colocar em primeiro lugar as pessoas que você gosta. E não tenha medo de fazer isso com todas as suas forças.

- Corey Taylor

Fonte: Kerrang!

Scans!
















Rock Sound - Dezembro
Scans da revista 'Rock Sound' do mês de Dezembro, onde Corey Taylor é capa e dá uma entrevista onde fala sobre sua vida, entre outras coisas. Em breve a tradução desta matéria aqui no Slipknot Brasil.


Scans - Rock Sound (Dezembro)


Esta edição ainda conta com um calendário de Janeiro de 2009 exclusivo do Slipknot.

Mike Portnoy revela seus 10 CDs de 2008

O baterista do Dream Theater, Mike Portnoy, revelou em seu site oficial os seus 10 preferidos lançamentos de 2008.

01. METALLICA - Death Magnetic
02. PROTEST THE HERO - Fortress
03. THE MARS VOLTA - The Bedlam In Goliath
04. BEARDFISH - Sleeping In Traffic Part 2
05. SLIPKNOT - All Hope Is Gone
06. OPETH - Watershed
07. BLOODBATH - Unblessing The Purity / The Fathomless Mastery
08. FROST - Experiments In Mass Appeal
09. TRIVIUM - Shogun
10. STEVEN WILSON - Insurgentes

Portnoy ainda citou alguns álbuns que não couberam entre os 10 primeiros colocados:

DIR EN GREY - Uroboros
CYNIC - Traced In Air
EXTREME - Saudades de Rock
GOJIRA - The Way Of All Flesh


Fonte: Roadie Crew

27 de dez. de 2008

Slipknot na Metal Hammer especial de fim de ano

A Metal Hammer lançou uma edição especial de fim de ano contendo alguns presentes para os leitores. Entre os brindes estão cartões de Natal do Slipknot e alguns adesivos.

Além dos presentes, a revista traz uma matéria sobre a passagem da banda pela Finlândia.

Veja a capa da edição abaixo:



The Eye of a Clown: Blindsite


Este alce ficou na calçada por dois dias e ninguém o tiraria de lá, então eu disse "Preciso ir lá pesquisar isso" porque estou sempre estudando coisas mortas. Quando eu cheguei lá, vi que seus chifres haviam sido retirados. Achei bem escroto alguém deixar um alce morto para uma outra pessoa retirar, e ainda assim pegar os chifres para algum tipo de decoração. Eu não entendo isso, não consigo. E você não consegue me fazer entender também. Isso me perturba.

Quando olhei, não sabia o que era essa espuma - essa coisa vermelha. Depois descobri que, aparentemente, o alce tinha essa espuma em seu pulmão, e às vezes, quando são atingidos, essa espuma sái. O vento a espalhava.

Meu cunhado estava dirigindo e me viu, e disse "Ei, cara, você está tirando foto deste alce?" E eu disse, "Sim." Ele retrucou "É, eu vi essa coisa correndo desesperada pelo bairro como se não soubesse o que ocorria." O alce devia ter estigmatismo no olho direito e não viu o objeto chegando.

Então eu decidi fazê-lo um rockstar. Milhões de pessoas vão celebrar seus momentos finais. Ele era uma bela criatura e lá está ele se decompondo, mas vamos fazê-lo eterno, deveríamos?

- Shawn Crahan


Fonte: Headbanger's Blog

23 de dez. de 2008

Mensagem de Paul Gray

“ENTÃÃÃO... Nós finalmente terminamos nossas 10 semanas de turnê. Fomos em 20 países e tocamos MUITOS shows! Todos os shows foram FANTÁSTICOS!! O apoio dos fãs foi inacreditavelmente FODA! Todos os shows lotaram, então MUITO OBRIGADO por isso! Nós ganhamos alguns álbuns de Platina e de Ouro, muito obrigado a todos os fãs que tornaram isso possível!! Eu me diverti pelo fato de ter minha esposa comigo conhecendo diferentes culturas, em vez de ficar sozinho chapado no hotel toda noite, então valeu muito a pena e eu fiquei muito feliz de tê-la comigo!!! A TURNÊ FOI FANTÁSTICA! Tenho seis semanas pra fazer uma cirurgia no joelho, relaxar e me recuperar nos momentos livres antes de cair na estrada novamente! MAS o legal é que vou ter minha esposa como escrava cuidando de mim......... VADIA, VAI PEGAR A POMADA, SENÃO VOCÊ VAI VER O QUE É BOM PRA TOSSE!! (brincadeira, provavemente ela vai me matar por isso!) Nós retornamos em Janeiro na turnê pelos Estados Unidos, se nós não formos até sua cidade, por favor, não se preocupe, nós estaremos lá nessa turnê e isso inclui todos vocês loucos filhos da puta do mundo inteiro. Iremos até a América do Sul, Canadá, México, e estamos pensando na Tailândia, Malásia, África do Sul e Oriente Médio e todos os lugares que eu possa ter esquecido, tá tarde e eu estou cansado. Então sejam pacientes, por favor. Obrigado por deixar nosso álbum em primeiro lugar no mundo, palavras não conseguem descrever como eu me sinto por causa disso!! Então obrigado novamente. Eu sei que eu repito muito isso, eu não entro muito aqui pra postar mas eu sou um puta retardado de computador e é muito muito muito trabalho pra mim (Minha esposa... hahaha) Espero que todos tenham um novo ano maravilhoso, ele será bom!! Esperamos seu apoio.

E pra molecada que acha que não consegue pegar aquela líder de torcida gostosa, agarre os cabelos dela e dê um beijo daqueles, e mostre que você é bom de pegada!!! Funcionou comigo (embora minha esposa não seja mais uma líder de torcida desde a faculdade). Eu vou escrever um novo blog antes de voltarmos a tocar, e acho que terei algumas novas fotos pra colocar também! Agora eu vou me deitar, muito obrigado a todos os meus irmãos e irmãs por todo o seu amor e respeito! Boa noite.

Obs.1: Espero ver todos vocês loucos filhos da puta nos nossos shows!
Obs.2: Estou recebendo muitas mensagens, e estou tentando responder o máximo possível, por favor seja paciente, estou muito ocupado e é dificil fazer isso, então não fique bravo se você não for respondido... mas eu tento. 8')”

23/12/08
Paul Gray #2

Myspace






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22 de dez. de 2008

Slipknot no Second Life








12 das maiores bandas de metal do mundo vão entrar no Second Life. Slipknot, Ramones, Trivium, Bullet for My Valentine e Cradle of Filth estão entre as bandas que vão lançar as mercadorias oficiais na Rock Vault do Second Life.

O projeto foi desenvolvido pela Bravado, a divisão de merchandise da Universal Music Group e The Sine Wave Company.

Essa é uma ótima maneira dos fãs enxergarem nosso merchandise, eles podem ter uma camiseta legal para o seu avatar, ver as novidades e comprar as camisetas de verdades nas lojas virtuais das bandas.

- Mark Stracey, diretor da D2C web/móvel/digital de Bravado em Londres.


Queremos que a ilha seja uma comunidade virtual, e criando coisas criativas para as bandas, vamos encoraja-los a vir conhecer as pessoas e tocar em shows.

- Rohan Freeman, diretor da The Sine Wave Company.



fonte: Bravado.com / thanks to Dixectional

20 de dez. de 2008

Slipknot nos principais festivais alemães em 2009


Segundo o site oficial do festival alemão, o Slipknot está entre as bandas participantes do Rock am Ring e do Rock im Park 2009, que serão realizados do dia 5 ao dia 7 de Junho.

Além do Slipknot, outras bandas mainstream também participarão, como Killswitch Engage, Placebo, The Killers, The Kooks, The Subways, e Trivium.

Para mais informações, acessem o site oficial do evento acesse:

http://www.rock-am-ring.com/

19 de dez. de 2008

Corey: "Coldplay faz música que você usa pra limpar a bunda"



O vocalista do Slipknot, Corey Taylor, falou mal do Coldplay, os acusando de "fazer música para se usar de papel higiênico".

Taylor fez o comentário quando foi pedido que falasse sobre o novo álbum do Coldplay "Viva la vida or Death and All His Friends".

Essa merda é uma das coisas mais egocêntricas que eu já ouvi na minha vida toda, vá chupar um pau. Está assistindo isso Martin? Chupe. Vai comer um saco de merda, eu odiei muito essa porcaria, é música pra se limpar a bunda.
- Corey para a MTV2


Fonte: Gigwise

"All Hope is Gone" é disco de ouro nos Estados Unidos





O último álbum do Slipknot, "All Hope is Gone""All Hope is Gone" é disco de ouro nos Estados Unidos, foi oficialmente disco de ouro nos Estados Unidos, certificado pela Recording Industry Association of America dia 9 de dezembro, com vendas acima de 500 mil cópias. De acordo com Nielsen Soundscan, o cd teve 592 mil cópias vendidas desde o lançamento dia 26 de agosto.

"All Hope is Gone" conquistou a tão cobiçada primeira posição no top 200 da Billboard depois de uma recontagem histórica feita pela Soundscan. O álbum tinha sido anunciado como segundo colocado dia 3 de dezembro com apenas 13 cópias a menos que o primeiro colocado, o rapper The Game, marcando a menor margem de cópias da história. O resultado veio com 238,272 cópias do All Hope is Gone na primeira semana de vendas, contra 238,285 do rapper. Com uma diferença tão pequena, a Roadrunner Records pediu uma recontagem, e o Slipknot foi ao primeiro lugar com uma diferença de 1.134 álbuns vendidos.

Corey: Aquilo foi incrível. Ainda tem momentos em que eu me pergunto se realmente aconteceu. Claro que quando você entra em um negócio assim, seu objetivo é chegar no topo, mas tivemos que pedir uma recontagem porque os números não estavam claros e o The Game estava em primeiro lugar com uma diferença de apenas 12 álbuns. Nossa gravadora, a Roadrunner, pediu uma recontagem e descobriu eramos os primeiros colocados com mais de 1.200 cds na frente. Chegamos no topo mas tivemos que conquistar. Diferente dos outros, fomos investigar para descobrir que eramos os primeiros.

Fonte: Blabbermouth

The Eye of a Clown : Uterus




Essa semana, o percusionista e artista do Slipknot, Shawn Crahan, fala sobre sexo, usa as palavras "vagina" e "nudez" e nos mostra uma foto que parece normal, mas é cheia de sensualidade, especialmente se você é um daqueles anormais que se excita em playgrounds.

"Vai ter um estágio na minha vida em que eu vou fotografar coisas exóticas e nudez. Eu gosto disso pela beleza do nascimento de uma criança, e a intimidade entre homem e mulher no que eu acho a melhor coisa pra se fazer no mundo. Eu andei nesse escorregador muitas vezes antes de tirar a foto, coloquei minha energia ali, de escorregar ali dentro. Então eu tento ir pra frente e pra trás.

Quando eu estou na estrada, trago a polaroid e câmera digital, saio com as pessoas e achamos as coisas, e eu fotografei isso com a digital. Tirei essa foto na Alemanha depois de uma passagem de som, lá pelas 6 da tarde. O sol estava se pondo e foi lindo. Tinha um muro de tijolos com uma escada e essa vagina gigante pras crianças subirem e descerem, assim como adultos americanos que andam por aí tocando música pesada. Vai saber."

Fonte: Headbangers Blog

Corey Taylor na 'Kerrang!' de Natal

A 'Kerrang!' lançará uma edição especial dupla de Natal contendo 88 páginas.

A edição natalina da revista conta com Corey Taylor, James Hetfield (Metallica) e Pete Wentz (Fall Out Boy) na capa e, além das matérias especiais, a revista é acompanhada de alguns posteres, incluindo um do Corey.

Veja a capa abaixo:



Mick e James na capa da Guitar Part

A edição do mês de Dezembro da revista francesa Guitar Part traz na capa os guitarristas Mick Thomson e James Root do Slipknot.

Veja a capa abaixo:


Entrevista de Corey Taylor na Finlândia 07/11/08

O Slipknot se apresentou em Helsinki, Finlândia, dia 07 de Novembro. Durante a apresentação do Machine Head, momentos antes do Slipknot entrar no palco, Corey Taylor foi entrevistado pela voice.fi:

“Estou construindo um estúdio em casa; estou começando minha própria produtora; estou comprando coisas pra começar minha própria gravadora; estou pensando numa companhia de marca de roupas, que não terá nada a ver com nenhuma das bandas, é apenas a minha visão; estou pensando em fazer um livro... E por aí vai. Estou fazendo tudo isso.”
O video você confere aqui:
http://flog.clickgratis.com.br/slipilove/247527

Entrevista com Corey Taylor na Loveline


Corey Taylor foi entrevistado dia 27 de Agosto pela lovelineshow.com, um dia após o lançamento do All Hope Is Gone, mas o áudio foi disponibilizado na internet há pouco tempo.

O programa recebe o entrevistado e várias ligações ao decorrer da entrevista, com perguntas que revesam entre assuntos da banda em questão e assuntos de problemas sexuais dos ouvintes, tudo com muito bom humor ,a tradução segue abaixo.



Stryker: Hoje é um grande dia para o nosso convidado da noite. Você é o número 8, não é?

Corey: Espero que sim. Está escrito isso na minha cueca.

Stryker: Certo. Não sei se vocês conseguem reconhecer somente pela voz, mas ele está muito bonito, muito excitante. (Risos) O novo CD do Slipknot está nas lojas hoje. Parabéns, Corey.

Corey: Obrigado, senhor. Muito obrigado.

Stryker: Este é o quarto álbum?

Corey: Este é o quarto álbum, tecnicamente.

Stryker: Certo. E como se sente hoje comparado aos álbuns anteriores?

Corey: Não estou tão tenso. Estou animado de que ele esteja lançado, estive torcendo muito para esse álbum ser lançado, porque estou muito orgulhoso dele. E agora está aí, e todo mundo pode ouvir. Estou empolgado.

Stryker: Ouvi Psychosocial na rádio centenas de vezes, e ela é muito boa. Isso foi bom pra vocês.

Corey: Muito bom, cara. Todos estão muito focados. Todos estão amando muito isso, então eu não poderia estar mais agradecido.

Stryker: Vocês são de...?

Corey: Iowa. Des Moines, Iowa.

Stryker: Correto. Vocês já devem ter respondido isso muitas vezes, mas para os seus novos fãs, diga como uma banda de Iowa consegue ser descoberta, assinar um contrato e se dar tão bem como aconteceu com vocês?

Corey: Você tem que trabalhar umas 8 vezes mais do que as outras bandas. Sério mesmo. Quando nós surgimos, cara... 9 caras numa banda, vestindo máscaras, macacões, tocando metal... você tá me zoando? Mas nós aceitamos isso, sabe? Nós tivemos momentos de sorte e os aproveitamos. Muitas bandas acham que eles param de trabalhar quando conseguem um contrato, e não é verdade, este é apenas o primeiro passo. E nós agarramos todas as oportunidades que surgiram, todas as chances, e aqui estamos 10 anos depois.

Stryker: A gravadora pode ser a maior, mas se a banda não se empenhar, o álbum fracassa. O que acontece é que o álbum não sái tão bom e blablabla.

Corey: Exato. Você tem que pensar 10 passos adiante, literalmente.

Stryker: O primeiro single que vocês tiveram foi 'Wait and Bleed'?

Corey: Sim, 'Wait and Bleed' foi o primeiro que saiu. 'Spit It Out' foi banido da MTV (Risos), o que foi chato, porque eu caí daquela escada umas 10 vezes durante a gravação pensando "Nossa, isso vai ficar maneiro na MTV" e aí eles viram o vídeo e disseram "Negativo!". Mas sim, 'Wait and Bleed' foi tipo o inicio de tudo, mas é uma daquelas músicas que... todo mundo que está numa banda há tanto tempo tem uma música que eles param e pensam "Putz, temos que tocar essa coisa de novo", e essa música é assim pra mim. Mas continua sendo legal, sabe? Continua significando muito pra mim.

Stryker: É tipo a 'Cococabana' de Barry Manilow...

Corey: Na verdade o certo é 'Copacabana'.

Stryker: Ah, é 'Copacabana'? (Risos)

Corey: Me surpreende ter que te corrigir, Stryker.

Stryker: Você conhece Barry Manilow melhor do que eu. (Risos)

Corey: Ele escreve as músicas que fazem o mundo inteiro cantar, ok? Ele é um homem bonito. E faz letras puras. (Risos) Você já viu como ele está? Nossa senhora!

Stryker: Ele é gay?

Corey: Manilow? Hmm acho que não. Ele começou como pianista da Bette Midler.

Stryker: Nossa, dessa eu não sabia.

Corey: É, ele a ajudou a escrever algumas músicas.

Stryker: All Hope Is Gone está nas lojas, oficialmente o quarto CD. Quanto tempo levou a gravação desse álbum?

Corey: Não demorou muito, cara. Levou apenas uns 2 meses e meio pra gravar. E o gravamos em Iowa, foi a primeira vez que fizemos isso. E o estúdio era a meia hora da minha casa. Eu entrava no carro, ia até lá, trabalhava por 8 horas, voltava pra casa, brincava com meu filho, arrumava uma janta, dormia na minha cama; foi o melhor sentimento de todos. Foi maravilhoso.

Stryker: Bom pra você.

Corey: Uma grande experiência, cara.

Stryker: E quem produziu o álbum?

Corey: Dave Fortman. Ele já havia trabalhado antes com o Evanescence, Mudvayne, Superjoint Ritual; já trabalhou com muita gente, e ele é uma das pessoas mais engraçadas desse planeta. Ele é incrível.



Stryker: Temos uma chamada agora, e aí Davin de Florida?

Davin: Olá, essa é uma pergunta para Corey Taylor.

Corey: Ah não. (Risos)

Davin: Eu tenho sido um grande fã de vocês desde o Mate.Feed.Kill.Repeat. Você fez algumas turnês com o Anthrax, e aquela música 'Bring on the Noise'. Você tem algum plano para o futuro com o Anthrax?

Stryker: Não é apenas 'Bring the Noise'?

Corey: Sim, é só 'Bring the Noise'. Na verdade eu estava fazendo um álbum com eles, mas tivemos que parar no meio do caminho porque eu tinha que voltar para o Slipknot. Mas continua vago, eu fiz algumas músicas com eles, é algo que têm sido discutido mas não há nada confirmado no momento.

Stryker: Como é Scott Ian, ele é legal?

Corey: Demais! Ele é um dos meus melhores amigos. E é interessante porque eu cresci ouvindo aqueles caras, então é bem legal conhecer seus heróis pessoalmente.

Stryker: Legal. E Davin, não sei se você sabe, mas essa música 'Bring the Noise' foi criada pelo Public Enemy.

Corey: Public Enemy, exatamente.

Stryker: "Never badder than bad cause the brother is madder than mad at the fact thats corrupt as a senator. Soul on a roll, but you treat it like soap on a rope, cause the beats in the lines are so dope. Listen for lessons Im saying inside music that the critics are blasting me for..." [Trecho da música 'Bring the Noise']

Corey: Concentre-se, Stryker. Concentre-se.

Stryker: Ok, ok, vamos lá. (Risos) Gabriel!?

Gabriel: Oi.

Stryker: Você está na linha, cara.

Gabriel: Eu tenho uma pergunta pro Corey. Quando vocês começaram, quem deu a idéia de usar máscaras?

Corey: Ah cara, essa é uma pergunta pro Clown. Quando eu entrei na banda essa coisa de máscara já estava estabelecida. Mas foi algo que eles começaram a fazer nos ensaios, cara. Depois decidiram levar para o palco, e funcionou. Eu me lembro de ter ido no primeiro show do Slipknot e de ter ficado espantado de ver o quão envolvido naquilo eles estavam. E depois que eu entrei na banda, eu pude usar isso e participar também, sabe? Eu não sei exatamente o por quê, mas... funcionou.

Gabriel: Eu amo as máscaras, pra mim elas são loucas.

Corey: Elas cheiram muito bem também.

Stryker: Vocês vomitaram nelas algumas vezes né?

Corey: É, algumas vezes. Muito fluídos. Aliás, é incrível a quantidade de fluídos saem do nosso rosto. As secreções que... enfim.

Stryker: Vocês acabaram de fazer a turnê Mayhem, certo?

Corey: É, acabamos de sair dessa turnê, foi muito divertida. Provavelmente a turnê mais divertida que eu já fiz.

Stryker: Stone Sour é o seu outro projeto, e eu não quero chamá-lo de projeto paralelo, pois vocês têm ido muito bem.

Corey: É, têm ido muito bem.

Stryker: E porquê você decidiu fazê-lo?

Corey: Na época que o álbum Iowa foi lançado, eu estava meio que me sentindo incompleto musicalmente, porque eu também sou um compositor. Eu queria fazer a minha música em conjunto com a música deles. Stone Sour é uma banda que eu já estava mesmo antes do Slipknot, o primeiro álbum não deu muito certo, mas o 'Come What(ever) May' estourou, sabe? 'Through Glass' ficou no topo das paradas.

Stryker: É aquela música do clipe que foi gravado em Hollywood?

Corey: É, a 'Through Glass'.

Stryker: Aquele vídeo, cara, se você quer ver um vídeo legal de verdade, - eu sei que estamos aqui pra falar do Slipknot, mas - vá até o YouTube e dê uma olhada, ficou muito bem feito. Ficou muito, muito bom.

Corey: Ficou muito bacana, cara. Da primeira vez que eu vi o clipe pronto, eu disse "Isso é muito legal" (Risos). Porque eu não sou um grande fã de vídeos, sabe? Então quando são feitos corretamente, eu curto muito.

Stryker: Você já esteve na Loveline antes?

Corey: Eu nunca. Mas acredito que alguns dos outros caras já estiveram. A um bom tempo atrás, talvez 2, 3, 8, 10 anos atrás, não tenho certeza.

Stryker: Estou muito grato por você estar aqui conosco hoje.

Dr. Drew: Quando você estava contando os anos ali eu achei que você estava falando quem é que esteve aqui antes, "o #2, #3, #8, #10" (Risos)

Corey: É, aquele décimo integrante. Alguém que não está mais na banda.

Stryker: Não existe um décimo integrante. E você que pensou que o vocalista do Slipknot e do Stone Sour ouvia apenas músicas de balançar a cabeça, nós tivemos uma conversinha bacana sobre Barry Manilow.

Corey: Tivemos, tivemos sim.

Stryker: Eu falei 'Cococabana', você me corrigiu.

Corey: Eu te corrigi. O certo é 'Copa... cabana'. "Her name was Lola, she was a showgirl"(Risos) [Trecho da música 'Copacabana']



Stryker: Alô, Marcos?

Marcos: E aí Drew, Stryker, vocês são demais, caras.

Dr. Drew: Valeu, Marcos.

Marcos: Corey, só pra você saber, o Slipknot é minha banda favorita, mano. Comprei o álbum hoje e estou curtindo cara, é maneiro.

Corey: Legal. Manda ver, cara! Obrigado.

Marcos: Antes de mais nada, tenho uma rápida história pra contar.

Corey: Ah não.

Marcos: Eu encontrei uma velha amiga numa festa, e ela perguntou se eu gostava de fazer coisas estranhas. Eu disse que sim, e ela quis fazer sexo ouvindo Slipknot. (Risos)

Corey: Fale pra ela que ela é minha heroína.

Marcos: Eu perdi minha virgindade ouvindo a música 'The Blister Exists', e foi muito maneiro, mano. (Risos) Corey, por favor diga para o Joey que a bateria nessa música foi demais, mano. (Risos)

Corey: Nossa, cara. (Risos) Mas só pra esclarecer, você perdeu sua virgindade ao som de uma música que tem a palavra 'Blister' [bolha de queimadura] no meio...(Risos)

Marcos: Foi muito legal.

Corey: Achei interessante, vou contar pro Joey sim, pra ele saber que você foi capaz de manter o ritmo com a batida de pedal duplo. (Risos)

Marcos: Só mais uma pergunta, gostaria de saber quando vocês entrarão em turnê novamente nos Estados Unidos.

Corey: Nós planejamos retornar dia 23 de Janeiro do ano que vem. Nós vamos viajar agora, pro Japão, Austrália, Russia e Europa em apenas 2 meses. É, nós não paramos. Somos insanos.

Stryker: Alô, Brian, você está na linha com o Corey do Slipknot.

Brian: Ô.

Corey: Alô!?

Brian: Oi Corey, existe alguma chance de relançar o Mate.Feed.Kill.Repeat.?

Corey: É engraçado responder isso... eu não cantei nesse álbum, mas eu gosto muito do álbum. E nós já conversamos sobre relançá-lo daqui um tempo. Eu não sei quando faremos isso, mas é algo que está na nossa cabeça. Eu gostaria muito, porque é uma boa forma de mostrar de onde a banda surgiu e mostrar também a evolução. Nós já gravamos algumas poucas músicas daquele álbum, e continua sendo bom pra mim, sabe? Continua tendo muita vitalidade também. Se dependesse de mim eu faria. É algo que nós temos comentado sobre, então... fique ligado.

Stryker: Falando sobre nova música... nova, nova, nova música... curta esse novo álbum, Brian, por enquanto. (Risos)

Corey: É. Novo álbum.

Stryker: E aí sim, retorne para o Mate.Seed.Kill.Repeat.

Corey: "Mate.SEED."?

Stryker: Mate... o que eu disse?

Corey: De novo o lance do 'Cococabana'? (Risos)

Stryker: Sabia que o Corey está numa banda que ganhou um Grammy, Dr. Drew?

Dr. Drew: Legal, vencedor de Grammy.

Corey: É, muito legal.

Stryker: Em que ano foi isso?

Corey: Foi em dois mil e... acho que cinco, mas acho que foi em 2006. Foi em 2005? Foi?

Stryker: Todos na banda pegaram o prêmio, né?

Corey: Sim. Exato.

Stryker: Olha só isso, Drew, esse cara com aquela banda em Iowa, com 86 integrantes no conjunto, fazendo um monte de barulho... veceram o Grammy.

Dr. Drew: Vestir máscaras... nada de mais.

Stryker: É, vestir máscaras. Venderam mais de 1 milhão de cópias nos três álbuns anteriores. Vamos tocar uma música agora, 'Dead Memories'. Quer dizer alguma coisa antes?

Corey: Primeiramente, essa é acho que a primeira música do Slipknot com pegada de rock que não tem grito nenhum. É completamente melódica. Provavelmente será o segundo single, gravaremos o vídeo dela na próxima semana. E a letra é basicamente uma história dos últimos 10 anos da minha vida. É bem intenso.

Stryker: Parece legal. Vamos ouví-la agora, 'Dead Memories' na Loveline.

*Toca Dead Memories*



Stryker: Ainda está estranhando ouvir suas músicas na rádio?

Corey: É muito estranho, cara. E ainda mais estranho quando é em outra cidade, porque se eu estou em Des Moines e me ouço na rádio, eu penso "Hmmm é, faz sentido", mas se eu estou tipo em Phoenix, e alguma rádio começa a tocar 'Duality', sei lá, eu penso "Sou eu! Minha nossa senhora, sou eu! Sou eu!" (Risos)

Stryker: Essa é uma excelente música, 'Duality' é uma ótima música do Slipknot, eu gosto dela.

Corey: É muito boa.

Stryker: Eu deveria saber disso, mas... vocês continuam na Roadrunner Records né?

Corey: Sim.

Stryker: E é uma grande gravadora, certo?

Corey: Com certeza.

Stryker: Continua operando da mesma forma que nos álbuns anteriores?

Corey: Sim. Nós nunca mudamos de gravadora, eles nos apoiaram muito, eles nos ajudaram em muitas coisas, assim como nós fizemos por eles. Eu não consigo dizer muito sobre isso, é uma organização muito boa.

Stryker: Legal. E você procura bandas para assinar contrato, etc?

Corey: Eu faço algumas coisas assim, eu produzo muitas bandas. Recentemente fiz um EP com uma banda chamada Walls of Jericho, fizemos um EP acústico no meu estúdio em Des Moines com meu parceiro, e ficou muito bom. Estou começando a colocar minha mão nessas coisas. Mas continuo principalmente como compositor e tal.

Stryker: A banda que o Corey está com vários outros homens...

Corey: Delícia.

Stryker: o Slipknot, de Iowa, está com o álbum All Hope Is Gone nas lojas hoje. Você gosta de alguma música do Michael Jackson?

Corey: Eu sou um grande fã de Michael Jackson. Tenho uma tatuagem do Michael Jackson nas minhas costas.

Stryker: Sério?

Corey: Tenho sim.

Stryker: E de que tamanho ela é?

Corey: É grandinha. Quer ver?

Stryker: Eu gostaria de ver.

Corey: Beleza, eu mostro.

Stryker: Deveríamos estar filmando isso. Anderson, você tem a câmera aí? (Risos) Vamos ver.

Dr. Drew: Meu Deus.

Stryker: Ele tem o Michael Jackson numa pose das antigas naquela foto contra o muro de tijolo.

Corey: 'Off the Wall' é o melhor álbum!

Stryker: Você acha que é o melhor álbum?

Corey: É o melhor álbum! 'Thriller' é uma farsa! (Risos)

Stryker: É o único homem famoso que você tem tatuado?

Corey: Não, eu tenho o Heath Ledger bem aqui. Que acabou de ser feito.

Stryker: Uau!

Corey: Foi feito por um cara chamado Shane O' Neill. Se você está querendo tatuar um retrato, ele é o cara. Shane O' Neill.

Stryker: Corey do Slipknot tem o Heath Ledger, como o personagem do 'The Dark Knight' no braço dele.

Corey: Isso, o 'Joker'.



Stryker: Beleza, vamos falar com a Valerie, como vai, Val?

Valerie: Olá. Corey, meu Deus do céu, eu preciso te dizer, ouvindo sua música agora há pouco, eu tive um orgasmo. Sua voz é uma tentação, sabia?

Corey: Oh (Risos). Obrigado Valerie. Tenho isso estampado na minha cueca. Patrocinada por coreytaylor.com, vai lá (Risos)

Valerie: Já pensou em fazer um álbum só de faixas como aquela que você fez no álbum do Stone Sour?

Corey: Aquela coisa falada? Omega.

Valerie: Exatamente. É lindo.

Corey: Eu tenho muita coisa como aquela, na verdade estou planejando fazer um álbum solo. Provavelmente daqui a um ano e meio terei alguma coisa pronta.

Valerie: Você é como se fosse o Jim Morrison da nossa geração, eu realmente acredito nisso.

Corey: Oooh! Eu nasci no mesmo dia que ele.

Stryker: Sério?

Corey: É, 8 de Dezembro.

[Depois de uma longa conversa sobre assuntos sexuais da Valerie...]

Valerie: Antes de você sair do estúdio, você poderia dar um grito?

Stryker: Ahhhh. Não sei se temos microfone pra isso. Mas o álbum está nas lojas. (Risos)

Corey: Vamos ver. Vou fazer um teste de microfone depois.

Stryker: Última pergunta, você já foi no redtube.com ?

Valerie: redtube? Não.

Stryker: Ok, é um bom site pra você dar uma olhada.

Corey: Passe uma noite nele.

Valerie: Eu vou.

Corey: Ou pornhub.

Valerie: Vou passar uma noite ouvindo a gravação desse programa, estou gravando. Corey, você é demais.

Corey: Oh, obrigado. (Risos)

Stryker: Verdade. Vamos falar com Eduardo. E aí, cara?

Eduardo: Olá, tenho uma pergunta pro Corey.

Corey: Oi.

Eduardo: Primeiramente eu gostaria de te mandar uma mensagem do outsidethenine, queremos dizer "Olá" pra você.

Corey: Olá - só pra dizer, outsidethenine é o nosso fã clube.

Eduardo: Nós estamos com saudades, nós o amamos e queremos saber como estão Sid e Joey.

Corey: Muitos ferimentos na turnê Mayhem. (Risos) Na primeira noite em Seattle, Sid pulou do alto da estrutura do palco e quebrou os dois calcanhares.

Dr. Drew: Isso é mau, cara. Isso é mau.

Corey: Ah é sim. Por sorte ele quebrou de uma forma que não precisou de pinos, não precisou de cirurgia, apenas colocaram essas botas nele e ele precisou ficar preso numa cadeira de rodas até o final da turnê. E faltando uma semana pro fim dessa turnê, Joey torceu o tornozelo no backstage. Nós achamos que era só uma coisa leve, colocamos gelo e tudo mais, mas ninguém olhou de perto. E ele continuou tocando, mas como não estava melhorando, nós chamamos alguém pra ver, pois estava começando a piorar. E os médicos descobriram que estava quebrado, então ele ficou se apresentando com um pé quebrado. (Risos)

Foi loucura. Mas, Sid está melhorando muito rapidamente e vai estar de pé e caminhando em muito breve, e o pé de Joey também não precisou de cirurgia e já está se recuperando muito bem, vai fazer uma fisioterapia e voltará melhor do que nunca. Então ambos estão se recuperando muito bem.

Stryker: Beleza.

Corey: Então são notícias muito boas, eu gostaria de mandar um "oi" pra todos no Slipknot, bom, eles provavelmente não estarão ouvindo, mas...

Stryker: Joey tocou com o pé quebrado em quantos shows?

Corey: Cinco. (Risos) Tocou com o pé quebrado por uma semana. Ele é louco, cara, e o curioso é que ele tava tocando mais rápido com um pé só. Foi insano, cara, velocidade dobrada; eu dizia pra ele "Você é uma máquina, cara."

Stryker: Drew, você sabe que eles ganharam um Grammy né?

Dr. Drew: Sim.

Stryker: Mas eles foram indicados para cinco ou sete outros Grammys.

Corey: Nove. Fomos indicados nove vezes.

Stryker: Nove Grammys? E ganharam uma de nove, certo?

Corey: Na verdade eu fui indicado nove vezes, duas ou três vezes pelo Stone Sour e seis ou sete pelo Slipknot. Então somos tipo a Susan Lucchesi do metal.

Stryker: Mas vocês ganharam um.

Corey: Ganhamos um, mas um de nove.

Stryker: Não está mal.

Corey: Eu seria demitido de qualquer time profissional de futebol. Se eu ganhasse uma de nove.



Stryker: O novo CD do Slipknot está nas lojas hoje, e eu amei o artwork, amei essas máscaras gigantes, aliás.

Corey: Os cabeções. (Risos)

Stryker: Vocês estão com novas máscaras para a banda?

Corey: Sim, alguns de nós estamos. A minha por exemplo, eu evoluo com o passar dos anos, sabe? Mas o Mick encontrou a dele e está feliz com ela. Ele tem algumas novas já prontas, mas... todas elas passam por mudanças e tudo mais. É legal evoluir com isso, sabe? Particularmente, eu queria algo que você visualmente muito simples, mas ao mesmo tempo perturbador. E pra falar a verdade eu estou assustando mais adultos do que crianças, o que eu acho muito engraçado.

Stryker: Bacana. Eu ainda não consigo acreditar que deu certo.

Corey: O quê?

Stryker: Você é tão esperto, e eu acho que a pessoa tem que ser esperta pra estar numa banda de sucesso, porque se você for estúpido, não acho que estará numa banda de sucesso. Pessoas estúpidas deixam escapar. Mas vocês ficaram tão loucos quanto uma plantação de bananas e... sei lá, é legal. (Risos)

Corey: É... obrigado? (Risos)

Stryker: Sei lá, foi uma metáfora. Foda-se o que eu disse também.

Corey: Não, tô brincando, obrigado. Tem um provérbio chinês que diz "Antes de parecer brilhante, precisa-se parecer tolo." - E por alguns anos as pessoas não nos entendiam. Mas tem muito pensamento envolvido na banda, tem muita arte, muito conteúdo, muita positividade. Tem muita coisa que envolve o Slipknot, não são só máscaras bizarras e chocar os outros a todo momento. As coisas que nós dizemos são muito reais, entende? Então tem muito conteúdo, cara, então eu fico grato de receber isso de você.

Stryker: Bom.

Corey: Eu gosto das suas comparações.

Stryker: Muito obrigado. Você foi muito pior que eu (Risos).

Dr. Drew: William!?

William: Sim.

Dr. Drew: Obrigado por esperar uma hora e meia no telefone. (Risos)

William: Porra, cara, achei que nem iam receber mais minha ligação. Beleza, em Junho, meu pulmão direito deu problema, não foi muito grave, mas bem quando eu estava num show do Slipknot em Fresno, meu pulmão esquerdo falhou. E não voltou até a manhã seguinte. Eu tive que operar e fiquei 2 semanas num hospital. Fiquei com uma cicatriz do lado esquerdo do peito que vai me fazer lembrar daquele show pra sempre. E agora eles querem que eu volte para operar o lado direito, eu só queria saber, pois sou um cantor de heavy metal, como isso vai afetar minha performance? Porque isso me restringe muito palco, etc.

Dr. Drew: Você tinha alguma pré-disposição a sofrer esse tipo de coisa?

William: Eles disseram que era por causa de uma vesícula.

Dr. Drew: Sim, são vesículas, mas existem algumas condições que pré-dispõem a isso.

William: Pelo que eu saiba, eu não tinha nada. Mas eu fumava muito cigarro e maconha, mas já parei com os dois.

Dr. Drew: Certo, isso é o principal agora.

William: Então eu gostaria de saber se deveria parar, e quanto tempo você acha que vai levar para que eu possa voltar aos palcos, porque eu ainda sinto um incômodo do lado esquerdo quando eu tento inalar.

Corey: Boa pergunta. Meu ponto de vista como cantor, minha filosofia sempre foi "Vá de acordo com sua condição", você impõe seu limite, praticamente. Então se você sabe que vai explorar seu corpo, deve ter certeza que fisicamente você pode fazer isso. Mas se você continua sentindo isso, eu diria pra ficar em estado de alerta e fique parado por um tempinho. Pegue o máximo possível de conselhos médicos antes de até mesmo pensar em subir no palco.

Se fosse comigo, eu ficaria treinando pra tentar manter e tudo mais, mas tem muitas coisas cardiovasculares em questão, se você é um cantor, essa é sua ferramenta, sabe? Seus pulmões e suas cordas vocais. Então a primeira coisa que você deve fazer é saber como seu corpo está fisicamente. Meu conselho é: Faça o que deve ser feito no hospital, converse muito com os médicos e depois você decide.

Stryker: Boa sorte com os pulmões estragados.

Corey: É isso aí. Não sei se isso responde ou não sua pergunta, mas... pelo menos pra mim, sendo um cantor e estando em turnê, acho que você fica em sintonia com seu corpo, você sabe quando está doente, quando não está se sentindo bem, sabe quando será capaz de fazer tal coisa. Então a primeira croisa que você deve fazer é deixar seu corpo normal e cuidar disso.

Stryker: Corey, muito obrigado por vir na Loveline.

Corey: Obrigado vocês por me receberem, cara, nem acredito que já se foram duas horas. Que coisa!

Stryker: Pois é, obrigado por vir aqui. All Hope Is Gone está nas lojas e nós nos vemos em Las Vegas no show do Barry Manilow.

Corey: Com certeza.

Stryker: Corey, Stryker, Drew, Loveline, tchau.


*Erros de gravação*

Stryker: Leia e depois diga seu nome.

Corey: Haha, "e meu nome". Mas... cara, eu não consigo ler em russo. Que...hieróglifos... que coisa é essa? Cara, olha pra essa letra desse roteiro. Você viu isso? Você consegue ler isso? Olha só! Tá brincando comigo? Cara, meu filho escreve melhor do que isso. (Risos) Vocês estão gravando? Ah, que caralho.

"Olá, aqui é o Corey do Slipknot, o melhor convidado de todos, e você acompanhou a Loveline com Stryker e Dr. Drew. Espero que estejam bem." - olha, em um take só.

Stryker: Isso foi muito engraçado.

Corey: Foi divertido, cara.
Veja o video aqui:
http://flog.clickgratis.com.br/slipilove/247526

16 de dez. de 2008

Clown:"Quero o Slipknot na capa da National Geographic"

Durante a turnê Mayhem, a Roxwel entrevistou o percussionista Clown, que falou sobre sua máscara e sobre a cultura do Slipknot. Alguns fãs também foram entrevistados e falaram um pouco sobre suas relações com a banda.No link abaixo o vídeo legendado da entrevista:

http://flog.clickgratis.com.br/slipilove/247411