25 de ago. de 2009

Clown com novas músicas no Myspace

Clown adicionou três novas músicas e algumas novas fotos em seu perfil pessoal no myspace. Acesse aqui e ouça as novas e psicodélicas músicas de Shawn, na faixa "I'm Sorry" podemos até ouví-lo cantar.

Corey Taylor com o Steel Panther

Corey Taylor fez uma participação especial na faixa "Death To All But Metal" do grupo Steel Panther. Ouça no player abaixo, Corey aparece cantando no refrão e canta um verso completo por volta dos 50 segundos.

Entrevista de Chris Fehn em Council Bluffs, IA

Bryan Odell entrevistou Chris Fehn na noite de 25 de Janeiro, minutos antes da apresentação do Slipknot em Council Bluffs, IA.








Nota: Um fã chamado Cory Nickels de 29 anos morreu após essa apresentação de acordo com a KETV Omaha. Ele teve um ataque cardíaco, segundo os investigadores.

Mensagem de Shawn Crahan

Música
“Hora de falar para aqueles que devem querer ouvir. Parece que faz muito tempo desde que eu tirei um tempo pra usufruir do potencial da internet, mas por causa de tudo estar mudando eu achei que prosseguiria assim, pois eu adoro a mudança e todos nós sabemos que a mudança é boa. Ultimamente podemos sentir o aquecimento do mundo como nunca. Está ficando difícil para todos os humanos permear sobre a água. A temperatura está nas alturas e as coisas estão completamente diferentes no mundo em que vivemos. Eu sempre imagino quanto tempo isso pode durar e se já não duramos muito tempo ou simplesmente estamos atravessando a fase da vida como todos fizeram antes de nós. Uma coisa é certa, só vai melhorar daqui pra frente, porque as coisas estão muito estranhas atualmente. Eu gostaria de falar sobre uma coisa que eu amo e a única coisa que está na minha vida todos os dias, MÚSICA. A música tem sido uma coisa na minha vida que abriu portas e sempre esteve lá quando eu precisei de algo. Todo mundo fala sobre o fracasso da indústria musical e como as coisas estão afundando. Eu não discordo que o negócio do Rock 'n' Roll está fracassando, mas a única coisa que eu tenho certeza é que o amor pelo Rock 'n' Roll está maior do que nunca e mais forte do que nunca. A música pode nos fazer passar pelos momentos mais difíceis e ser sua única amiga quando ninguém quer ouvir. Você pode sempre confiar na música e sempre acreditar na arte da música. Ela sempre esteve lá pra mim e como eu disse, eu fui muito abençoado por ter a vida que vivo, porque tudo que eu sempre quis foi viver minha vida em torno da música e que isso me ajudasse a ter uma família e uma vida que eu gostasse enquanto eu servia minhas horas nessa realidade conhecida como vida. Em tempos como este, deveríamos mudar tudo para a arte, pra abrir o verdadeiro potencial da mudança. Mudança é o que nós precisamos e por quê não começar isso com música? A música está sempre lá pra você e não tem nada a ver com o valor das coisas no mercado. Faça sua própria arte, toque sua própria música, sinta-se seguro com seus pensamentos. Compartilhe-os se puder com um amigo e talvez juntos nós poderemos mudar o rumo das coisas. Obrigado por tudo que você faz na minha vida da música que eu vivo. Eu sinceramente não sei o que eu faria sem isso. Pra mim é tão importante quanto o ar que eu respiro, então vamos respirar juntos e assistir a mudança do mundo bem na frente dos nossos olhos. Se prepare, faça sua própria música, faça sua vida.”

- Shawn
25/02/09

* via MySpace

The Eye of a Clown: Goat

"Eu sabia que queria esse bode na capa do Iowa, só faltava achar a imagem certa. Então isso é uma revisão de algo que eu fotografei várias vezes. E no fim eu não acabei fotografando a imagem que saiu na capa. Depois de semanas tirando fotos do Eyeore - era assim que a gente chamava o bode - eu vi que não estava achando o que representava a música, então meu mentor, Stefan Seskis, fotografou a imagem que nós usamos.

Essa foto teria muitas chances de ganhar a capa do Iowa. Dava pra ter o prateado nela, e todas as partes cinza e ainda assim seria digno do Iowa. Mas depois de tirar 200 fotos eu acabei entregando o Eyeore para o Steffan, porque eu já não estava feliz com aquilo. Eu acho que, se você é um artista você precisa confiar nos seus instintos, ainda mais quando você está representando milhares de pessoas. Nossos fãs são tão importantes pra gente, e eu preciso entender o que acontece pra conseguir expressar minha criação.

Claro que eu poderia ter usado essa foto, e provavelmente teria sido a imagem que todos iriam ver pra sempre, mas não batia com os meus sentimentos. Na arte, eu pratico todos os dias pra não ser egoísta. O engraçado foi que eu literalmente dei a cabeça do bode pro Stefam, ele levou pra fora, acendeu um cigarro e tirou três ou quatro fotos. E quando eu cheguei no estúdio naquela noite ele disse: 'tenho algo pra te mostrar'. E escolheu a número dois entre as quatro fotos.

Eu olhei pra ele e disse, 'Eu venho tirando foto dessa coisa por semanas e você conseguiu a imagem' e ele respondeu: 'É, tudo depende da iluminação'. E foi aí que eu comecei a levar essa coisa de iluminação a sério. Ele me explicou que a luz não sabe que aquilo é a cabeça de um bode. Então, eu aprendi que a luz é extremamente importante na fotografia e você precisa estudar muito sobre a iluminação pra conseguir capturar o que você vê."

* Fonte: Headbangers Blog

Clown faz Remix para o Coheed and Cambria

Clown remixou uma música do Coheed and Cambria - banda que abriu os shows do Slipknot junto com o Trivium nessa turnê - a música se chama "Welcome Home" e pode ser ouvida no Myspace da banda.

* Fonte: Metal Hammer

The Eye Of a Clown: Concept 16




"Quando eu vou fazer algum trabalho para a banda ou para o Slipknot, eu vou procurando por conceitos. Eu tenho centenas e centenas de fotos que eu reviso e vou olhando. E quando eu estava trabalhando no Vol.3: The Subliminal Verses, tinha um tema que eu precisava descobrir. No momento tinha um clima estranho entre a banda, estávamos nos reunindo e nos reabilitando depois da época do Iowa. Então eu fiquei me perguntando "O que nos mantém unidos"? E a resposta sempre foi: os nossos fãs. Não estaríamos aqui se não fosse pelos fãs. Então achei que tinha que ter uma capa representando isso, e foi assim que eu acabei descobrindo a máscara dos Maggots, que nós acabamos usando. Essa foto foi uma das imagens que eu fiz antes de chegar no produto final.

Essa obviamente não foi a escolhida, mas me ajudou a chegar onde eu devia; e é uma das milhares e milhares de tentativas que eu continuava fazendo. Sempre levam dias, nunca consigo fazer em um dia só. Mas eu amo isso porque tem muitas coisas que dá pra se ver ali. Em uma primeira olhada, você pode não ver nada, e olhando de novo você pode começar a juntas as partes na sua cabeça. Você pode ver um zíper ali. Acho que uma coisa que sempre teve muito simbolismo nas máscaras do Slipknot foi o zíper que sempre usamos como boca. Então é por isso que o zíper está ali, e você pode ver os dentes por dentro como um raio-x. Essa foto em particular tinha que representar a vista completa da máscara, mas é tão obscura que você pode olhar e ver um mapa aéreo de algum país.

O que importa é chegar na peça final. Essa é uma revisão da imagem pronta, e tem uma depois dessa, e outra e outra até que eu finalmente consegui a claridade que precisava. Então pra mim representa o fato de nunca desistir até conseguir o que você procura e não se conformar com outra coisa. E eu sempre sei - com o Slipknot em particular - quando eu consigo. E se eu não tiver aquele sentimento de conquista, então não serve."

* Fonte: Headbangers Blog

24 de ago. de 2009

Corey Taylor no controle da rádio Q101.1









No último dia 30 de Janeiro, a rádio Q101.1 de Chicago, apresentada por Alex Quigley, realizou uma diferente entrevista com Corey Taylor. O vocalista recebeu a proposta de participar do programa e por mais de uma hora ter o controle total da programação. Corey selecionou 18 músicas diretamente de seu iPod e colocou no ar. Como de costume, a entrevista foi memorável e muito engraçada. O programa completo tem 1h e 20min de duração e foi totalmente traduzido por nossa equipe.

Pra você que gosta de ler e ouvir a entrevista ao mesmo tempo, adicionamos algumas marcações de tempo ao longo do texto para facilitar a localização. Ouça a entrevista no Player abaixo, e leia em seguida a tradução completa.



Alex: Q101.1 é a rádio alternativa de Chicago, eu sou o Alex Quigley e hoje tenho um convidado muito especial, Corey Taylor do Slipknot. [Aplausos]

Corey: Ênfase no "especial". Ah, obrigado. Eu não tinha percebido todas essas pessoas invisíveis aqui. Muito obrigado por essa maravilhosa e adorável salva de palmas. Vocês fazem um homem se sentir muito bem com ele mesmo.

Alex: De nada, bem vindo a Chicago.

Corey: Eu fico muito bem com essa calça.

Alex: E também a camisa escrito "I'll punch you in the taint" (Eu vou te socar no períneo).

Corey: É, culpe ela por isso. Foi um presente de Natal muito especial.

Alex: Eu sei de algumas músicas que você vai querer tocar por uma hora, porque provavelmente você vai ter que fazer a checagem de som e tal.

Corey: É.

Alex: O que você quiser tocar, nós vamos deixar você tocar.

Corey: Com certeza. E você não pode fazer nada contra isso. Então isso é como pura comida gordurosa. Pode ficar puto comigo o quanto você quiser, mas você vai ouvir. Então não importa muito, sabe?

Alex: Manda ver, o que você quiser, cara.

Corey: Beleza. Vamos começar com uma das melhores músicas de rock já compostas por uma das melhores bandas de todas, de todas mesmo. Essa é a 'Unchained' por Van Halen na 101. [01:22]

[Van Halen - Unchained]

Alex: Essa foi 'Unchained' por Van Halen na Q101.1, Corey Taylor comandando nossa rádio. Cara, você está no controle e vai tocar o que quiser.

Corey: Com certeza, cara. Nós teremos muita bizarrice hoje [Risos].

Alex: Corey também está bem na frente da tela de um computador, 99161, você pode mandar uma mensagem pra ele, e ele vai literalmente ler ao vivo.

Corey: É.

Alex: Alguma garota chamada Kallein te conheceu no Hooter's em Iowa há sete anos atrás. E disse que é bom te ver e você está muito bem.

Corey: Ah, bacana. [Risos] Ok. Acho que fazem sete anos que eu não vou ao Hooter's, então é isso aí. É... legal ouvir isso de você!? [Risos]

Alex: Se você escrever algo ele vai ler ao vivo.

Corey: Isso é bem verdade.

Alex: O que você vai pôr pra tocar agora?

Corey: Agora, ainda não tocaremos a música especial, mas essa música está... está acima de nós. É a 'Seasons in the Abyss' do Slayer. [05:38]

[Slayer - Seasons in the Abyss]

Corey: Esse foi o Slayer na única 101 que eu consigo me lembrar. Corey Taylor aqui, trazendo pra você nada mais do que boas baladas. E ao lado de... qual o seu nome mesmo?

Alex: Alex Quigley.

Corey: Meu grande amigo Alex. Cara, alguma dessas mensagens são ridículas, eu... [Risos]

Alex: Alguém do código de área 630 enviou a seguinte mensagem pra Corey Taylor, aliás, alguém desperdiçou a mensagem de texto nessa pergunta: "Se você estivesse num comercial de Herpes Genitais, você teria que ter Herpes Genitais de verdade?"

Corey: Eu vou dizer não. É tipo uma coisa de propósito geral. Mas eu diria que não. [Risos] É isso que... é o que... eu acho que... é isso que eu diria.

Alex: Tem alguma outra pergunta pro Corey Taylor do Slipknot?

Corey: Eu sei que tinha um garoto perguntando como surgiu o nome 'Slipknot'. O nome do garoto é Jhonny. Bem, o nome foi decidido em conjunto. Na verdade o nome já estava decidido antes de eu entrar na banda, então isso é algo que você tem que perguntar pro Clown. Isso se ele se lembrar, porque ele tá muito velho. É um idoso. [Risos]

Alex: E pra lembrar, hoje à noite no ginásio Allstate Arena, Coheed and Cambria abrirá o show do Slipknot.

Corey: É.

Alex: E agora Corey vai tocar o que ele quiser. E ele está prestes a te provar...

Corey: Eu estou prestes a te provar que... ah, e todo mundo precisa se lembrar que tudo isso é diretamente do meu próprio iPod. Então eu vou mandar uma das músicas mais bacanas e sensuais de todos os tempos, Michael Jackson, senhoras e senhores, 'Rock with You'. [13:25]

[Michael Jackson - Rock with You]



Alex: Q101.1, Corey, você quer explicar o que está acontecendo? [Risos]

Corey: Acho que nós enfezamos metade de Chicago. [Risos] Algumas pessoas estão muito desapontadas e as outras estão pensando, "O que está acontecendo?"

Alex: Corey Taylor do Slipknot está amando cada segundo disso aqui. Essa hora inteira pertence a ele.

Corey: É isso aí, é isso mesmo. Tem gente que precisa perceber que eles me pediram pra participar disso. Eu que estou escolhendo, beleza? Eu peço desculpas, mas se você não consegue sentir aquela música, você não tem alma. Estou te falando. Tem um cara escroto reclamando. Ei, é uma grande canção, eu não estou nem aí com o que ninguém tem a dizer.

Alex: E eu acredito que provavelmente haverá um vídeo postado em algum lugar no Q101.com.

Corey: Eu dançando. Eu não estou com dor, deixe-me só explicar isso agora. Eu não estou com cãimbra nem nada. Foram movimentos, eu os realizo em todos os minutos da minha vida. Ah, de qualquer forma, você não sente essa música? Nós temos problemas. Nós temos muitos problemas.

Alex: Eu adoro ver você se divertindo. [Risos] Isso é demais.

Corey: Ah cara, eu viria aqui pra ser chato e escroto? Pra quê eu faria isso?

Alex: Você ficaria surpreso.

Corey: Não, eu não ficaria. Acredite. Porque tem muita gente por aí que não sabe se divertir, sabe? Principalmente esse tal de Early. Fala sério.

Alex: Cara, estou vendo a próxima música que você vai escolher, e...

Corey: Deixe-me ver qual é a próxima músi... oooooopa, opa! Senhoras e senhores, eu vou anunciar dizendo que é uma das maiores canções de rock de todos os tempos. Essa é do todo poderoso Motorhead, é a 'Iron Fist'. [18:16]

[Motorhead - Iron Fist]

Corey: Tãn tãn, tãn tãn tãn. Grande final de música, cara. Estou amando isso.

Alex: Motorhead, 'Iron Fist'. Selecionada diretamente do iPod de Corey Taylor, na Q101.1.

Corey: É verdade. Eu não sei os seus, mas os meus mamilos nesse momento podem atravessar um vidro.

Alex: Isso também estará em vídeo no Q101.com. [Risos]

Corey: É isso que vamos fazer? Daqui a uns 20 minutos, enquanto estiver dirigindo, você estará atravessando os vidros com os mamilos de Corey Taylor. [Risos]

Alex: 99161, você pode mandar pra ele a mensagem que você quiser. Alguém do código de área 773 perguntou, "Corey Taylor, que sabor de sorvete você diria que te descreve como pessoa?"

Corey: E eu disse passas ao rum, porque isso faz qualquer um vomitar imediatamente depois de comer. Faz sentido, certo?

Alex: O Slipknot vai tocar no Allstate Arena hoje à noite, [Risos] Corey vai ficar até quando for possível, porque ele tem que ir fazer a checagem de som.

Corey: E agora, essa tem tipo aquele estranho e empolgante balanço lunar e... ah, eu só vou tocar, essa é... [Risos] eu deveria só colocar pra tocar, né? Essa é 'I'd Really Love to See You Tonight' por England Dan e John Ford Coley. [Risos]

Alex: Q101.1. [22:27]

[England Dan and John Ford Coley - I'd Really Love to See You Tonight]

Alex: Q101.1. Corey, você não estava brincando...

Corey: Ei, ao me chamar para vir ao estúdio você estava correndo esse risco. Eu não peço desculpas pelo quão estranho ou eclético é o meu gosto musical. Acho que antes de mais nada nós devíamos esclarecer que, se você não quiser ouvir, vá em frente, mas eu fiz essa seleção como se eu estivesse sentado e ouvindo as minhas músicas, então está tudo bem, tá? [Risos]

Alex: Corey Taylor do Slipknot está no comando da nossa rádio. Temos agora uma mensagem do código de área 847, "Agora eu sei quais são as influências do Slipknot."

Corey: É isso aí. Eu não consigo nem lembrar de quantas vezes eu limpei minha cozinha ouvindo essa mesma música diversas vezes, no repeat. Eu gostaria de dizer que é mentira, mas tudo bem. [Risos]

Alex: Põe pra tocar o seu iPod.

Corey: Ah, você quer mais?

Alex: Manda ver.

Corey: Beleza. Essa banda se chama Bay City Rollers [Risos], e você vai mexer o esqueleto com o Bay City Rollers, certo? Essa é uma grande música e eu desafio qualquer um a não cantar, ela se chama 'Saturday Night', vamos lá. [26:03]

[Bay City Rollers - Saturday Night]

Corey: S - A - T - U - R - D - A - Y [Risos]

Alex: Q101.1, sim aqui ainda é a Q101.1. Eu sou Alex Quigley e estou ao lado de Corey Taylor do Slipknot.

Corey: Eu amo isso. Eu estou deixando Chicago inteira puta da vida, as pessoas estão perdendo a cabeça. [Risos]

Alex: Estávamos preparados para uma pequena bizarrice. Eu não acho que ninguém poderia prever a natureza eclética do seu iPod.

Corey: Cara, se você não consegue curtir o que você gosta, então por quê se importar com a música em primeiro lugar?

Alex: Próxima mensagem do código de área 708. Timmy disse, "Até meu cachorro tá me olhando com cara de 'que porra é essa?(WTF)'"

Corey: [Risos] Ah, mas a gente recebeu uma outra que o cara disse, "Obrigado por fazer valer a pena minha viagem de duas horas." Ele está amando, e isso foi bem bacana.

Alex: Outra pergunta, "Corey, qual é a melhor música pra tocar no violão pra pegar meninas?" É uma pergunta importante.

Corey: Uuuuuh. Na verdade depende da garota. Se for uma mina mais indie, é sempre bom mandar um Ramones. Porque isso é punk de primeira. Se for uma mina mais do metal, é bom mandar logo a 'Iron Man' do Black Sabbath, porque isso sempre impressiona. Se você quer mandar alguma coisa que pareça mais difícil do que realmente é, toca 'Smoke on the Water'. Porque você só precisa de três cordas pra tocar, e pronto. Mas essa é só minha opinião.

Alex: São três grandes sugestões.

Corey: Se você está tentando impressionar uma mina, NÃO pegue uma guitarra de Guitar Hero, beleza? Qualquer babaca consegue apertar botões, beleza?

Alex: É isso mesmo.

Corey: Tem que ser homem de verdade pra começar a tocar uma guitarra de verdade. [Risos] Só estou comentanto. E isso não vem de um cara que não consegue tocar Guitar Hero ou Rock Band, beleza?

Alex: Verdade.

Corey: Eu sou bem realista quando se trata disso, mas eu consigo tocar 3/4 das músicas que estão naqueles jogos numa guitarra. Então eu não estou perdendo o sono por essas coisas.

Alex: Eu tenho que dizer, eu tenho que admitir que eu consegui cinco estrelas na 'Before I Forget' no nível Expert.

Corey: Você está me matando, cara. Você está acabando com o seu pai aqui.

Alex: Meu pai ficou muito desapontado comigo.

Corey: Deve ter ficado mesmo. [Risos] Ele deve ter dito, "Porquê essa guitarra estranha aí tem uns botões de cores diferentes?"

Alex: Ele fuma, então tá tudo bem.

Corey: É isso aí. Deveríamos tocar outra música?

Alex: O que você vai tocar?

Corey: Essa aqui deve... essa aqui VAI me ajudar a fazer as pazes com algumas pessoas. Eu não sei o que as pessoas acham de Ratt, ou o segundo álbum deles. Mas acho que o pessoal vai gostar dessa, é um grande sucesso, e eu te desafio a não dirigir em alta velocidade ao som dessa música, é 'Round and Round' do Ratt. Está pronto? Vamos ouvir. [31:38]

[Ratt - Round and Round]

Corey: Ai meu Deus do céu, Corey Taylor aqui na Q101. [Risos] As pessoas estão ficando loucas, cara. Eu tenho que dizer que tem muitas mamães por aí que estão na minha.

Alex: Acho que você fez alguns amigos hoje.

Corey: Acho que sim. Bem, acho que fiz alguns inimigos também. [Risos]

Alex: É, provavelmente fez. [Risos]

Corey: Mas tá tudo bem. Porque eu esperei por isso, falando sério, isso vem do coração. Peço desculpas a todos aí, eu sei que Ratt é meio brega para algumas pessoas, eu sei que houveram menções à mullets nas mensagens que estamos recebendo aqui. Mas nós vamos tocar agora uma das músicas mais pesadas de todos os tempos, e podemos nos complicar fazendo isso.

Alex: É melhor eu conferir se podemos tocar com o chefe.

Corey: Eu acho que...

Alex: Ele disse que sim.

Corey: Acho que nós vamos quebrar tabús hoje. Nós vamos fazer um marco. Eu nem vou dizer que música é, acho que deveríamos apenas começar. Está pronto? [36:57]

[New Kids on the Block - The Right Stuff]


Corey: Huuuh, The Right Stuff. [Risos] É isso aí.

Alex: Q101.1, essa é a hora de Corey Taylor. [Risos] O cara do Slipknot está mandando um estilo diferente.

Corey: Com certeza. Eu não sei o que dizer... uhuu estou adorando.

Alex: Mensagem de texto da área 815, "Isso é errado num nível moral."

Corey: É. Nós tivemos uma mensagem que dizia, "Eu imagino quantas pessoas baniram a Q101 pelo resto do dia."

Alex: [Risos] Aeeeee.

Corey: Aeeee uhul. [Risos]

Alex: O Slipknot vai tocar no Allstate Arena hoje. Corey vai ficar aqui até quando der.

Corey: É. Até uma multidão aparecer aqui e começar a esmurrar a janela esperando pela minha cabeça. [Risos] Ah, e temos aqui uma mensagem da área 815, "Tá ligado que eu sei que você é viado." É, você enquadrou um pôster da Ásia, é por isso que você sabe. (nota: Corey fez uma menção ao filme 'Um virgem de 40 anos') [Risos] Ah, e agora nós vamos mandar um clássico, a música que eu vou tocar é um clássico. Eu já adianto que é AC/DC, mas não é música típica de rádio. Essa é uma ótima música de rock, vamos tocar? Essa é 'Touch Too Much' na 101. [41:26]

[AC/DC - Touch Too Much]

Alex: Q101.1, Alex Quigley ao vivo com Corey Taylor do Slipknot, você curtiu AC/DC, uma música que não costumamos ouvir nas rádios.

Corey: Isso é bem verdade. E foi por isso mesmo que eu toquei ela, cara, eu adoro. É uma grande música do rock. Infelizmente, a música que eu vou tocar em seguida, eu percebi que contém ofensas.

Alex: Opa.

Corey: É, não podemos tocá-la.

Alex: Beleza.

Corey: Estou pasmo. Eu ia colocar um Metallica, mas tem xingamentos na música, que bosta! Deixe-me ver... Nossa, que sorte, eu tenho aqui também a 'Guerilla Radio' do Rage. Peraí, você tem aí a 'Stone Cold Crazy'?

Alex: Eu posso tentar encontrar aqui pra você.

Corey: Você tem a versão de rádio dela? Porque a minha é completamente suja. Eu não ouço nada censurado. Vamos tentar tocar ela mesmo. Tem gente aí que quer ouvir um bom metal, então vamos dar a eles uma boa música de metal. É uma grande música também. Eu amo essa música. Metallica na 101, gente. [47:11]

[Metallica - Stone Cold Crazy]

Alex: Q101.1. Excelente música.

Corey: Ahhhhhh! Eu fiquei desesperado quando chegou na parte da censura, eu pensava, "Ai meu Deus, ai meu Deus, 50 mil dólares, 50 mil..." [Risos] Eu estava ficando louco, cara.

Alex: Corey Taylor está no comando, e nós vamos deixar você tocar até quando você quiser, cara. O Metallica tocou no Allstate Arena no começo dessa semana.

Corey: É.

Alex: O Slipknot vai se apresentar hoje à noite, com a abertura do Coheed and Cambria, os portões abrirão às 19h.

Corey: Vai ser às 19h ou às 18h? Vai ser às 18hrs? Pra falar a verdade acho que os portões abrirão às 18h, cara.

Alex: Beleza, deixe ela falar no microfone.

Corey: Ok. Ei você, venha cá.

Steph: Os portões abrirão às 18h.

Corey: Quem disse isso foi a mulher misteriosa que todos estavam comentando na rede. [Risos] Alguém ainda chama de "A Rede"? Tipo aquele filme estranho da Sandra Bullock de 1994? Quando ainda era o assustador "uuuuh A Rede". Ela tem o pé imenso, ELA É PÉZUDA! Você já viu o pé da Sandra Bullock? Minha nossa, é do tamanho de uma régua. [Risos] Não tô zoando, cara. Ai caramba, tem uma câmera bem ali.

Alex: Nós disponibilizaremos um vídeo de Corey Taylor falando sobre o grande e horroroso pé de Sandra Bullock.

Corey: Eu não disse que eles são horrorosos, pra ser sincero acho que eles tem uma aparência deliciosa. Não tem nenhuma joanete nem nada, você não precisa ficar esfregando o cascão. [Risos]

Alex: Sandra, se você estiver ouvindo...

Corey: Se você estiver ouvindo, Jeff Head é um grande fã seu. Só queríamos te arranjar um encontro. [Risos] Beleza, agora nós vamos pular essa próxima música, porque nós falamos muito entre as músicas. As pessoas estão surtando e querem ouvir logo. Então aí vai o príncipe do Funk, é o Prince. [51:22]

[Prince - You Got the Look]

Corey: Senhoras e senhores, este foi o Prince na única Q101. E eu estou vendo o cérebro de muita gente explodir por aí, eu estou amando isso. [Risos] Estamos recebendo muitas reclamações, algumas pessoas estão perdendo a cabeça, outras pessoas estão se divertindo. Então eu vou dar o controle para as pessoas: Por mais quanto tempo você gostaria de me ouvir escolhendo músicas? Porque, sinceramente, eu posso remover muitas músicas, eu tenho uma lista inteira de músicas. Uma seleção maravilhosa de baladas.

Alex: Daqui eu vejo mais de trinta músicas que ainda estão na lista.

Corey: Exatamente. Eu posso fazer isso por mais muito tempo. E você tem que entender que eu amo fazer esse tipo de coisa. Então vou deixar vocês escolherem. Eu adoraria ficar, então deixem-me saber se vocês querem me ver fora daqui. Vamos receber algumas ligações.

Alex: 99161 é o número das mensagens de texto e 5918300 se você quiser ligar.

Corey: Vocês que decidem, beleza? Estou colocando o poder em suas mãos. Mas agora eu vou mostrar pra vocês uma grande canção de uma banda chamada Skid Row, o Skid Row original, não aquela porcaria que a banda está hoje. Ela é do segundo álbum que se chama Slave to the Grind. [56:39]

[Skid Row - Monkey Business]

Corey: Ai meu Deus do céu.

Alex: Corey Taylor no controle da Q101.1.

Corey: E a surpreendente decisão foi que eu deveria ficar e fazer isso por mais um tempinho. Então vamos para a próxima música da minha lista, nós vamos para um pequeno intervalo, e espero que vocês continuem conosco pra ver que diabos eu vou tocar em seguida....

Alex: Cara, parece que você fez programas de rádio pela vida inteira.

Corey: Com certeza. Eu vivo falando, o que você esperava? Se tem alguém que fala demais, sou eu. [Risos] Mas nós vamos tocar um Foo Fighters, porque eu amo o Foo Fighters, a maior banda americana dos últimos 10 anos, eu digo seguramente com pura heterossexualidade, porque ele é um homem bonito. Eu adoro dar em cima dele. Eu já falei demais, vamos tocar a música então, essa é 'Best of You' do Foo Fighters. [01:02:10]

[Foo Fighters - Best of You]

Alex: Q101.1 é a rádio alternativa de Chicago, você ouviu Foo Fighters, 'Best of You'. Eu sou Alex Quigley, e veja só como as coisas estão acontecendo agora, Corey Taylor disse, "Cara, eu realmente preciso fumar. Já volto." [Risos] E saiu pra fumar um cigarro. Então já já ele volta, a hora de Corey Taylor ainda não terminou. E agora, outra música que ele selecionou direto do seu próprio iPod. [01:06:50]

[Justin Timberlake - Rock Your Body]

Corey: [Risos]

Alex: Q101.1, eu sou Alex Quigley, Corey Taylor controlando nossa programação e ele não está indo embora.

Corey: Não mesmo. Eu realmente não estou indo embora, cara.

Alex: Mensagem de texto da área 630, um cara chamado Tim: "Não minta, Corey. Você dança no seu camarim ouvindo essa música né?"

Corey: Sem dúvida nenhuma. Você não faz idéia do que nós ouvimos no backstage, mano. Tudo desde Justin Timberlake a... enfim.

Alex: Slipknot, uma das bandas mais pesadas do mundo ouvindo Justin Timberlake. Ninguém imaginava isso. Eu me espantei.

Corey: Ouça o que você curte. Não fique perturbado por isso, cara, sério mesmo. Ouça o que você curte. Se você não consegue fazer isso, a gente senta aqui, eu raspo minha cabeça, a gente senta aqui e toma um café pra você. O que acha disso? Podemos fazer isso? Transformar isso aqui numa celebração de velório? Eu toco músicas de oito minutos do Depeche Mode pra você o dia inteiro, o que acha disso? Vou anunciar tipo, "E agora, Depeche Mode. Eu espero que vocês curtam. Eu estou me divertindo muito." [Risos] Tá brincando comigo? As pessoas precisam abrir a cabeça. [01:10:06]

Alex: 99161, Corey está lendo tudo.

Corey: Estou mesmo, e tô me divertindo como uma garotinha. Eu estou adorando. Outra mensagem, "Tira isso, sua puta!" - Sério? Tirar o quê?

Alex: Acho que sua camisa. E depois as pessoas assistirão o vídeo desse maníaco nú.

Corey: Ninguém quer ver isso, seria uma tragédia. [Risos]

Alex: O que você vai tocar agora?

Corey: Tom Morello, um grande amigo meu dessa cidade. Se eu disse que iria tocar tudo que estou ouvindo, seria uma desconsideração não tocar Rage Against The Machine, não a do meu iPod, porque a versão que eu tenho é sem cortes. Então essa é a versão com cortes, essa é 'Guerrilla Radio'. [01:11:00]

[Rage Against the Machine - Guerilla Radio]

Corey: ...hell can't stop us now.

Alex: Q101.1 com Corey Taylor.

Corey: É isso aí, eu estou tocando o que eu quero, quando eu quero, como eu quero, onde eu quero e... Existe alguma outra coisinha pra incluir "eu quero" na frase? [Risos]

Alex: As pessoas estão enviando mensagens, eu vi algumas propostas que não podemos contar.

Corey: Cara, estamos tendo imagens? As meninas estão vendo imagens? É loucura, elas estão travando o site. Vocês estão travando o site, ninguém consegue entrar porque todo mundo está acessando sem parar, isso é loucura.

Alex: E é por isso que você veste uma camisa que diz, "Eu vou te socar no períneo."

Corey: Eu vou te socar bem no períneo. Com certeza. Acima ou em volta do seu períneo, o que acha disso? [Risos]

Alex: Vamos deixar o Corey continuar escolhendo, eu estou gostando disso.

Corey: Sem dúvidas, eu estou me divertindo. Eu vou anunciar essa, eu vou anunciar dizendo que essa é uma banda obscura que...

Alex: Você pode fazer uma bela voz de radialista?

Corey: E agora na Q101.1, outra banda européia obscura que nós não tocamos há um tempo, aqui é Corey Taylor, nós vamos tocar agora pra vocês, eu nem vou te dizer o que é, mas acompanhe comigo. [01:15:44]

[Rick Astley - Never Gonna Give You Up]

Corey: É isso aí Chicago, peguei vocês. [Risos] Eu peço desculpas à todos, e que Deus tenha piedade da minha alma.

Alex: Esse é Corey Taylor do Slipknot, eu sou Alex Quigley e...

Corey: Sabe o que é engraçado? Eu fui expulso do estúdio por ter feito isso, eu tenho que sair agora. Isso é bem bacana.

Alex: Nosso chefe tem sido...

Corey: Ele tem sido muito paciente. Ele tem sido muito paciente comigo.

Alex: Acho que o Rick Roll foi o último pedido. [Risos]

Corey: É engraçado, se você perguntar se sou muito convidado pra fazer isso, não, não sou. E é exatamente por isso.

Alex: Se as pessoas curtem ou não acho que eles não se lembram.

Corey: Eu não me importo.

Alex: Eles não se lembram.

Corey: Exatamente. Então eu tenho só mais uma música pra escolher, gente.

Alex: Hoje é sexta-feira, e agora são 16:45h.

Corey: Sexta-feira, 16:45. Eu vou te deixar preparado para o fim de semana. E só tem um jeito de fazer isso, que é com Loverboy, 'Workin for the Weekend'. Obrigado por me receber, Quigs, eu amei isso. [Risos]

Alex: Q101.1, toca aí. [01:19:58]

[Loverboy - Workin for the Weekend]

Alex: Agora que suas orelhas já estão de saco cheio, obrigado novamente à Corey Taylor do Slipknot por ter destruído completamente nossa rádio por uma hora e meia, da melhor forma possível. Ele teve que ir embora porque precisa fazer checagem de som para o show que o Slipknot fará daqui a pouco. Acredito que teremos um vídeo do que aconteceu aqui. Adam, você filmou? Valeu, cara. Antes de Corey sair do estúdio, ele pediu pra tocar a última música, que é de uma banda chamada Black President. Então ouça a seguir e obrigado, se você conseguiu ouviu o programa inteiro, você é um ser humano corajoso.

[Black President - Not Enough]



Q101.com

11 de ago. de 2009

Entrevista com Corey para a Creative Loafing

Máscaras, macacões e uma atitude assustadora, o Slipknot conquistou reconhecimento e críticas dos fãs e dos especialistas em música. Os fãs estão dizendo que eles estão muito comerciais, enquanto os críticos dizem que é tudo marketing. O vocalista Corey Taylor que também canta no Stone Sour, acredita que chegar aos 10 anos de existência – uma marca que muitas bandas falham em alcançar – é suficiente para mostrar que eles estão aqui, e não vão a lugar nenhum. Eu falei por telefone com Taylor antes do show de abertura da turnê em St. Paul, Minnesota, sobre a turnê, a evolução da banda, a recente notícia de um álbum solo e todos esses rumores.

Vocês só têm poucas horas antes de entrar no palco. Como está o clima no backstage?
Na verdade é um clima bem calmo. Todo mundo está bem empolgado. Nós ensaiamos ontem à noite, o que foi bom porque nós precisávamos desenferrujar algumas músicas que vamos tocar hoje. Foi estranho pra dizer o mínimo. É muito bom começar a turnê tão perto de casa. Nós sempre tentamos começar as turnês no centro oeste porque é daqui que nós viemos.

Como essa turnê vai ser diferente das outras que vocês fizeram no passado?
É muito boa. A gente se livrou da pirotecnia e essas coisas. Vamos com algo visual que vai além das luzes. Tem vídeo também mas isso é uma coisa do Clown. Musicalmente falando, essa set list vai ser uma das melhores que já montamos. Temos todos os hits – isso se nós realmente tivemos alguns hits (risos) – e é uma celebração do primeiro álbum. Estamos tentando de verdade entrar em todos esses lados diferentes para mostrar a diversidade da banda.

Eu ia perguntar em quanto o seu set se foca no novo álbum em contraste com os outros.
Com certeza nós vamos tocar coisas do álbum novo. Vamos tentar e tocar com essa set nas cidades diferentes também, e tentar colocar o máximo de coisas possíveis. Com o primeiro álbum, sem querer estragar a surpresa, nós vamos ter “Me Inside” e trazer “Purity” de volta. Vai ser muito bom.

Você está surpreso que a banda durou 10 anos?
Eu não acredito que as pessoas nos aturaram por tanto tempo, é ridículo. Isso soa cansativo mas é verdade – nós quebramos as expectativas em questão de quanto tempo as bandas populares podem durar. Logo quando você pensava que iríamos fazer algo para destruir a carreira, nós continuamos crescendo e crescendo. Para uma banda que não deveria nem chegar ao primeiro lugar, eu acho que somos muito sortudos. Eu fico impressionado com o patamar que nós chegamos e isso se tornou histórico. Isso é especial. Quando você é pequeno e está sonhando em ser um artista, um músico e um compositor, você se inspira em bandas com o Zeppelin, Metallica e bandas que duraram. Eles são imortais, e eu acho que nós temos um toque disso. Nós continuamos a fazer coisas que são vitais para as pessoas e eles amam isso.

Toda vez que vocês fazem um álbum ou terminam uma turnê, aparecem rumores de que vocês vão se separar. Já chegou perto alguma vez?
O mais perto que chegou foi no processo de criação do Vol. 3. Talvez até antes disso, quando nós estávamos na época do Iowa. Era ruim e nem era tudo nossa culpa. Algum de nós estava tendo momentos difíceis, mas a gente tinha as pessoas controladoras em nossa volta o tempo todo. Para uma banda nova que estava tendo muito sucesso, nós meio que tivemos nosso momento de “Behind The Music” o que foi bom. Se tivesse que ter acontecido, seria ali. O Vol. 3 foi uma celebração por estar nessa banda. Por mais que a gente se irrite um com o outro, a gente tira umas férias, volta e se diverte muito. Tem uns egos e atitudes brutais nessa banda, mas por alguma razão nós combinamos e damos certo. Os rumores vão persistir até o dia que a gente se separar, e aí vão ter rumores de que a gente não se separou (risos) vai ser ridículo.


Você ficou surpreso que o novo álbum, All Hope is Gone conseguiu o primeiro lugar?
Eu estava e não estava. Quando estávamos fazendo o álbum, eu já tinha falado isso no estúdio. Era um pouco de medo disfarçado e um pouco de esperança. Quando você está nessa área, você traça um objetivo, e quando isso aconteceu, eu fiquei perplexo. Claro que tivemos que lutar por isso e usar uns argumentos. Foi bom ver que 10 anos de trabalho trouxeram resultados e que os fãs nos apoiaram. Mesmo sabendo que eu saí e fui pro Stone Sour durante ter anos, todos eles voltaram. O melhor disso, um efeito colateral, foram as pessoas do gênero vindo nos agradecer. Virou um objetivo pra eles. Você não precisa ser uma banda pop ou de hip-hop ou alguma bandinha indie de sucesso semanal para ter seu álbum em primeiro lugar agora. Sempre batalhamos para mostrar um caminho para muitas bandas. Quando a área se mostra ruim no nosso gênero, sempre lutamos pra mostrar que tem talento ali. Então quando as pessoas dizem “obrigada” eu realmente levo a sério.

Você atribui o sucesso ao fato da banda ter ficado um pouco mais melódica no Vol.3 e diversificado a base de fãs? Foi uma decisão pensada aumentar a diversidade musical da banda?
Corey: nunca quer virar o cara que fica fazendo sequências sabe? Pra gente, se não estamos nos desafiando, é porque não estamos desafiando os fãs. Todos os quatro álbuns são muito diferentes e isso pra mim é o objetivo dessa banda. Muita gente teve a idéia errada de que esse seria um álbum mais suave, e é na verdade mais pesado que o Vol. 3 de muitas maneiras. Melodicamente, você quer tentar coisas novas. Pra mim foi importante tentar essas coisas, exatamente como fizemos no Vol. 3. Conseguimos isso com “Snuff” e “Dead Memories”. É sobre criar atmosferas diferentes para as músicas e ao mesmo tempo mostrar a maturidade de como andam as composições e as performances. É mais do que 9 minutos de “Olhem pra mim”. Era mais sobre a composição e nós conseguimos isso.

Quando você colocou “Snuff” perto de “This Cold Black” são duas coisas totalmente opostas.
Exatamente. Essa banda nunca teve medo de mostrar todos os lados do que somos capazes de fazer. Acho que é uma outra razão do porque nós não vamos a lugar algum, se você é bom em algo, continue fazendo.

É difícil colocar nove pessoas no mesmo ritmo quando você está escrevendo algo?
Hahaha! Sabe... é e não é. Teve gente que torceu o nariz pra “Snuff” no começo, mas quando você coloca seu amor ali se tornou uma música nova. De verdade. Ouvi uns fãs falando que era uma música do Stone Sour. Hum, na verdade não. Eu escrevi “Snuff” especialmente para o Slipknot. Lembro de ter tocado pro Paul e pro Joey e eles adoraram. Eu me lembro de ouvir tudo que os outros tinham feito e eu fiquei impressionado. Eu não costume derramar umas lágrimas sempre, mas aquilo… eu me senti muito feliz de ter ouvido porque é uma música muito importante pra mim. De novo, é pensar que as pessoas vão agir de um jeito mas ver que elas agem ao contrário. É a metáfora dessa banda (risos)

Falando em escrever músicas como “Snuff” para o álbum novo. Quando você tira a poeira das músicas do primeiro álbum, o que passa pela sua cabeça quando você volta para aquelas músicas antigas?
É estranho cara. Eu estava pensando sobre isso ontem a noite quando estava tocando “Me Inside” no ensaio. Essa foi a primeira música que eu toquei com a banda antes de assinar com a gravadora. Quando eu entrei na banda tinha muita pressão sobre se eu iria ficar na banda ou não. Eles não tinham idéia do que eu ia fazer. Tudo que eu tinha era a música, e eu escrevi basicamente quase tudo do álbum. Então eu entrei no estúdio e o Joey e o Clown ficaram me encarando na janela do estúdio. Eu estava nervoso pra começar e achando que eles iam me bater se eu fizesse merda. Eu entrei lá e fiz tudo e eles adoraram, de verdade. Era um começo de um lindo ódio. Então fomos ensaiar aquilo no palco, o Joey fechou os olhos e disse “Essa foi a primeira.” E eu respondi “Eu sei”. E isso foi literalmente 12 anos atrás. Tem sido uma viagem insana. Tem muita história que passa pela minha cabeça quando eu canto essas músicas. Eu diria que “Wait and Bleed” é a música que eu menos gosto. É boa, mas só mostra o potencial que a gente tinha. Os fãs amam. Mas eu lembro de ter escrito aquilo um dia depois de “Spit it Out”. Todas essas memórias passam pela minha cabeça quando a gente toca essas coisas – ir do porão para uma arena enorme. Coisas mais estranhas que isso nunca aconteceram.

E essas músicas mudaram? Obviamente, você tem 10 anos de experiência agora.
É um pouco mais… óbvio, nós vemos essas músicas agora com mais maturidade. É como ouvir o Metallica tocando “Creeping Death” hoje em dia. Tem um clima diferente, mas ainda é uma ótima música.

Essa é a minha única pergunta sobre isso – você acha que as pessoas colocam muita ênfase nas mascaras?
Acho que todo mundo é diferente, as opiniões são diferentes mesmo quando eles concordam (risos). Acho que depende da sua lógica. No final das contas é: se você gosta, gosta. E se não gosta, não gosta e pronto. Pra gente sempre foi mais sobre a arte do que qualquer outra coisa. Obviamente acaba sendo uma banda muito teatral porque as máscaras nos ajudam. Ao mesmo tempo é uma peça do quebra cabeça. E não é a única peça, são várias. Elas evoluem junto com a banda, e se não evoluíssem, seria apenas uma outra banda que não se descobre. Pra gente, é parte da história.

Eu posso imaginar que deve ser uma energia completamente diferente pra você cantar com o Slipknot e com o Stone Sour.
Ah sim, com certeza. Com essa banda é muito frenético. Eu nunca me machuco tanto na vida como em uma turnê do Slipknot.


Sim, eu ouvi algo sobre uns machucados
Ouviu? Meu Deus, é o primeiro show do Mayhem Festival e o Sid quebra os dois pés. Eu fiquei meio “Cara! Ta brincando né?” É ridículo. Tem toda uma coisa física que vem com essa banda e um pensamento de invencibilidade. Você está ali com os ícones e personalidades do mundo. Você está tocando em partes da mente que as pessoas não gostam de admitir que tem. É uma experiência com certeza. O Stone Sour é mais calmo, é o lado humano disso, tem uma alma ali completamente diferente dessa. Eu me sinto bem com as duas. É um sentimento de preenchimento que ninguém no mundo pode entender. É maravilhoso.

Você está falando sobre esses dois lados diferentes e agora tem histórias sobre você trabalhar em um álbum solo. Que tipo de coisa isso pode trazer que você não conseguiria com as duas outras bandas?
É basicamente meu lado compositor. Muita coisa que eu escrevo vem de Foo Fighters, Social Distortion e The Replacements. É esse tipo de coisa, rock bom do interior. Refrões enormes, e trechos com melodias elétricas, é aí que meu coração está. Quando eu comecei a escrever músicas aos 12 anos, era ali que eu me encontrava. Eu nunca me esforçava mais no riff do que na música em si. É disso que eu gosto. E quando isso ficar pronto, vai ser uma nova maneira das pessoas olharem pra mim, e eu estou bem com isso. Você pode ter a opinião que quiser sobre mim, só não tente me afastar, porque eu não vou a lugar nenhum.

Vou querer ver isso pronto.
Espero que fique bom e que as pessoas gostem. Mas no final de tudo é um álbum que eu preciso fazer por mim, pelo meu coração. Pouco me importa se vender apenas três cópias. Pra mim é o fato de fazer que importa.

Eu li uma entrevista sobre um livro. É algo que você possa falar?
Na verdade isso é muito engraçado. Eu estava falando sobre isso uns 5 minutos antes de você ligar, eu tenho umas duas idéias que eu quero escrever. Tem interesse de umas pessoas também. Provavelmente eu faria uma historia de vida, depois talvez um livro de opiniões. É uma área que eu sempre gostei. E de novo, não me importa se eu ganhe um dólar por isso, é uma coisa que eu vou fazer por mim. Eu sempre me orgulhei da minha habilidade pra escrever e é algo que eu quero compartilhar com o mundo. Se isso me render 5 dólares e um cigarro, eu já vou ficar muito feliz. (risos)

Como você evita ficar exausto fazendo tudo isso?
Vem do coração. Eu não vejo isso como uma comodidade, mas sim como uma expressão. Acho que é aí que muita gente nesse negócio se estressa. Eles se focam em muitas áreas pelo dinheiro, mas é triste, não dá certo. Não colocam a alma nisso. Basta ouvir aquela música de merda de Chris Cornell-Timberland e pronto, é tudo o que você precisa saber. Me mostra onde está a alma naquela porcaria. Pra mim é paixão. Direto assim, eu sou guiado pela paixão. Um DJ de uma rádio perguntou hoje pra mim se um dia eu entraria na política. Eu ri demais, eu perguntei se ele tava brincando, tenho muitas opiniões e controvérsias. Eu governo pelo meu coração, é tudo que eu sei fazer. Quando eu falo sobre alguma coisa, aquilo não passa da minha opinião e como eu me sinto, como eu governaria algo assim na casa branca? Eu levantaria e falaria que era besteira desde o primeiro momento. Eu não ia conseguir. Tudo que vale a pena de se fazer é paixão, e enquanto eu tiver isso, farei as coisas do meu jeito, e que se fodam as pessoas que não gostam.

Última pergunta. Eu falei com você poucos anos atrás, logo após a gravação do Vol.3. Sua atitude naquele tempo foi meio que “espere pra ver”. Você ia fazer a turnê, outro álbum do Stone Sour e aí quem sabe. Agora você está em turnê e vai fazer um álbum solo, você pensou naquilo?
Bom, eu estou em um momento que eu fico pensando constantemente em 5 anos de estrada, eu tenho muita coisa pra fazer. Eu acabei de construir um estúdio em casa onde eu vou produzir e gravar bandas de Des Moines. Quero começar algo marcante e fazer algumas coisas como produtor de bandas no interior ou outros lugares que as pessoas normalmente não iriam, mas é onde o talento está na maioria das vezes. Estou escrevendo música para outras bandas e coisas assim, acho que consigo fazer melhor do que as porcarias que andam nas rádios hoje em dia, tem coisas que eu estou pensando em fazer que não tem nada a ver com as bandas que eu estou. Tem uma coisa que... talvez... vai ser interessante. Não vou dizer nada agora, mas vai ser muito legal. Vou me envolver com lendas e fazer umas coisas bem legais. Gravar e talvez uns shows ao vivo. Veremos.


E sobre o Stone Sour e o Slipknot?
Ah, eu e o Clown já estamos planejando o próximo espetáculo do Slipknot. Vai ser uma coisa multimídia, vão ter coisas impressionantes. Também estou pensando no novo álbum do Stone Sour, agora eu estou decidindo qual eu gravo primeiro, o solo ou o do Stone Sour... ou os dois ao mesmo tempo, que é algo que com certeza eu conseguiria fazer. Agora eu só estou tocando de ouvido e arrumando tempo pra levar e buscar meu filho na escola. Talvez ir pra Disney, sabe?

Talvez você arrume tempo pra dormir também.
Eu vou dormir quando todo mundo desligar os relógios. Simples assim.

Corey, obrigada pelo tempo
Sem problemas, foi uma ótima conversa.

Sempre um prazer falar com você.
Te vejo lá embaixo.

9 de ago. de 2009

~Corey na Rádio 93XRocks!~

Em uma entrevista a rádio 93XRocks ,Corey comentou sobre uma declaração do percussionista Chris dizendo que o Slipknot ultrapassaria o Metallica.Um pequeno trecho foi disponibilizado no site da rádio.


Thanks Slipknotbr,93XRocks

25 de jun. de 2009


O percussionista Shawn "Clown" Crahan, do Slipknot, disse que detesta turnês e tudo relacionado a elas. A única coisa que faz o músico pegar a estrada é o prazer de tocar ao vivo.

"Eu odeio turnê e tudo que tem a ver com isso. Odeio quartos que parecem que nunca foram limpos em 20 anos. Odeio bufê e todos os imbecis à espera, todos os bajuladores e bobagens que têm a ver com uma coisa, que é a única razão pela qual eu passo por isso: tocar ao vivo", disse Crahan à revista Metal Hammer.

Shawn Crahan ainda acrescentou que tocar ao vivo é uma forma de liberar uma dor que só ele pode sentir.

Slipknot é acusado de influenciar crime cometido por adolescente


O Slipknot está sendo alvo de uma grande polêmica após um crime na África do Sul.

Tudo começou quando um jovem de 18 anos, identificado como Morne Harmse, assassinou uma pessoa usando uma espada na escola, além de ferir outro colega e dois jardineiros. Pelo fato do rapaz usar uma máscara parecida com a de Joey Jordison, integrante da banda, no momento do crime, deu-se início à polêmica.

O representante da escola que foi palco da tragédia declarou que Harmse era fã da grupo, e acusou o Slipknot de ter influenciado negativamente o estudante. "Todos sabemos que um tipo de música errada e as drogas têm efeitos negativos. Os jovens têm que ser informados dos efeitos da música satânica", teria declarado o porta-voz, segundo o site IOL Diário.

Vocalista do Slipknot nega que incentiva crianças à autoflagelação


Corey Taylor, vocalista do Slipknot, negou que as letras do grupo incentivam crianças à autoflagelação.

Ele disse que a banda não pode ser acusada por nenhum problema desse tipo e aconselhou os jovens fãs.

"Se você pretende se machucar, não é a música que provoca isso. Há alguma coisa errada. Encontramos muitas crianças que se cortam, mas eu tento ajudá-las a parar com isso", disse o vocalista em entrevista à revista New Music Express.

"Pode parecer artístico entalhar nossos nomes no seu braço, mas, para nós, você está na verdade se machucando", disse. "A última coisa que queremos é que alguém se machuque", acrescentou.

Corey Taylor também revelou à revista britânica que enfrentou depressão em sua juventude e sabe como esses jovens se sentem.

"Eu sempre tento explicar a eles que eu sei como é se sentir como a última pessoa do planeta. Tudo o que você tem que fazer é buscar ajuda e alguém estará lá por você", finalizou.

13 de fev. de 2009

The Eye of a Clown: Droppen Down



Essa é bem recente e é um exemplo de ser dedicado ao que você faz para capturar a imagem. Eu arrastei uma câmera que é muito pesada, e alguns dias você está no ânimo para fotografar e alguns dias você não está, mas você sabe que se você não tem esse ânimo e acontece bem na sua frente, você fica com ódio de sí mesmo. Então você tem que que ser inconveniente com você mesmo, o bastante para carregar algo que pesa mais de 5kg e tem que cuidar enquanto você janta.Isso está me tirando do caminho, da faixa amarela na estrada e procurando por isso. Estamos em Perth, Australia e isso foi em um grande torneio de aeromodelos. Esse aeromodelos voam em cima da água entre os cones e é um evento prestigiante. Aconteceu que eu estava lá no dia que eles estavam fazendo isso, e aconteceu quando eu estava lá com minha câmera no momento que o cara estava fazendo aquela coisa.Se você ver uma grande nuvem de fumaça no topo, ele na verdade estava na vertical, de cara para o ar e morreu por uns 10 segundos. Mas então derrepente ele virou e começou a descer. Eu senti como estivesse capturando o 'Space Shuttle Crashing'. E ele estava ali se divertindo. É isso que é de tão lindo na arte. Sem explicação você pode pensar que isso não funcionou corretamente.Eu lembro que estava ventoso e estávamos caminhando e caminhando e podíamos ouvi-los do nosso hotel, mas aqui eu estava no lugar certo na hora certa com as lentes certas. É por isso que para mim, essa é uma das minhas fotos favoritas, por que nós, como fotógrafos, sempre buscamos circunstâncias e eu acredito eu peguei algo que eu vi. As pessoas gostam ou não, essa nunca é a questão ou a resposta. Eu não ligo. É o que eu estou tentando aprender e isso que é importante. E quando eu olho para isso eu sinto como se eu estivesse lá e o batimento cardíaco aumenta e eu feliz em conseguir capturar o que eu queria fotografar.
Fonte: Headbangers Blog

Mais datas confirmadas

O Slipknot confirmou mais datas em seu site oficial. São elas:20 de Junho - Nijmegen, Holanda - Sonisphere in Goffertpark26 de Junho - Gothenburg, Suécia - Metal Town Festival3 de Julho - Turku, Finlândia - Ruisrock Festival11 de Julho - Barcelona, Espanha - Sonisphere at The ForumA banda também anunciou que participará do festival Rock On The Range, no dia 16 de Maio, em Ohio, Estados Unidos. O festival também conta com as bandas Alice In Chains, Mötley Crüe, Avenged Sevenfold e Korn.

MTV WorldStage: 13 de Março na MTV

Como anunciamos aqui, o Slipknot acaba de confirmar presença em um novo programa da MTV chamado WorldStage. WorldStage é um novo show com performances ao vivo de grandes bandas pelo mundo. O episódio do Slipknot vai ao ar dia 13 de março e será o show realizado em Londres no Hammersmith Apollo em Dezembro. A banda confirmou em seu Myspace os horários e as datas do programa. No Brasil, o show passará na MTV dia 13 de Março, às 22:30.

** Entrevista de Clown para o The Aquarian **




A banda de nove membros que colocou Iowa no mapa se considera excepcional em sua concepção. Dando ao mundo um visual e música que jamais haviam sido constados antes. Antes de embarcar na turnê com o Trivium e Coheed and Cambria, Clown contou o que move o Slipknot, revelou que tipo de perigos sua alma encara diariamente e também a forma que vê o Slipknot no mundo de hoje.


Como você se sentiu ao saber que o "All Hope is Gone" estava no topo das paradas?


Bem, pra mim, sem querer soar pessimista ou algo do tipo, mas eu sinto no meu coração, no meu espírito que, dez anos atrás, quando nós partimos pelo mundo atrás dos nossos sonhos, eu tive que deixar minha mulher e meus filhos para trás, nós éramos o número 1 quando tomamos essa decisão. Nós temos sido os melhores todos os dias desde então. Eu não sou um daqueles caras que realmente precisa desse reconhecimento, porque tenho trabalhado tanto por tanto tempo que sinto que nós somos vencedores desde que decidimos defender o que nós acreditávamos, ou seja, o Slipknot. Se isso me faz feliz? Claro! Mas é uma faca de dois gumes, porque agora nós temos um estranho processo de pensamentos, tipo "será que da próxima vez eles nos colocarão em segundo? Para que possam falar sobre como não somos mais os primeiros?" É essa porcaria que eu não me conformo nesse negócio, eu trabalho duro todo santo dia, a banda trabalha duro todo santo dia, só para fazer o que fazemos, e essa é a nossa arte. Sim, é muito bom, mas eu acho que nós temos sido número 1 por 10 anos.


Acho que é uma grande lição para qualquer artista.


É, acho que eles nos colocaram onde eles precisam. Somos grandes agora, então as pessoas nos procuram para suas revistas, eles precisam de nós para seus vídeos, programas de rádio, programas de TV, e é tudo baseado no dinheiro, e isso nunca foi dessa forma pra nós. Isso sempre foi meu sonho. Me sacrificar e sair para fazer o que quisermos, nossa vida é viver o que fazemos. Sempre se tratou de sacrificios, nunca foi guiado pelo dinheiro. Então é engraçado esperar o mundo nos alcançar. Eles nos colocaram em primeiro lugar sabe-se lá porquê... Eu nunca fui ligado a isso e não serei, mas parece que terei que trabalhar mais ainda agora. Eu sei que isso poderia soar um pouco hipócrita, claro que isso me faz sentir bem, mas ao mesmo tempo, isso me faz pensar, "Ahh, lá vamos nós, a encheção de saco!" Eu sinto que já demos duro demais, mas agora, nós temos que avançar um nível.







Eu entendo que o "All Hope is Gone" foi o álbum mais colaborativo que a banda já fez. Dito isso, esse é o disco que mais realizou expectativas individuais, é o disco que o Slipknot nasceu para fazer?






Para ser sincero com você, levando em conta o andamento das coisas, eu sinto exatamente o oposto. Eu sinto que esse disco é uma ponte para o futuro. Eu acredito que o último disco foi muito sobre reabilitar nossa amizade, ficarmos juntos, e algumas pessoas pessoas percebendo que existem todos os tipos de pessoas nessa banda com alguma coisa a dizer e a fazer. Nós entramos nesse álbum com uma mentalidade de que todos poderiam ser eles mesmos. Nós temos um ditado que, "Os pedaços são tão bons quanto um inteiro." Isso significa que você pode ser egoísta nessa banda, mas é a banda o que realmente importa. Conheça seu lugar, saiba o que importa. Não tente se destacar e se fazer mais importante. Perceba que o Slipknot é uma entidade. São nove caras fazendo algo inteiro, único. Para o Slipknot, está cada vez mais importante permitir que cada um mostre suas habilidades para trazer algo musical para a banda, e eu acredito que isso está melhorando. Mas eu olho para o futuro, onde será cada vez mais sobre permitir a todos o que eles tem a fazer, e esse é truque no Slipknot. Vai levar tempo.Nós estamos juntos há dez anos anos e só fizemos quatro álbuns, e levamos muito tempo entre os discos. Mas nós olhamos para bandas que começaram junto com a gente, que têm sete discos, e mais da metade são lixo! Eles só queriam sair de sua idéia fundamental de que o que eles pensam tem que ser transformado em disco, apenas para constar. O Slipknot nunca foi desse jeito, nós apenas queremos lançar a arte em que nós acreditamos, e se isso leva três anos... bem, é um bom problema a se ter. Nós temos quatro telas bem distintas que nós pintamos e todas elas pertencem a diferentes períodos, realidades. Nenhuma delas é baseada em outra. Isso diz muito pra mim... que nós temos sinceridade em nossa música. A integridade é algo que preserva a forma da arte. Então eu acho que nós estamos nos ficando melhores em permitir a nós mesmos confiar cada vez mais em nós mesmos. Todos na banda estão realmente se esforçando para ser o melhor que podem ser. Houveram muitas coisas com esse álbum que eram muito ruins, mas cada disco tem sua parcela justa de problemas, mas você apenas os supera e move-se para o futuro.






Você tematicamente diria que o álbum não se trata de lutar contra os demônios, mas de alguma forma exibe um espelho, dizendo que a sociedade nada mais é do que um reflexo de quem nós somos?






Este é outro motivo pelo qual levamos tanto tempo pra fazê-lo, porque nós somos uma banda de turnê. Eu nunca ganhei um dólar vendendo álbum. Eu poderia me importar menos com o álbum. É divertido? Eu gosto de fazer isso? Eu gosto da arte? Eu gosto de gravar? Sim! Todas essas coisas são legais, mas não foi por isso que eu entrei nessa. Eu entrei nessa pela experiência de vida, a experiência de vida é quem eu sou nessa sociedade. Onde é meu lugar? Nós fazemos turnês por tanto tempo e trabalhamos tanto que depois de um ciclo de turnê, nós precisamos relaxar. Apenas pra me lembrar quem eu sou, e me envolver novamente na minha vida, e após seis meses, você começa a dar uma boa olhada à sua volta, e os problemas espirituais nesse mundo, os problemas políticos, os problemas individuais, e você pega tudo o que testemunhou e tudo o que presenciou e a próxima coisa a se fazer é compôr um novo álbum. Você luta pra descobrir quem você é em tal ponto. Você precisa de um tempo pra perceber quem você é.






Você disse que é uma banda de turnês, e é surpreendente ouvir que vocês estão levando o Coheed and Cambria. É uma prova do quão experimental e expansiva a banda se tornou musicalmente?






É, eu não curto muito deixar as pessoas felizes em questão de gêneros, eu sempre disse isso. Sem desrespeito ao metal, mas eu estou no Slipknot não porquê somos uma banda de metal, mas porque nós fazemos nossa própria música. Se precisa estar num gênero considerado metal, é legal pra todo mundo, mas eu nem sou um grande fã de metal. Eu gosto de metal? Gosto. Mas eu gosto de trazer uma turnê diversa para os fãs. Eu quero ser um precursor de fãs vindo e presenciando uma banda como ela é, e uma banda como o Coheed and Cambria que é tão diferente de nós, mas eles foram felizes na arte. Isso é importante. Eu acho que é mais importante deixar os fãs do Slipknot com as mentes abertas, e você não consegue fazer isso colocando-os pra assistir quatro coisas iguais. Não que ninguém mais esteja remotamente perto da gente, porque nós somos nosso próprio negócio. Mas atualmente estou num ponto que preciso de variedade e é disso que se trata... presenciar diferentes níveis de arte. Certamente me anima. Certamente parece certo, porque parece haver algum perigo aqui, o perigo é bom para a alma, o medo é bom para a alma. Se isso vai fazer os fãs perceberem algo, ou verem as coisas de uma forma diferente... é um risco que se corre, não que eu sinta como se fosse um risco, mas as outras pessoas sentem como se fosse diferente o bastante para trazer à tona. É apenas natural, mas me instiga.












Você disse uma coisa muito interessante, que o perigo é bom para a alma. Que tipo de riscos você teve que encarar que foram bons para sua alma nos últimos 10 anos?






Eu tomei a consciente decisão de me casar e ter filhos. Por sorte, eu tenho o apoio da minha família para que eu pudesse viver meu sonho. Isto é um perigo diário; meus filhos crescem muito rápido. Eu decidi perder muito da vida deles, para perseguir esse sonho com egoísmo, esse meu sonho da arte... música. Algo que eu preciso desde que eu era apenas uma criança, então o maior perigo de todos é saber que toda vez eu sou egoísta e entro no ônibus pra viver a experiência, as pessoas mudam e eu me perco no amor e na alegria. No último ciclo de álbum, eu perdi meu pai duas semanas antes do fim da turnê, e passei muito tempo imaginando como isso foi acontecer. A única resposta que eu posso me dar é que a vida é aleatória. É tão aleatória que você nem consegue controlar o seu processo. Isso é o perigo, saber que faltam apenas duas semanas numa turnê de 14 ou 18 meses. Eu poderia ter passado duas semanas com meu pai fazendo inúmeras coisas. A mensagem é para você aproveitar enquanto ainda os tem, porque as pessoas desaparecem da sua vida, e você jamais as verá novamente. Isso é o perigo, eu vivo isso todo dia agora. Todas as vezes que eu saio, eu sei que existem pessoas em minha vida que podem não estar lá depois. Entende onde eu quero chegar? Esse tipo de coisa é muito pesada e todos os artistas que fazem isso para viver, que fazem isso de uma forma séria, presenciam esse tipo de coisa. Começa com nascimentos, aniversários, e casamentos, e depois muda para velórios, essas são coisas que nós temos que aceitar. Bem, eu ainda não aceito, mas são coisas que você estará disposto a aceitar para perseguir uma visão egoísta, e é perigoso. É o medo na forma mais tenebrosa que você já pôde imaginar.






Nossa, obrigado pela sinceridade.






Eu que agradeço pela pergunta.






Você também dirigiu um documentário para a banda recentemente, é um outro ramo artístico que você quer perseguir?






Sim, eu estou orgulhoso por ter feito o filme. Digo, estou muito, muito orgulhoso por ter feito o filme e estou sempre trabalhando no meu ângulo de gravar as coisas. A opinião de algumas pessoas que assistiram o Voliminal, é que não entenderam nada, por causa da forma que seguem as cenas e da arte contida. Mas eu tento reprogramar o que as pessoas pensam sobre essa banda em suas mentes. É isso que me anima. É isso que eu gosto de fazer, e eu vou continuar fazendo isso, não importa se a gravadora aceitará ou não, ou se minha banda aceitará ou não, ou até mesmo se o mundo aceitará ou não, eu vou continuar fazendo isso. Eu realmente não me importo, porque eu sou guiado por essas visões. Eu sou obrigado. Eu vejo metáforas e meu trabalho é ligar os pontos, então em muito breve os pontos se transformam num pensamento conceitual de uma hora e meia. Mas eu amo isso, e estou trabalhando em algumas coisas atualmente, mas isso leva tempo. Estou constantemente coletando, e eu acho que isso é meia batalha. Estou sempre coletando shows do Slipknot. É uma questão de esperar pela inspiração, algo diferente do que nós fizemos surge, e quando surge, eu conecto os pontos, e se tudo der certo, todos se identificam.






Dirty Little Rabbits terá outro EP em breve, certo?






Sim, nosso primeiro EP chamado 'Breeding', teve três músicas, e nós fizemos algumas turnês. Tivemos um EP chamado 'Simon' lançado dia 27 de Janeiro, e nós vamos lançar nosso álbum inteiro por volta de 7 de Abril. Dirty Little Rabbits é mais egoísta. Como eu já disse antes, eu sou apenas um nono de Slipknot. E o Dirty Little Rabbits é a música que eu quero fazer, é a música que eu quero apresentar, e é a música que eu quero compôr.






Você alcançou o equilíbrio na vida, e isso é mais do que a maioria das pessoas pode dizer.






Eu tenho essas duas realidades, e elas são completamente o oposto da outra. Quando estou no Slipknot, eu me movo numa direção, então é mais fácil seguir em outra direção, pois está do lado contrário. Ambas movem-se em direções opostas tornando muito fácil entrar naquela espaçonave e seguir em outra direção.






Como é a preparação para a turnê pra vocês, o aspecto físico disso pra você, é mais intenso do que outras bandas? O que você faz em relação a alguma preparação física ou mental?






Nós temos um ditado que sempre dizemos um ao outro, "Você não vai escapar disso." Dito isso, você simplesmente tem que mergulhar de cabeça. Para essa turnê que estamos prestes a fazer, nós passamos duas semanas no Japão, uma semana na Nova Zelândia e Austrália, e sete semanas na Europa. Se não se sabe o que vamos fazer agora, também podemos sair do jogo. Tivemos quase cinco semanas de descanso, e vamos nos reunir no dia 20 de Janeiro e ensaiar por umas três ou quatro horas, tirar o dia 21 de folga, e dia 22 nós saímos de Des Moines ao meio dia para o ensaio em St Paul, MN, que é onde será o primeiro show, e então vamos ensaiar das 5 às 9. Serão dois ensaios, e não serão à caráter, então não estaremos sobre pressão. Dia 23 será o primeiro show, e goste você ou não, se prepare porque você não vai escapar disso.Somos mágica, essa é a real insanidade do que acontece e da dor envolvida. Quando você se apresentar no dia 23 e meter a máscara na cara, muita dor vai rolar. Mas essa dor que exigimos, é a dor que inventamos. É a dor que só nós conhecemos. Ninguém no mundo jamais saberá como é ser o Slipknot, e isso é metade da excitação e metade do desafio é se tornar o Slipknot novamente. Não dá pra se preparar pra isso; não dá pra treinar para o show, porque é muita adrenalina e muitas outras coisas que ocorrem








Como você vê o Slipknot se encaixando na cena músical atual?








Eu ouço todo mundo reclamar que a indústria é isso ou como os fãs estão roubando música da internet e como determinada gravadora deixa 250 pessoas irem. Esse negócio da música não está funcionando, e todos estão fazendo 360 acordos, e agora as gravadoras tem que estar envolvidas com merchandising, quando normalmente eles se divertiam com isso. Eles tem que ter uma parte das vendas da banda, das publicações e turnês, as gravadoras estão se envolvendo com o gerenciamento, porque ninguém consegue perceber essa porra. O que eu estou dizendo é que tudo pode ser ruim, mas o amor pelo rock 'n' roll está maior do que nunca. Na sociedade atual, com o que está acontecendo e com o mundo estando uma bosta como está, e todas as merdas que nós temos que ver, a necessidade pela música é maior do que nunca, e eu acredito que o Slipknot está no topo. Não existe nenhuma outra banda, não existe outra forma de arte... nada nesse mundo inteiro se aproxima de nós! Nós somos o nosso próprio negócio, somos especiais. Eu estarei aqui por muitos, muitos anos ainda, se tudo der certo. E eu nunca sei quando isso vai acabar. Eu não sei se as coisas irão mudar, devido aos obstáculos que eu enfrento. Um dia, eu poderia querer sair da banda só porque se tornou muito surreal e é difícil, mas eu consigo administrar isso.Então eu nos vejo... somos excelentes, estamos no topo. Posso dizer que, porque nossos fãs são verdadeiros, nada do que nós fazemos é uma mentira, nós tocamos música extrema, e temos um show extremo. Quero dizer, eu conheço bandas que têm três integrantes, e elas duram dois anos, e de repente, eles tem divergências musicais. Eu cuspo nessas bandas. Eu cuspo nessas bostas! Todas essas bandas que estão tentando ter a repercussão dos Beatles, tentando recriar alguma melodia e tentando recriar os Beatles, eu cuspo nessa merda também! Nós somos uma cultura, o Slipknot é uma cultura. Nos identificamos com a vida do ser humano que tem dor, e precisa se livrar dela, e olham para nós para se livrar disso, pra expor suas paixões. Então eu nos vejo dessa forma, e não me importa quem você é ou o que você fez, venha assistir um show do Slipknot e veja o que você não está fazendo. Nós somos a realidade. Eu nos vejo como algo muito necessário para este mundo. Eu poderia me importar menos se o negócio do rock n'roll estivesse fracassando, isso não tem nada a ver conosco, porque não estamos fracassando. Eu vou aos shows e as pessoas estão lá, porque isso é verdade e é necessário. Nós vamos continuar fazendo isso até não conseguirmos mais fazer, nós vamos parar e desaparecer, mas eu não vou sentar e ficar choramingando.Eu não sou música tradicional, eu não tenho nada além porque sou grande agora, e quando não for mais, vou desaparecer - Como nove em dez bandas que estão por aí. Eles chegam com seus truques e porcarias e pronto. Onde eles estão agora? Bem, eu contarei onde nós estamos, nós continuamos fazendo exatamente o que temos feito por dez anos, mas estamos cada vez melhor. Eu não tenho mais tempo pra discutir com ninguém sobre o que é o Slipknot, nós somos o que somos e essa é a realidade.