15 de jan. de 2009

Mantenha este dia na memória!


Na revista britânica Front Magazine deste mês tem uma matéria de 6 páginas com o vocalista do Slipknot Corey Taylor, onde ele revela algumas coisas, como uma "surpresa" pro dia 09/09/09.Confira abaixo:
'ALL HOPE IS GONE' ATINGIU O PRIMEIRO LUGAR NA BILLBOARD. ESSA MÚSICA EXTREMA É AGORA MAINSTREAM?
"Definitivamente chegou a este ponto, e eu conheço muita gente que nos deu muitos créditos por isso. O metal sempre foi um gênero que vai quebrar barreiras e depois retornar ao underground. Quem sabe quanto tempo isso vai durar?Mas claro, no verdadeiro estilo Slipknot, nós tivemos que conquistar isso, eles estavam prontinhos pra entregar para o rapper The Game. (que a princípio tinha levado o topo por 13 cópias a mais, mas após uma recontagem, o Slipknot assumiu o topo por uma diferença de 1134) Vai se foder! Nós acabamos com a festa dele, você tem que ter um pouco de crueldade em si pra ter sucesso nesse negócio".
QUE CAMINHO SEGUIRÁ O SLIPKNOT DEPOIS DE UMA COISA COMO ESSA?
"Nós temos muitos planos. Porra, a cinco anos atrás nossos planos eram apenas de permanecermos vivos, mas criativamente acho que estamos começando a ver o potencial de até onde podemos ir. Continuamos podendo escrever as coisas pesadas tão bem quanto, se não melhor, do que a maioria das pessoas, mas o lado melódico que está começando a me animar. O legal é que desde o começo nós decidimos não permitir que as pessoas descubram o que vamos fazer, e eu acho que essa foi nossa vantagem por todos estes dez anos. Nós estamos planejando algo para o dia 09/09/09. Temos algumas idéias e todas elas são boas, então estamos vendo se conseguimos englobá-las em apenas uma grande idéia. Mantenha esse dia na memória, porque este será o nosso dia".

Mick Thomson autografando no NAMM




O guitarrista Mick Thomson estará distribuindo autógrafos no estande da Ibanez Guitars na exposição do NAMM (National Association Of Music Merchants) deste ano, no qual acontecerá do dia 15 ao dia 18 deste mês, em Anaheim, California.No site oficial da Ibanez consta a tarde de autógrafos para às 14:00 horas (horário dos EUA).

Joey: "Nós voltaremos à América do Sul em Junho"





O site si.clarin da Argentina entrevistou recentemente o baterista Joey Jordison, que falou sobre o All Hope Is Gone, e prometeu a banda na América do Sul no mês de Junho. Confira a matéria completa abaixo:"Vão à merda. Sabe o que acontece? Eu te digo do fundo do meu coração, ninguém nunca terá a mínima idéia do que isso significa, a dor que sofremos cada dia de nossas vidas", diz Joey Jordison, baterista e fundador do Slipknot, falando ao telefone sobre todos que falam mal deles por usarem máscaras no palco, "Eles não entendem nada. Após dez anos de carreira, ainda existem aqueles que dizem coisas estúpidas. As máscaras nos ajudaram a criar algo que é completamente monstruoso. Eu gostaria de ver todos esses que criticam tentando fazer o que fazemos. Não somos uma banda fácil de ser."
É mais uma exigência própria ou de outras pessoas?
"Ambos. Mas todos nós desejamos tudo pela banda. Atualmente estou tocando com um tornozelo quebrado. Shawn quebrou a cabeça duas vezes, Jim já tocou com uma mão quebrada e Corey já ficou sem voz diversas vezes e se comunicava escrevendo em bilhetes, mas no palco ele era o mesmo."
É difícil a convivência entre nove integrantes?
"Lógico, nós temos nossas diferenças. Como somos todos de Des Moines, somos uma espécie de gangue. Tem hora que nos matamos e tem hora que ficamos orgulhosos do que os outros fazem."O novo álbum do Slipknot tem um título chocante: All Hope Is Gone ("Toda a esperança se foi"). "Compusemos muito nas turnês", diz Joey. O álbum também carrega uma peculiar canção chamada 'Snuff'. "Eu sei que não é muito comum pra nós, mas já tivemos 'Prelude' e 'Circle', que são bem calmas. Mas 'Snuff' é uma bela história. Corey não costuma compôr canções, então é bem raro quando ele decide fazer isso. Quando ouvimos a versão final, haviam lágrimas em seus olhos e eu disse, 'Isso é exatamente o que ele tinha em mente.' Foi muito forte."
Mas ao mesmo tempo, existem músicas completamente agressivas, como 'Gematria' ou 'Butcher's Hook'.
"E é ótimo atingir esses extremos. 'Gematria', por exemplo, começa com uma introdução de bateria que é absolutamente forte. E eu tive que reescrever toda a 'Butcher's Hook' porque os caras não tinham gostado da versão original. Eu os xingo até hoje por isso." (Risos)"All Hope Is Gone foi o disco gravado com mais rapidez. Me lembra um pouco o primeiro álbum, que foram gravadas sete músicas em um dia, e nós dizemos 'Parem um pouco!'. Foram 3 dias pra gravar todas as partes da bateria."
Falando do primeiro álbum, qual é o problema? Porque não reeditam?
"Era uma banda totalmente diferente. Não que eu não esteja orgulhoso, muito pelo contrário, mas não me parece correto. Naquela época, o único problema era que a banda não tinha um estilo próprio sem passar por todos os outros. Era como se Mr. Bungle tivesse criado o death metal."
Você sente falta daquela época?
"Não, nunca olho pra trás. Desde os tempos do The Pale Ones, que era apenas Paul e Shawn, que, diga-se de passagem, eram horríveis (Risos), sempre soubemos que isso valia mais. O fogo continua lá, continuamos deixando rastros de cinzas e chamas por onde passamos."Dentro do metal, Joey Jordison parece ter um nome respeitado. "Estou muito lisonjeado por existirem pessoas que dizem coisas como que sou o melhor baterista da minha geração, algo que eu mesmo não acredito. Sim, tenho muita dedicação, faço meus exercícios todo santo dia. Até mesmo quando quebrei o tornozelo em Setembro."
E como conseguiu superar?
"Não sei. Ninguém achou que eu conseguiria, mas eu consegui. Eu me lembro que Mike Portnoy (baterista do Dream Theater), um irmão que eu admiro muito, quando me viu disse, "Que merda! O que você vai fazer todo esse tempo sem tocar?", eu disse "Olha." E comecei a tocar bateria. Quando terminei, ele estava paralizado e disse, 'Eu jamais teria notado a diferença.'"Não houve a necessidade de fazer a pergunta de sempre, ele mesmo já disse: "Nós voltaremos à América do Sul em Junho. E eu te digo isso, apesar de parecer que estou blefando, e apesar de saber que todo mundo diz isso pra soar agradável, eu te garanto: Lá aconteceram os melhores shows que já fizemos. Em Bogotá por exemplo, me lembro que tocamos por três horas, e durante todo o tempo, tudo que nós ouvíamos era o grito da galera. Desafiaram a segurança e se amontoaram como formigas. Pensávamos que alguém tinha morrido."Fonte: si.clarin.com em 09/01/09. "

Corey Taylor na Metal Hammer



Na última edição da revista britânica Metal Hammer contém uma entrevista conjunta com o vocalista do Slipknot, Corey Taylor e o vocal do Machine Head, Robb Flynn sobre a recente turnê mundial de suas respectivas bandas.Confira a capa da edição abaixo:






Enquete do Grammy na Fuse

A Fuse está promovendo uma enquete como contagem regressiva para o Grammy. O Slipknot está novamente pedindo a ajuda dos fãs na votação, então acessem a Fuse e votem no Slipknot na categoria 'Melhor Grupo de Metal'. No dia 2 de Fevereiro, a Fuse exibirá um Top 10 no especial de contagem regressiva para o Grammy.A 51ª edição do Grammy acontecerá dia 8 de Fevereiro no Staples Center em Los Angeles, Califórnia. A banda disputa com Dragonforce, Judas Priest, Metallica e Ministry na categoria "Melhor Performance de Metal" com o clipe de "Psychosocial".Vote quantas vezes quiser.

Slipknot no Madison Square Garden

O show será dia 05 de Fevereiro de 2009.
Para ver o vídeo clique aqui.

11 de jan. de 2009

The Eye of a Clown: All of Life and Death





Antes de comentar sobre a foto dessa semana do Shawn Crahan, temos um anúncio. O EP "Simon" da banda paralela de Shawn, o "Dirty Little Rabbits" já pode ser comprado em pré venda por US$5.99 ou junto com uma camiseta da banda por US$10,99 aqui. O link também disponibiliza previews das 6 músicas do Ep que sai dia 27 de janeiro.Agora vamos a foto:Essa é uma still muito inspirada por H. R. Ginger, e o meu amor por ele, seu surrealismo, profundidade, sexualidade, fantasia e imaginação. Então isso é muito inspirado por ele desde os ovos até o metal e se você virasse isso, ia ver que eu estava tentando representar uma vagina e um clitóris. Mas também são aliens e um caracol, é a morte e dentes. É tudo e qualquer coisa que você quer que seja, não é nada que você não queira e eu enfrentaria um tribunal pra dizer que eu não sei o que é isso. Ai está.É uma parte muito importante de mim e do meu trabalho, e me foquei nisso por muito tempo. É uma única foto feita com vidro e uma série de coisas que a fez funcionar. É algo que eu colocaria para vender em uma galeria e teria 1,20m por 1,20m. Seria enorme. Todas as minhas coisas precisam ser grandes. Essa é uma idéia extremamente conceitual e é basicamente o jardim do éden.
Fonte: HeadbangersBlog

9 de jan. de 2009

Entrevista com Clown em Londres 03/12/08

O Slipknot se apresentou três vezes em Londres no início de Dezembro de 2008. Momentos antes do último show, Clown cedeu uma entrevista para o NME.com, acompanhe o vídeo legendado abaixo:
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Slipknot em coletânea 'romântica'

A coletânea It's A Misery Business, que será lançada em breve no Reino Unido, aposta em nomes de diversas cenas do rock para trilha do próximo Dia dos Namorados.

A tracklist completa abrange nomes como Slipknot, Nickelback e Paramore. Confira abaixo:

1. Nickelback - Something In Your Mouth
2. Paramore - Misery Business
3. Slipknot - Dead Memories
4. Atreyu - Doomsday
5. Gallows - Orchestra Of Wolves
6. Kill Hannah Lips - Like Morphine
7. Elliot Minor - Jessica
8. Panic At The Disco - I Write Sins Not Tragedies
9. Cobra Starship - Guilty Pleasure
10. Simple Plan - Your Love Is a Lie
11. Madina Lake - Pandora
12. Kids In Glass Houses - Girls
13. Fighting With Wire - Everyone Needs A Nemesis
14. Biffy Clyro - Mountains
15. Billy Talent - Try Honesty
16. A - Better Off With Him
17. Jacks Mannequin - The Mixed Tape
18. Cute Is What We Aim For - Loser
19. Amanda Palmer - Leeds United

Fonte: Enter Magazine

Paul Gray na 'Kerrang!' da semana




Na revista gringa 'Kerrang!' deste dia 7 de Janeiro há uma matéria onde diversos artistas dão dicas de como poupar seu dinheiro para o novo ano que se inicia. Entre eles, estão Paul Gray, baixista do Slipknot. Veja uma miniatura da matéria acima.

A revista ainda traz um poster duplo do baterista Joey Jordison.

Se conseguirmos os scans, postaremos a tradução da matéria. Enquanto isso, veja a capa da última edição :

Novas fotos promocionais

O fotógrafo americano John McMurtrie postou em sua página pessoal(http://picturedesk.co.uk/) algumas fotos promocionais novas do Slipknot. A galeria contem também algumas fotos do backstage da banda.
Veja as fotos nos links abaixo:

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6 de jan. de 2009

Artistas da Roadrunner Records elegem os melhores de 2008

O site oficial da Roadrunner Records foi atualizado com um ranking dos melhores álbuns de 2008, de acordo com alguns de seus artistas, incluindo membros do Machine Head, Megadeth, Devildriver, Killswitch Engage e Trivium.

O último álbum do Slipknot 'All Hope Is Gone' está entre diversas listas feitas pelos famosos. Veja algumas a seguir:


Shawn Drover (MEGADETH)
01. CYNIC - Traced in Air
02. TESTAMENT - The Information Damnation
03. MESHUGGAH - Obzen
04. CHILDREN OF BODOM - Blooddrunk
05. OPETH - Watershed
06. EVERGREY - Torn
07. BLOTTED SCIENCE - The Machinations of Dementia
08. AIRBOURNE - Runnin' Wild
09. INTO ETERNITY - The Incurable Tragedy
10. BRAIN DRILL - Apocalyptic Feasting


Frédéric Leclercq (DRAGONFORCE)
01. GUNS N' ROSES - Chinese Democracy
02. DISTURBED - Indestructible
03. SLIPKNOT - All Hope Is Gone
04. CYNIC - Traced in Air
05. CRADLE OF FILTH - Godspeed on the Devil's Thunder
06. ULTRA VOMIT - Objectif Thunes
07. SEBASTIEN TELLIER - Sexuality
08. ALICE COOPER - Along Came a Spider
09. MOTLEY CRUE - Saints of Los Angeles
10. METALLICA - Death Magnetic


Matt Heafy (TRIVIUM)
01. COLDPLAY - Viva La Vida
02. COLDPLAY - Prospekt's March
03. MAXIMUM THE HORMONE - Tsume Tsume Tsume
04. LONDON SYMPHONY ORCHESTRA - Mozart's Requiem
05. GOJIRA - The Way Of All Flesh
06. AMON AMARTH - Twilight of the Thunder God
07. SLIPKNOT - All Hope Is Gone
08. OPETH - Watershed
09. METALLICA - Death Magnetic
10. TRIVIUM - Shogun


Robb Flynn (MACHINE HEAD)
01. ALL SHALL PERISH - Awaken The Dreamers
02. METALLICA - Death Magnetic
03. TRIVIUM - Shogun
04. WINDS OF PLAGUE - Decimate The Weak
05. LIL WAYNE - The Carter III
06. LA COKA NOSTRA - A Brand You Can Trust
07. SLIPKNOT - All Hope Is Gone
08. WHITECHAPEL - This Is Exile
09. MESHUGGAH - Bleed
10. BLEEDING THROUGH - Sister Charlatan


Joel Stroetzel (KILLSWITCH ENGAGE)
01. KINGS OF LEON - Only by the Night
02. RYAN ADAMS AND THE CARDINALS - Cardinology
03. RADIOHEAD - In Rainbows
04. TOMMY EMMANUEL - Center Stage
05. ALL THAT REMAINS - Overcome
06. NICK CAVE AND THE BAD SEEDS - Dig, Lazarus, Dig!!!
07. Augustana - Can't Love (Can't Hurt
08. IN FLAMES - A Sense of Purpose
09. NADA SURF - Lucky
10. RAY LAMONTAGNE - Gossip in the Grain


Paolo Gregoletto (TRIVIUM)
01. METALLICA - Death Magnetic
02. MACHINE HEAD - The Blackening Special Edition
03. COLDPLAY - Viva La Vida
04. GOJIRA - The Way of All Flesh
05. SLIPKNOT - All Hope Is Gone
06. AMON AMARTH - Twilight of the Thunder God
07. PROTEST THE HERO - Fortress
08. AC/DC - Black Ice
09. OPETH - Watershed
10. TRIVIUM - Shogun


Max Cavalera (SOULFLY; CAVALERA CONSPIRACY; SEPULTURA)
01. BAD BRAINS - Build a Nation
02. DISFEAR - Live the Storm
03. GOJIRA - The Way of All Flesh
04. GOGOL BORDELLO - Gypsy Punks
05. TURBO TRIO - Turbo Trio
06. INCITE - Divided We Fail
07. AGNOSTIC FRONT - Warriors
08. AMON AMARTH - Twilight of the Thunder God
09. AGORAPHOBIC NOSEBLEED - Insect Warfare
10. HIRAX - The New Age of Terror


Justin Foley (KILLSWITCH ENGAGE)
01. CYNIC - Traced in Air
02. MESHUGGAH - Obzen
03. CULT OF LUNA - Eternal Kingdom
04. SIGUR ROS - Með Suð Í Eyrum Við Spilum Endalaust
05. GOJIRA - The Way Of All Flesh
06. MOGWAI - The Hawk Is Howling
07. NINE INCH NAILS - The Slip
08. UNDEROATH - Lost In The Sound Of Separation


Michael Spretizer (DEVILDRIVER)
01. THE BIRTHDAY MASSACRE - Walking With Strangers
02. AMON AMARTH - Twilight of the Thunder God
03. MINDLESS SELF INDULGENCE - If
04. ALL THAT REMAINS - Overcome
05. GOJIRA - The Way of All Flesh
06. IN FLAMES - A Sense of Purpose
07. CHILDREN OF BODOM - Blood Drunk
08. OPETH - Watershed
09. RAUNCHY - Wasteland Discotheque
10. TESTAMENT - The Formation of Damnation


Jonathan Miller (DEVILDRIVER)
01. IN THIS MOMENT - Dream
02. GUNS N' ROSES - Chinese Democracy
03. SLIPKNOT - All Hope Is Gone
04. SHINY TOY GUNS - Seasons of Poison
05. ENYA - ...And Winter Came
06. ALL THAT REMAINS - Overcome
07. METALLICA - Death Magnetic
08. ALL SHALL PERISH - Awaken The Dreamers
09. MUDVAYNE - The New Game
10. TRIVIUM - Shogun


Fonte: Blabbermouth.net

Dirty Little Rabbits lançará o EP 'Simon' dia 20/01






Dirty Little Rabbits, banda paralela de Shawn Crahan, lançará um novo EP entitulado "Simon" dia 20 de Janeiro pela gravadora The End. O CD foi gravado no estúdio Sound Farm, onde também foi realizada a gravação de All Hope Is Gone.


Tracklist do EP "Simon":

01. Poor Poor Woman with Her Head in the Oven
02. You Say
03. Hello
04. I'm So Beautiful
05. Happy
06. Same Mistakes


O Dirty Little Rabbits é o meu novo Slipknot. Eu toco bateria, escrevo músicas e eu esperei a vida inteira pra estar numa banda como essa. Eu sempre quis estar numa banda com vocal feminino porque eu quero representar o mundo todo, homens e mulheres. Essa vai ser a banda que eu vou ter até o final da vida. - Shawn.



Obs.: "Simon" é o nome do filho caçula de 4 anos do Shawn.

Corey fala sobre futuro álbum solo para a Kerrang desta semana

Na última edição da 'Kerrang!', Corey Taylor fala sobre seus planos de fazer um álbum solo.

"É algo que eu quero fazer unicamente por mim mesmo. Algo que eu quero lançar antes de até mesmo pensar em fazer alguma outra coisa. Algumas delas são músicas que eu escrevi há muitos anos e nunca foram finalizadas, mas existem também muitas que escrevi ano passado ou recentemente". Explica ele.

Corey tem por volta de 50 canções que ele esteve trabalhando para fazer este álbum.

Se conseguirmos o scan em tamanho maior, postaremos a tradução. Aguarde.

Veja abaixo a capa desta edição:




Review do Slipknot na Metal

Na última edição da revista Metal Hammer foi publicado um review do show do Slipknot com o Machine Head na Finlândia. Confira um trecho da matéria:

O camarim do Slipknot é inacessível antes dos shows. Não que eles sejam estrelas, longe disso, - Corey nos pergunta sobre uma questão de álgebra que comentamos em outra entrevista.- é porque tentar colocar mais gente em um camarim modesto com nove caras da banda, mais as namoradas e a equipe deles, fica meio apertado. Metade da banda nem está interessada nos holofotes. "Craig Jones (133) está la fora na platéia do Machine Head" nos informa a moça da equipe. Para ser honesto, eu não reconheceria o Craig nem se eu caísse sobre ele. "Ninguém reconheceria, ele gosta assim"

Thanks to OpiumofthePeople.net

Matéria com o Corey na RockSound de Dezembrohttp://flog.clickgratis.com.br/slipilove/248475 traduzida






A edição de dezembro da revista RockSound traz uma matéria com Corey Taylor, onde ele fala bastante da vida pessoal, o pai, o divórcio, os filhos e as mudanças na vida.


Confira a tradução da matéria abaixo:
A vida nem sempre foi fácil para o vocalista Corey Taylor, mas ele está muito bem agora. A Rock Sound descobriu como ele superou tudo.

Mês passado a filha do Corey fez 16 anos. O próprio vai celebrar o aniversário de 35 dia 08 de dezembro desse ano. Mesmo sabendo da sua existência, o vocalista de uma das bandas mais importantes do mundo, só há conheceu 5 anos atrás. Finalmente se sentindo confiante ele deu os passos pra reconstruir esse laço que não existia desde que ele tinha 19 anos. Sem saber que seu pai biológico era uma celebridade, a música favorita de Angelique no momento era cantada por ele; ela gostava tanto de "Bother" que havia estudado para tocá-la em um projeto na escola. A primeira vez que eles se conheceram foi, como vocês podem imaginar, com muito nervosismo.

"Os dois estavam muito nervosos de finalmente estar lado a lado, mas com o tempo a gente ficou mais próximo conforme ela crescia, agora estamos num ponto em que saímos pra comer, passeamos e passamos um tempo juntos. Não fazemos só coisas de pai/filha o tempo todo, ela consegue conversar comigo sobre coisas que não fala com mais ninguém, ela está passando por muita coisa que eu passei e eu entendo isso. É uma relação muito especial mesmo".


Na última década, Corey enfrentou muita coisa da sua vida pessoal: apenas meses depois de conhecer a filha, ele conheceu o pai que nunca havia visto, através de um detetive particular contratado pela sua ex-mulher. Nessa época estava em turnê com o Stone Sour e Corey parou de beber depois que seu estilo de vida estava afetando a sua casa. Quase que em sequência, Corey se divorciou da esposa, deixando seu filho Griffin de cinco anos dividindo o tempo entre viver com o pai ou com a mãe e a meia-irmã (filha da ex-esposa do Corey com outra pessoa).
Musicalmente, naquela época ele havia feito turnês pelo mundo com duas bandas diferentes, passado todo esse tempo se mudando de casa em casa, estado e estado, ganhando uma estabilidade familiar e logo depois perdendo. Isso teve um impacto sobre ele, revendo o passado e o relacionamento com a ex mulher e a nova estabilidade que ele encontrou, ele sabe que isso teve um impacto.

"Foi muito brutal, como aquelas coisas que você faz sem pensar... como vou explicar isso? Eu acho que procurava a estabilidade de um jeito tão forte, que estava disposto a ignorar muita coisa sobre as nossas personalidades que simplesmente não batiam, isso fez com que eu me comportasse de maneiras horríveis. Eu fiz muita merda que não me orgulho enquanto estávamos juntos."

Colocando a infidelidade como um grande motivo, a procura por estabilidade também teve um impacto grande no fracasso de seu casamento, mas Corey tem certeza que isso não afetará seu filho.

"Agora eu vejo que estabilidade é um estado da mente. A segurança de uma pessoa é a insegurança de outra, e pra mim, apenas o fato de que eu posso sustentá-lo e nunca faltar com amo - mesmo não estando lá e ele com a mãe e a irmã - dá uma segurança que eu nunca tive com os meus pais. Pra mim isso é o mais importante e eu estou seguro de que ele vai ficar bem. Por sorte, toda essa merda que eu passei ou foi quando ele era jovem demais ou antes de ele nascer, então essa é a grande diferença. Eu estou feliz de ter mudado e que agora ele consegue ver e lembrar disso."


A mudança tinha afetado o vocalista desde sempre. Todo o tempo que ele passava na estrada era festejando ou com raiva. Foi em 2006 - no ápice da turnê do Stone Sour - que ele percebeu que se focar nas coisas negativas não era bom pra ele. Ele se focou nas coisas positivas, no fato de que as bandas dele eram um sucesso mundial, o que mostrava que ele tinha muito pra agradecer na vida, e se livrar das coisas negativas, incluindo seu casamento foi difícil, porque ele já conhecia a esposa bem antes de ficar com ela. Eles haviam ultrapassado a linha entre amizade e intimidade?

"Acho que isso aconteceu por causa do meu estado de espírito quando estávamos juntos, eu tinha criado um ideal de como eu a via, ao invés de aceitar pelo que ela era, então ao invés de ter aquele tempo pra se conhecer, onde você vê se da certo ou não, eu acordei e percebi que a pessoa que eu estava, não era quem eu pensava. Nós éramos muito jovens na época e não conseguimos perceber isso e ter a força de falar que não estava funcionando. Ao invés disso nos passamos muito tempo tentando fazer isso dar certo e foi culpa dos dois"

Depois do fim da turnê, Corey voltou a Des Moines em Iowa e se afundou em trabalho, produzindo, escrevendo e sendo um pai. O que aconteceu na vida pessoal dele fez uma mudança em seu personagem, nos últimos dois anos ele escreveu entre 40 e 50 músicas, incluindo faixas para outras bandas (no dia dessa entrevista, Corey estava fazendo melodias para o Anthrax e o Halestorm) e tendo idéias para filmes. Corey nos disse que nunca esteve tão criativo.

"Eu estava ocupado o tempo todo porque eu achei toda essa energia e uma nova saída de uma vez, era como se tudo aquilo que eu sempre repreendi fosse eu mesmo, não tem motivo pra nunca ter feito isso antes, mas tive que me afastar e ficar sozinho para perceber isso. Os últimos dois anos foram literalmente os mais produtivos, expressivos e criativos da minha vida!"

De volta a 2000, quando ele pisou na Inglaterra pela primeira vez para fazer o show do Slipknot em Astoria (Londres). Corey parecia estar no limite, brincando constantemente com os anéis em seus dedos e admitindo que sofre de transtorno obsessivo compulsivo. Sabendo que ele é um homem mudado, tanto mentalmente como fisicamente - Corey estava mais magro e em forma do que uns anos atrás - ele se lembra de quando era mais jovem:

"Sem querer parecer estranho e maluco, mas eu realmente me entendo agora. Estou em paz com o fato de que tem coisas em mim que são uma merda e coisas que são maravilhosas.
Acho que minha auto-estima estava muito baixa naquela época, mas eu pensava que se eu elevasse meu ego dizendo 'Ei olhem pra mim, sou um ótimo compositor e vocalista' eu estaria me gabando. Era mais confortável ver a parte ruim. Nos últimos anos eu achei aquele meio termo. Eu estou confortável com o fato de que tenho muitos talentos e muitos defeitos, e pra mim isso foi libertador, ao invés de me focar nas merdas que eu fiz, eu me foco no futuro e onde isso pode me levar."

Enquanto a mudança foi um fator chave na vida dele, algumas coisas ainda estão iguais. Ele ainda sofre do transtorno obsessivo compulsivo? Aparentemente sim, mas agora é por limpeza. Com os CDs e DVDs em ordem alfabética e as revistas guardadas em caixas, a casa do Corey é curiosamente muito limpa.

"Hoje em dia eu só fico obcecado em limpar a minha cozinha ou passar aspirador de pó nos lugares e merdas assim, é incrível pra onde essa energia vai!"

Curiosamente, o pesadelo constante de Corey deixou de ser dirigir um carro preto por uma montanha, e passou a ser a segurança de Griffin. Isso é uma coisa que ele coloca como a importância de ser pai e cuidar do filho.
Em 1999 Corey tatuou dois símbolos chineses no pescoço, um com a palavra "pai" e outro com a palavra "morte", o simbolismo dos dois também mudou recentemente.


"Eles representam pra mim, ser aquele cara, ser o pai. Até o dia que eu morrer, é isso que significa. O significado era outro quando fiz as tatuagens, era mais sobre entender o que era um pai e como ter um pai e conseguir passar a minha vida toda tentando entender isso. O que eu não sabia era que você precisa ser um pai primeiro, e mesmo tendo uma filha mais velha que já era viva naquela época, eu não era parte da vida dela e não sabia como era isso."

Eu comecei de verdade quando Griffin nasceu, você precisa saber o que está fazendo, você é o cara na vida dele: você é o exemplo, e se você não souber o que está fazendo, ele não vai saber também."

Nunca ter conhecido o pai enquanto crescia, ficamos curiosos em saber o que ele achava do pai ter sido ausente depois dessa declaração. Corey não tinha nada além de coisas boas pra falar, mas confessa que o sucesso dele no Slipknot provavelmente fez as coisas ficarem mais fáceis.

"Eu tenho que dizer que se eu tivesse tido uma vida diferente e conhecido meu pai, talvez eu não tivesse dado certo, vamos ver dessa forma."

Atualmente aproveitando um novo amor na vida, Corey diz que é muito sério, mas não diz mais nada para não estragar. Musicalmente ele está ótimo também.

Com um álbum em primeiro lugar no mundo e o décimo aniversário do primeiro álbum do Slipknot ano que vem, nem ele e nem a banda mostram sinais de um fim.

"Nós somos o número um, temos 10 anos nisso e ainda somos os mesmos caras de quando o primeiro álbum foi lançado. Isso pra mim é uma história tão simples sobre onde eu estou na vida agora. Quanto mais velho eu fico, mais feliz eu fico com o que faço, e quanto menos eu me importo com o que as pessoas pensam, com mais energia eu fico.
Eu não acho que tem um fim, acho que eu ainda não alcancei tudo e sentir isso é muito bom."

Corey conclui que não existe um segredo para se sentir assim, é mais sobre pegar o que a vida te dá.

"Tem ciclos e testes que todos enfrentam na vida. Começa quando você é um adolescente e, dependendo de onde você está, ou você passa ou falha. Então você pode ficar nessa fase por um bom tempo, tem gente com 40 anos de idade que ainda age como se tivesse 16. Eles não passaram em certos testes e estão amaldiçoados a cometerem os mesmos erros. Pra mim, eu acho que passei em muitos desses testes que eu me submeti e também nos testes que a vida me deu. Acho que posso olhar pra trás e me sentir muito bem onde estou agora e o que eu fiz. Eu fiz muita coisa, sem levar em conta as coisas que eu não me orgulho. Tem uma diferença entre não ter orgulho e viver com arrependimento e honestamente, eu sei os dois arrependimentos na minha vida, e eu consigo conviver com isso."


Corey sobre:
Atuar

Quando criança, Corey sempre sonhou em ser um ator. Atualmente ele escreve roteiros, mas os sonhos de ser um ator de comédia nos palcos ou nas telas ficaram de lado.

"Sou um vocalista. Você precisa ser um lado comediante e outro lado alguém que provoca as pessoas a ter raiva, então estou tentando fazer isso afora. Se eu fizer um filme, eu queria ser o assassino ou a vítima, eu adoraria fazer isso, um filme de terror clichê onde eu seja assassinado no portão, a primeira vítima e a que mais sofre, acho que isso ia ser muito divertido!"



O sucesso e a longevidade do Slipknot

"Nada do que conquistamos veio fácil. Nós precisamos trabalhar por tudo isso e sempre tenho o sentimento de que eu queria que tivesse sido mais fácil. O fato de que nós conseguimos me faz ver que nunca vai acabar. Não tem política envolvida nisso e quando é você que conquista, é algo que fica contigo pra sempre."



New Metal e rumores de separação

"Quando nós aparecemos, fomos classificados como new metal por cinco anos e demorou muito pra pararem com isso. Agora e pelos últimos cinco anos, nós estamos lutando para acabar com os rumores de uma separação, coisa que é boa parte minha culpa, e eu sou totalmente responsável por isso.



Downloads

"Acho que as pessoas estão cansadas de pagar por porcaria, por isso o download está assim. Não acho que as pessoas querem pagar por música ruim, eu certamente não faria isso. Tem muitos CDs que eu não compraria porque não quero gastar 1 centavo naquela merda."



O futuro é do metal

"Estamos vendo o ressurgimento da música de verdade hoje em dia, quando um álbum pesado como o nosso pode chegar ao primeiro lugar. Isso significa que tem outra mudança vindo e isso me deixa muito feliz. Significa que a música não é mais Hip-hop e pop. As pessoas querem algo bom de novo."



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4 de jan. de 2009

Tradução da matéria do Slipknot na 'Kerrang!' de Dezembro








A primeira coisa que você ouve é o silêncio. Não tem música alta, nem gritos, nem palavras de coragem, nem batalhas. Ao invés disso, o camarim do Slipknot é um oasis de tão calmo.

Em uma mesa no canto dessa zona calma de paredes brancas, uma cesta com cereais Cap 'n Crunch, um saco de Doritos, um tubo de Pringles, um saco meio comido de biscoitos de chocolate, algumas frutas e pão. Em outra mesa, garrafas de Jack Daniels e Jägermeister intocadas, junto com água, uns saquinhos de chá e uma bandeja com copos. Nada disso parece interessante pra ninguém.

Entrando no camarim, Shawn "Clown" Crahan derruba uma garrafa de água por acidente e chuta para um canto, Paul entra logo atrás, eles riem e Gray senta ao lado da sua esposa loira e muito tatuada, Brenna. A sua esquerda, o guitarrista Jim Root fica quieto folheando uma revista sobre guitarras. Longe de todos, o sampler Craig Jones senta sozinho sem dizer uma palavra.


Em uma sala menor adjacente, o percussionista Chris Fehn se veste para o show, pegando as roupas de uma arara e por último a máscara. Piadas internas, risadas e entre tudo isso um silêncio relaxante e confortável. Nada do que você espera dentro do camarim do Slipknot.
Saia pela porta, por um longo corredor branco e a cena é a Acer Arena em Sydney, com capacidade para 14.000 e não podia ser diferente. A platéia vai à loucura cada vez que ouve algo diferente, cada vez que um roadie entra no palco ou uma luz se acende, o barulho é devastador. Em uma área reservada, Sydneysider Jack Kramme, de 21 anos, está numa cadeira de rodas, o rosto escondido por uma réplica da máscara do vocalista Corey Taylor na época do Iowa, que ele comprou no eBay por US$37.

"Tudo que eu posso dizer, é que hoje a noite nós tomos vamos embora em sacos. Eu idolatro essa banda!" Ele diz, com os olhos arregalados dentro da máscara.

De volta ao camarim, a cena permanece a mesma.

"Fica mais intenso quando está perto" diz o vocalista Corey Taylor, com o rosto coberto por tinta preta e a cabeça raspada pintada de branco. "Quando todas as máscaras estão vestidas, você vai de zero a mil imediatamente. Antes disso tem as piadas, a gente conversa, e essa é uma boa maneira de manter todo mundo bem humorado"

São 21:28, todas as nove máscaras estão nos lugares e o camarim é esvaziado, um segurança grandão invade o corredor e diz que aquela área precisa ser esvaziada também, "Agora" e ele assiste enquanto as pessoas se dispersam e pega um rádio para dar uma mensagem para o engenheiro de som para que toque a última música antes da abertura da banda. A música se chama "For Those About to Rock".

"Pronto, pode tocar AC/DC" ele ordena. "Liberado para rodar AC/DC"

É hora do show.

Volte 2 dias atrás, e a cidade ensolarada de Brisbane está começando a ficar infestada de fãs do Slipknot. Em um trem do aeroporto para a cidade, um deles tira o casaco para mostrar um outro do Slipknot e por baixo uma camiseta do Slipknot. E descendo pelo braço uma tatuagem nova do "S" da banda. Ele veio de Sydney e vai viajar para os 5 shows na Austrália, gastando US$4,500. Ele mal pode esperar para sair do trem, porque está começando a ficar sóbrio. É uma da tarde.

O palco de hoje é o River Stage, com capacidade para 9.000 pessoas é cercado pelo jardim botânico da cidade e o Brisbane River. Um teatro ao ar livre, rodeado por árvores é um cenário simples, e às 4 da tarde, a única coisa que brilha mais que o sol é o barulho que vem da bateria dourada do Joey Jordison.



As melhores fases de 2008
Corey Taylor
All Hope is Gone em primeiro lugar na América.

"Aquilo foi ótimo. E a melhor coisa foi que recebemos tantos emails das bandas e gravadoras do gênero dizendo "Maravilhoso, parabéns" Eu não entendia até alguém me explicar, as pessoas falavam "Antes de vocês conseguirem o primeiro lugar, não era o objetivo de ninguém, era impossível". Agora as bandas de metal têm um objetivo. Foi o álbum mais pesado a ficar em primeiro lugar, e pra gente foi muito importante."


Joey Jordison
Largar as drogas e cuidar um dos outros.

"Nós nos preocupamos com os outros mais que antes. As pessoas não ficam apenas nos seus mundos, somos mais próximos e isso é a coisa que eu mais gosto agora. E todo mundo festeja cara, é a melhor coisa. Nós ainda bebemos, ninguém é santo, mas percebemos que nossos corações não estavam no mesmo lugar. Eu estou ficando mais velho, com 24 anos eu poderia cheirar toda a droga que você colocasse na minha frente sem passar mal. Mas agora não."


Shawn Crahan
O Slipknot ainda estar junto.

"Apenas o fato de ainda estarmos fazendo o que o Slipknot faz, é provavelmente a melhor coisa de 2008. A gente pode até se perguntar o porquê todos os dias, mas estou orgulhoso de tudo isso, ninguém nunca vai tirar isso da gente. Eu estou muito honrado e orgulhoso de estar nessa banda, de ainda estar no verdadeiro Slipknot, isso é de verdade, e nós somos."


Quando Taylor chega algumas horas depois, da pra ver claramente que ele esteve em uma briga. Duas na verdade. A primeira briga foi com os prendedores de cabelo, que quebraram enquanto ele cortava o próprio cabelo, o forçando a pegar uma navalha e raspar todo o cabelo. A segunda oponente foi a mãe natureza, que machucou seus músculos durante a primeira tentativa de Skydive na Nova Zelândia alguns dias atrás. A faixa em volta do seu pulso esquerdo sugere que ele perdeu.

"Era um dia com muito vento, e nós chegamos a 9 ou 12 metros de altura e o vento nos jogou de lado nos balançando e nós caímos no chão, eu caí em cima da minha mão e foi intenso, eu tinha grama saindo do capacete, grama nos meus dentes, não sentia meu dedão e eu ria feito um maluco".

Levando em conta os recentes machucados, agora não era a hora de ninguém do Slipknot tentar pular de pára-quedas, o DJ Sid Wilson ainda se recupera depois de quebrar os dois tornozelos no primeiro dia do Rockstar Energy Drink Mayhem Tour nos Estados Unidos, e o calcanhar esquerdo do Joey ainda esta severamente enfaixado depois que ele o quebrou no fim desse mesmo festival, resultando no cancelamento do Reading e Leeds Festival. Ao mencionar isso ao vocalista, ele solta um riso irritado e explica que apesar dos problemas físicos, tudo anda muito bem no mundo do Corey Taylor. Uma nota pessoal: ele recentemente ficou noivo, e sua noiva Steph o acompanha nessa turnê.

"Eu honestamente nunca achei que me sentiria assim por outra pessoa de novo, eu fiquei sozinho por 2 anos e eu pensei que seria um pai solteiro pelo resto da vida e tinha me conformado com isso. Aí conheci minha garota e foi instantâneo."

O Slipknot anda no mesmo clima contente.

"Eu falo com todos da banda todo dia e é muito bom saber que você tem gente que se importa, agora nós estamos tranqüilos e se achamos que algo vai errado com a banda, todo mundo conversa"

Paul Gray da um sorriso, ele faz isso muito. O baixista está sentado em um camarim branco e grande que serve também de local para a entrevista hoje. Ele diz que 10 anos atrás, a vida na estrada com o Slipknot era agitada, e 5 anos atrás tinha ficado muito obscuro.

"Como é a vida na estrada agora comparada com 5 anos atrás? Eu não uso mais heroína."

Limpo por 2 anos, seu único vício agora são algumas cervejas.

"A heroína fez a turnê mais difícil, principalmente quando era pelo mundo todo, agora é bem mais fácil"

De acordo com o baixista, a droga mais pesada que você vai achar no Slipknot hoje em dia é um pouco de maconha, Corey mal bebe hoje em dia, mas quando tocou com o Machine Head, tiveram alguns dos famosos Brown Eye Cocktails do Robb Flynn depois de cada show.

"Não tantos quando você acha" diz Corey, "Eu não venho bebendo muito porque estou com sinusite desde a semana passada e tomando antibióticos, ainda nos divertimos, alguns caras andam festejando, mas não é nenhuma loucura"

Para Gray, a sobriedade trouxe coisas boas, hoje ele passou o dia com Sid Wilson e suas respectivas parceiras em um santuário de coalas.

"Estou saindo e vendo coisas ao invés de ficar trancado no hotel"

Clown tem uma teoria sobre o porquê a vida no Slipknot está tão calma ultimamente - todos cresceram. Mas isso também tem problemas. Aos 39 anos de idade, a saúde começa a preocupar - ele está batalhando contra uma doença no intestino grosso, a diverticulite - e ele admite que precisa se esforçar ainda mais pra se manter na estrada. Uma simples pergunta de como ele se sente revela a resposta "Estou quase no fim."

No passado isso seria uma oportunidade para um discurso sobre como o Slipknot esta o matando, mas seu tom de voz carrega um sentimento de derrota.

"A banda está ótima, eu defendi muito o que nós somos hoje, estamos finalmente nos 30 anos. Estive esperando pacientemente para os jovens - que eles gostem de ouvir isso ou não- crescessem para perceber que muitas das coisas que estavam insustentáveis começaram a sumir.
Por outro lado, acabei de completar 39 anos, perdi meu pai, minha mãe ainda é viva, mas tem Alzheimer. Nós (Shawn e a esposa) tivemos uma pequena surpresa 4 anos atrás, o nome dele é Simon e mudou a minha vida. Eu não quero mais fazer isso, odeio todos os dias, eu quero sentar na praia com a minha garota e relaxar. Eu sinto que o Slipknot me curou de tudo que eu precisava fugir desde que comecei isso"

Mas como sempre com o Clown, a contradição aparece.

"Mas o que eu queria dizer é que eu estou me divertindo mais do que nunca. Ainda temos nossos problemas, somos uma grande família. Não acho que já gostei tanto de tocar nessa banda como agora, estamos todos no caminho certo e mais próximos do que antes. Tem gente que só precisa envelhecer."

Em Sydney, dois dias depois, Joey Jordison tira sarro das contradições do Clown e diz "Ele é o Clown (palhaço) tem esse nome por uma razão!"
Mas agora Shawn não está rindo. Eu pergunto se ele vê um fim e ele responde:

"Sim eu vejo, mas sou bem sucedido, fiz quatro álbuns em 10 anos e eu estou orgulhoso desses álbuns, não mudaria nada."

Parece que você está lendo um discurso de aposentadoria.

"Eu nunca desisto. É importante que você entenda que não é porque eu não agüento, mas eu vou saber quando chegar a hora certa."

Você acha que o Slipknot acaba se você sair?

"Ah não, é um negócio de milhões de dólares e tem muita gente envolvida, eles não vão deixar... vão dar um jeito"

Mas cinco horas depois, Clown está sentado no saguão do hotel conversando com Craig Jones. Empolgado com o show da noite e uma platéia que ele viu como a mais louca de todas, ele fica feliz de saber que o Slipknot tem fama o suficiente pra fazer um show de três horas. Claramente, aposentadoria está longe.


Apesar da reação violenta dos fãs no show de Brisbane e no de Sydney 48 horas depois, é fácil subestimar o quanto essa banda significa pras pessoas. Um lembrete veio meia hora antes do show de Brisbane. Entre uma sessão de fotos, as roupas, e o aquecimento, todos os 9 integrantes tiram um tempo para andar pelo lugar. Lá, um garoto de 17 anos chamado Jamie Ellis está na cadeira de rodas, acompanhado com um amigo, a mãe e um enfermeiro do hospital que ele vive. Jamie tem uma doença degenerativa que faz com que seus músculos, pulmões e coração se deteriorem e morram. Um de cada vez a banda o cumprimenta, posa para fotos e se abaixa para abraçá-lo e ele em troça se esforça para esboçar um sorriso. A mãe dele, Theresa, não tinha contado sobre essa noite pra ele ainda, ela achava que ele não estaria vivo.

"Isso é tudo pra ele, ele pode ir para a nova jornada agora com um grande sorriso no rosto sabendo que conseguiu conquistar hoje à noite, a última coisa que ele queria no mundo."

No backstage, Joey Jordison comenta sobre o encontro.

"Foi muito intenso e isso faz você apreciar mais a vida. Todas aquelas reclamações sobre viajar, voar de um lado pro outro... foda-se isso tudo a vida é muito preciosa, esse ano eu percebi isso. Mentalmente, eu já estive melhor. Eu consegui entender muita coisa na minha vida, e eu parei de dar entrevistas por uma razão, estou tentando voltar a ser o Joey, não o Joey do Slipknot."

Com um capuz sobre os olhos, dá pra entender a intensidade do Joey sobre tudo isso, o seu tornozelo como ele diz, "está quase curado" mesmo que ele ainda use um suporte. Ele só está conseguindo usar todos os músculos da perna esquerda agora, depois de 6 semanas com um gesso causando uma atrofia para melhorar. Um episódio que o assustou muito.

"Esse é meu presente, eu sou conhecido pela velocidade nos pés, então eu fiquei com medo cara."

Deixando claro que a turnê é melhor agora que ele está limpo. Faz quase um ano desde que Joey parou com a cocaína, e está tão dedicado a ficar sem drogas, que quando quebrou o tornozelo, ele se recusou a tomar qualquer coisa para aliviar a dor, o que levou o Slipknot a cancelar os festivais de Leeds e Reading, o que doeu ainda mais.

Quando comentado com Joey que Shawn, Corey e Paul comentaram sobre como a banda está mais unida e como eles se amam, sugere que o Slipknot está ficando velho, ele rapidamente rebate.

"Ainda temos o mesmo ódio que tínhamos 10 anos atrás, parece 1999. Eu não ligo para o que ninguém fala cara, quando vejo alguém falando besteiras da banda eu digo 'Você não sabe de nada cara, vá se foder' É a banda mais brutal do mundo, acho que somos a melhor banda de metal que existe. Claro que vai ter gente que discorda, que seja, mas você nunca vai saber o que é estar na nossa banda, se não se colocar no nosso lugar por um dia. Eu conheço o Slipknot e conheço cada um dos caras da banda e isso é só o começo."

29 de Junho de 2009, marca o décimo aniversário do lançamento do Self-titled. Jordison prevê que nesse dia, eles estarão no meio de um festival Europeu e vai ter algo especial planejado.

"Coisa velha cara, máscaras originais, macacões vermelhos e apenas o primeiro álbum. Merda, estraguei a surpresa. Mas estamos planejando isso.

Até lá, tem mais shows para fazer e mais viagens. Quando o Slipknot for para a Inglaterra essa semana, já vão ter feito seu primeiro show em Israel e vários na Europa, com mais datas para a turnê americana marcadas para 2009. E apesar de todas as previsões de um fim, Clown tem esperanças boas para 2009.

"Eu quero sair pelo mundo como estamos fazendo, quero conseguir fazer esse ciclo, continuar amigo, conseguir novas marcas e matar cada bandinha poser que se acha. Quero ser saudável, quero viver e quero que a minha banda viva. Nada diferente do que eu sempre quis desde que começamos."

São sentimentos compartilhados com Corey.

"Eu vi um garoto escrevendo online 'É 2008 e ninguém liga pro Slipknot', isso foi antes do novo álbum sair. Aí dois meses depois já tínhamos o álbum em primeiro lugar e foi tipo (levanta o dedo do meio) 10 anos e estamos maiores do que nunca.
Somos uma das maiores bandas de metal do mundo agora e não paramos ainda, vamos crescer ainda mais. Álbum em primeiro lugar, shows esgotados em todos os lugares... É um reflexo de tudo que passamos para chegar aqui, e eu sei que não foi fácil. "










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